miniatura|José Honório Rodrigues tomando posse como diretor do Arquivo Nacional. José Honório Rodrigues (Rio de Janeiro, — Rio de Janeiro, ) foi um advogado, historiador e escritor brasileiro. Notabilizou-se, sobretudo, pelas suas publicações acerca da história da historiografia brasileira.

Biografia

Primeiro anos e formação José Honório Rodrigues nasceu no ano de 1913, na cidade do Rio de Janeiro enquanto a cidade ainda era capital federal do Brasil.

Rodrigues graduou-se no curso de Direito na Faculdade Nacional de Direito (FND) vinculado a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no ano de 1937.

O seu primeiro trabalho de relevância foi Civilização Holandesa no Brasil, publicado em 1940, em coautoria com Joaquim Ribeiro - livro que receberia o Prêmio de Erudição da Academia Brasileira de Letras (ABL). No biênio de 1943 e 1944, patrocinado com uma bolsa de estudos pela Fundação Rockefeller, residiu e pesquisou nos Estados Unidos, onde também frequentou cursos acadêmicos na Universidade Columbia. Data desta época o seu interesse pelo estudo da história da historiografia brasileira, que o acompanharia ao longo de toda a sua trajetória profissional.

Carreira Depois do seu retorno ao Brasil, ingressou nos quadros do Instituto Nacional do Livro. Entre os ano de 1946 e 1958, foi diretor da Seção de Publicações e Obras Raras da Biblioteca Nacional do Brasil (BN).

No ano de 1958, recebeu o cargo de diretor do Arquivo Nacional (AN), o qual ocuparia até 1964. Paralelamente a essas funções, exerceu ainda, entre os anos de 1948 de 1951, o cargo de diretor da Seção de Pesquisas do Instituto Rio Branco (IRBr). Ao longo da sua carreira, foi professor em diversas instituições de ensino superior e programas de pós-graduação no Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), professor de Pós-Graduação na Universidade Federal Fluminense (UFF) e de Doutorado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi, ademais, professor visitante em diversas universidades estadunidenses.

Foi membro da Academia Brasileira de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), da Academia Portuguesa da História (APH), da American Historical Association (Estados Unidos), da Royal Academy of History (Inglaterra) e da Sociedade Histórica de Utrecht (Países Baixos).

Morte Rodrigues morreu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 6 de abril de 1987 aos setenta e três anos, no Hospital Samaritano localizado no bairro do Botafogo vitimado por insuficiências cardíaca e respiratória. Sua morte causou enorme comoção. Na matéria do Jornal do Brasil sobre sua morte, recebeu elogios e lamentações de personalidades como Arnaldo Niskier, Israel Bloch, Celina Moreira Franco, Austregésilo de Athayde e Hélio Silva.

Após o seu falecimento, Lêda Boechat Rodrigues, esposa e companheira intelectual de Rodrigues, foi responsável por coordenar, organizar os arquivos e publicar as obras que ainda não haviam sido publicadas.

Legado Dada toda sua carreira, Rodrigues é considerado um dos mais conceituados historiadores brasileiros. Colaborou no Programa de História da América, promovido pelo Instituto Pan-Americano de Geografia e História, de que resultaram três séries de publicações universitárias e um livro conjunto para o ensino de História da América. Participou dos debates de várias reuniões e sua colaboração está no livro Brasil. Período colonial (1953). Foi conferencista em várias universidades brasileiras e norte-americanas e, entre 1956 e 1964, na Escola Superior de Guerra, onde se graduou.

Prêmios Recebeu o Prêmio Clio de Historiografia da Academia Paulista de Letras (1980), Prêmio de História do Instituto Nacional do Livro (1980) e a Medalha do Congresso Nacional (1980).

Obras

1940 - Civilização holandesa no Brasil 1949 - Teoria da História do Brasil: introdução metodológica 1954 - O continente do Rio Grande 1962 - Aspirações Nacionais 1964 - Brasil e África: Outro Horizonte 1965 - Conciliação e reforma no Brasil: um desafio histórico-cultural 1965 - História e historiadores do Brasil 1966 - Vida e história 1970 - História e historiografia 1976 - Independência: revolução e contra-revolução, 5 volumes. 1976 - História, corpo do tempo 1978 - O Conselho de Estado. O Quinto Poder? 1979 - História da História do Brasil. 1.ª Parte: A historiografia colonial.

30px Academia Brasileira de Letras Foi o terceiro ocupante da cadeira 35, que tem como patrono Aureliano Tavares Bastos. Foi eleito em 4 de setembro de 1969, na sucessão de Rodrigo Otávio Filho, e recebido pelo acadêmico Barbosa Lima Sobrinho em 5 de dezembro de 1969.

Bibliografia

Ligações externas

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