Dom Andrés Stanovnik, (Buenos Aires, 15 de dezembro de 1949) é o arcebispo emérito de Corrientes, Argentina. Anteriormente a setembro de 2007, foi bispo de Reconquista (Argentina).
Biografia Nascido em Buenos Aires, em uma família de imigrantes eslovenos, Stanovnik estudou Filosofia e Teologia na Universidade Salvador, em Buenos Aires. Fez os votos solenes na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em 16 de julho de 1978. Foi ordenado sacerdote em 2 de setembro de 1978, pelo Vigário Apostólico de Araucanía, Dom Sixtus Josef Parzinger.
Stanovnik foi Mestre de Noviços em 1979, 1981 e de 1982 a 1988. Também foi diretor nacional da JUFRA (Movimento Franciscano da Juventude). De 1981 a 1986, atuou como Definidor Provincial e, de 1987 a 1992, como Vigário Provincial. De 1989 a 1992, foi superior local e pároco de Nossa Senhora do Monte Carmelo em La Cumbre (Córdova) e, posteriormente, de Nossa Senhora de Pompeia em Mar del Plata.
Em 1992, padre Stanovnik foi enviado a Roma para estudar Teologia Espiritual na Pontifícia Universidade Antonianum, mas precisou interromper os estudos para assumir maiores responsabilidades na Ordem. Em 1994, o Capítulo Geral o elegeu Definidor Geral, e a partir de então residiu na Cúria Geral em Roma.
Em 30 de outubro de 2001 foi nomeado bispo da Reconquista. Stanovnik recebeu sua consagração episcopal no dia 16 de dezembro seguinte do Cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, tendo como co-consagradores o bispo de Posadas, Juan Rubén Martinez, o bispo emérito de San Luis, Juan Rodolfo Laise, o núncio para a Argentina, o arcebispo Santos Abril y Castelló, e o bispo de Venado Tuerto, Gustavo Arturo Help. Dom Andrés tomou posse no mesmo dia.
Interino desde julho de 2003, em 2005, foi eleito secretário do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e, em 2007, seu vice-presidente. Também presidiu a Comissão para a Vida Consagrada, da Conferência Episcopal Argentina.
Em 27 de setembro de 2007, foi nomeado arcebispo de Corrientes. Assumiu como o quinto arcebispo (sexto diocesano) de Corrientes em 15 de dezembro de 2007. Na qualidade de arcebispo metropolitano, em 29 de junho de 2008, recebeu o pálio do Papa Bento XVI, na Basílica de São Pedro.
Como arcebispo, foi presidente da Comissão Episcopal para o Apostolado Leigo e a Pastoral Familiar.
Em setembro de 2012, ele foi convidado a apresentar a posição da Igreja Católica sobre a proposta de reforma do Código Civil e Comercial da Nação. Em sua apresentação, argumentou que a reforma criaria “discriminação injusta entre embriões humanos implantados e não implantados” e uma negação do “direito à identidade em casos de reprodução assistida heteróloga”. Além disso, defendeu que não se eliminasse o apoio da Igreja Católica, mas sim que se “nivelasse por cima” e se “defendesse o direito de todas as igrejas e comunidades religiosas de serem reconhecidas como sujeitos de direito e de poderem conduzir seus assuntos internos de forma autônoma e sem interferência do Estado”.
Entre maio de 2010, ele também foi administrador apostólico da diocese de Oberá, até a nomeação de Damián Santiago Bitar.
Em 5 de setembro de 2015, o Papa Francisco o nomeou membro da Pontifícia Comissão para a América Latina. Atuou como Administrador Apostólico de Orán, de 1 de agosto de 2017 a 18 de maio de 2018.
O Papa Francisco aceitou sua renúncia devido à idade em 22 de fevereiro de 2025.
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