Anastasia Valeryevna Liukina (), conhecida internacionalmente por Nastia Liukin (Moscou, 30 de outubro de 1989), é uma ex-ginasta norte-americana nascida na Rússia, que competiu em provas de ginástica artística.

Nastia tornou-se membro da equipe nacional júnior dos Estados Unidos aos doze anos e conquistou seu primeiro título do individual geral nacional aos treze. De 2005 até sua aposentadoria, Liukin permaneceu como membro da elite sênior da equipe norte-americana. É tetracampeã do concurso geral estadunidense, bicampeã mundial na trave, bicampeã por equipes em Jogos Pan-Americanos e por cinco vezes medalhista em uma única edição olímpica. A conquista mais importante de sua carreira foi o individual geral dos Jogos Olímpicos de Pequim. Em 2008, fora eleita a atleta do ano pela Women's Sports Foundation, tornando-se então a segunda ginasta a receber tal distinção, e a melhor ginasta do mundo, eleita, também em 2008, pela Federação Internacional de Ginástica. Em 2009, também foi eleita atleta nacional do ano pela ESPN, no ESPY Awards, e membro da comissão de atletas da FIG no ciclo 2009-2012. Por ter integrado a equipe vencedora do Mundial de Stuttgart, em 2007 e por suas conquistas individuais enquanto atleta, figura no U.S Gymnastics Hall of Fame.

Biografia 200px|thumb|left|Nascida na Rússia, migrou para os Estados Unidos ainda criança. Por esta nação, tornou-se campeã olímpica aos 18 anos. Além de ginasta, admira e almeja as profissões de modelo e atriz. Liukina nasceu na Rússia. Porém, aos dois anos de idade, sua família mudou-se para os Estados Unidos, após a extinção da União Soviética. Antes de se radicar no Texas, a família morou por certo tempo em Nova Orleans. Nastia é a única filha de Valeri Liukin e Anna Kotchneva, também ginastas, competidores pela União Soviética. Seu pai fora medalhista de ouro da ginástica artística nas Olimpíadas de 1988, em Seul, Coreia do Sul, e sua mãe fora campeã mundial da ginástica rítmica na edição de 1987, em Varna, Bulgária. Liukina é fluente nas línguas russa e inglesa. Na primavera de 2007, a jovem graduou-se pela Spring Creek Academy, localizada em sua cidade, e passou a cursar a faculdade de comércio exterior, na Southern Methodist University, atualmente interrompida.

Desde o começo da carreira é treinada por seu pai, no ginásio de sua família, o World Olympic Gymnastics Academy (WOGA) em Plano, Texas, aberto em 1994 com o amigo dos tempos de competições, Evgeny Marchenko. Quando menina, sem uma babá, os pais de Nastia a levavam para o ginásio e lá, a menina fazia dele um playground, até os quatro anos de idade. Diante do talento herdado da filha, por a verem imitar as ginastas no canto do tablado, decidiram, apesar de cientes das dificuldades e exigências do desporto, atenderem seu pedido e a tornarem uma atleta, após perceberem serem inspiração e motivação para a pequena. Dois anos mais tarde, a menina passou a competir e aos doze, tornou-se uma ginasta da elite júnior do país. Dez anos adiante, fora eleita a melhor atleta feminina dos Estados Unidos, feito este repetido no ano seguido. Em 2007, por conquistar o Mundial de Stuttgart, recebeu também o prêmio de melhor equipe. Em 14 de outubro de 2008, foi eleita a atleta do ano pela Women's Sports Foundation: esta fora a segunda vez que uma ginasta recebeu tal distinção. A primeira foi Mary Lou Retton, 24 anos antes. Nesta edição, Liukina superou a saltadora Yelena Isinbayeva e a nadadora Natalie Coughlin. Dias mais tarde, foi ainda eleita a melhor ginasta do mundo, em votação realizada pela Federação Internacional de Ginástica, no 77º congresso da entidade, realizado em Helsinque, na Finlândia. Em 2009, Liukin conquistou o prêmio de melhor atleta feminina nacional pelo ESPY Awards, no qual superou Serena Williams, e nomeou uma competição de ginástica artística, a Nastia Liukin Cup, realizada no início da temporada de 2010. Nesse mesmo ano, após participação no Campeonato Nacional, desistiu de competir o Mundial de Ginástica. No entanto, compareceu ao evento acompanhada do pai, treinador da seleção principal na ocasião, e fora eleita, na Arena O2, pela comunidade de ginástica artística feminina da FIG, membro da comissão de atletas da federação. Em declaração feita após a escolha, a ginasta mostrou-se orgulhosa e preparada para representar com sua experiência e entusiasmo o desenvolvimento da disciplina. No ano seguinte, há quase dezessete meses sem competir, cedeu uma entrevista para a International Gymnast, em um compromisso na cidade de Los Angeles. Na ocasião, declarou não estar distraída do desporto, apesar das aparências, e falou sobre sua relação com a modalidade:

