A Praça de Luís de Camões, coloquialmente Largo de Camões, localiza-se no Chiado, na freguesia da Misericórdia (até 2013 na freguesia da Encarnação), em Lisboa.
A sua toponímia deve-se por ter sido vontade de ser aí instalada uma estátua ao poeta dOs Lusíadas'', inaugurada em 9 de outubro de 1867, impulsionada pela vontade de enaltecer o patriotismo pela Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640.
Nela localiza-se o consulado-geral do Brasil na capital portuguesa e o Ministério da Economia.
Estátua de Luís de Camões (1867) thumb|Monumento ao poeta na Praça de Luís de Camões, no Bairro Alto, em Lisboa. A estátua de Luís de Camões é do escultor Vítor Bastos e foi inaugurada a 9 de outubro de 1867 com financiamento de duas subscrições públicas, uma delas presidida pelo duque de Saldanha, e um subsídio do governo. A figura é de bronze e tem 4 metros de altura, assente sobre um pedestal octogonal rodeado por oito estátuas em pedra de lioz com 2,40 metros de altura. Representam vultos notáveis da cultura e das letras dos Séculos XV e XVI: o historiador e cronista Fernão Lopes, o cosmógrafo Pedro Nunes, o cronista Gomes Eanes de Azurara, os historiadores João de Barros e Fernão Lopes de Castanheda e os poetas Vasco Mouzinho de Quevedo, Jerónimo Corte-Real e Francisco Sá de Menezes.Gazeta dos Caminhos de Ferro n.º 1057, 1 de Janeiro de 1932, pág. 17. O monumento a Camões é o mais antigo de Lisboa dentro do seu género, sendo mais moderno apenas do que a estátua equestre de D. José I.
Tricentenário da morte de Camões (1880) Em 10 de Junho de 1880 celebrou-se o tricentenário da morte de Luís de Camões, iniciativa promovida sobretudo por Teófilo Braga, destacado intelectual republicano. A comissão executiva do centenário, eleita pelos jornalistas e organizada por Latino Coelho, era composta por nove membros, em grande parte ligados ao republicanismo, com exceção de Pinheiro Chagas. Por intermédio de Teófilo Braga, a comissão conseguiu que o deputado progressista Simões Dias apresentasse no parlamento um projeto para que o dia 10 de Junho fosse declarado festa nacional. O programa do grande cortejo cívico foi redigido por Ramalho Ortigão, monárquico, e procurava representar simbolicamente o povo português e as suas sucessivas conquistas de liberdade. As comemorações decorreram, contudo, sob alguma reserva dos poderes públicos, que viam com desconfiança a apropriação republicana da efeméride. Essa situação foi satirizada numa caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, na qual a estátua de Camões surge com um barrete frígio, agradecendo ao governo e ao rei a sua “republicanização”. Neste contexto, Camões passou a ser apresentado como uma figura cívica e laica, associada à veneração dos “grandes homens”, em contraste com o tradicional culto dos santos católicos.
Placa Intermodal A praça constitui um cruzamento de carreiras dos serviços regulares da Carris.
A Praça Luís de Camões é ponto de passagem''' das seguintes carreiras da Carris: Pç. Luís Camões ⇄ Campolide Martim Moniz ⇄ Prazeres (Cemitério) Cais do Sodré ⇄ Linda-a-Velha Cais do Sodré ⇄ Portas de Benfica
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Luis de Camoes Categoria:Encarnação (Lisboa) Categoria:Misericórdia (Lisboa) Categoria:Camoniana