Jovem, a ginasta tem como representar os Estados Unidos umas das melhores coisas que pode aproveitar das competições de que participa. Fora dos ginásios, possui hábitos que julga normais para sua idade, como ler e assistir séries de tv, além do gosto por desfilar e atuar e o desejo de se tornar uma atriz. Para os fãs, escreve com certa regularidade em seu blogue e no Twitter, locais em que também assina com seu pink (em letras rosa). Em 2010, anunciou, após as Olimpíadas de Invernos de Vancouver, o namoro com o patinador medalhista de ouro Evan Lysacek. Encerrada a carreira de ginasta, anunciou que mudaria-se para Nova Iorque para cursar a faculdade de gestão esportiva. Em agosto de 2013, Nastia passou a figurar o U.S Gymnastics Hall of Fame, como membro da equipe que venceu a prova coletiva do Mundial de 2007, realizado em Stuttgart. No ano seguinte, foi inserida individualmente, por suas conquistas mundiais e olímpicas. Sem pensar muito adiante, prefere planos de curto prazo, desfrutando cada momento e cada meta atingida.

Carreira Nastia sempre teve contato com a ginástica. No entanto, apenas aos quatro anos começou a praticar a modalidade visando as competições. Dois anos mais tarde já representava o ginásio de seu pai em compromissos locais e aos doze, tornou-se uma ginasta da elite júnior. Seus aparelhos de melhor desempenho e resultados foram as barras assimétricas e a trave.

EUA Júnior Em 2002, Nastia participou de seu primeiro Campeonato Nacional Americano, na categoria júnior, aos doze anos. Seu resultado final foi um 15º lugar, considerado um contraposto às suas companheiras de ginásio - Carly Patterson e Hollie Vise, primeira e segunda colocadas, respectivamente. Ainda em 2002, a jovem competiu no Pan-Americano Júnior, no qual atingiu a primeira posição por equipes e três medalhas de prata: individual geral, barras assimétricas e trave de equilíbrio.

No ano seguinte, agora aos treze de idade, Liukin já era a atleta júnior mais competitiva dos Estados Unidos, vencendo três dos quatro aparelhos em que participou no Campeonato Nacional: solo, trave e paralelas assimétricas, resultados estes repetidos em 2004. Um ano mais jovem que o permitido, não pôde competir como sênior nas Olimpíadas de Atenas em 2004, apesar de seus resultados se equipararem aos da equipe principal. Como seu último compromisso da categoria, disputado aos quinze anos, esteve o Campeonato da Aliança do Pacífico, em Honolulu, no Hawaii. Nele, participou de cinco finais e atingiu a primeira colocação em todas elas. A única exceção foi a prova do salto sobre a mesa.

EUA Sênior alt=Nastia Lukin sorri após receber uma medalha.|200px|thumb|esquerda|Nastia Liukin no pódio do Campeonato Nacional de 2008, no qual terminou na segunda colocação, superada por Shawn Johnson e a frente de Chellsie Memmel. Em 2005, agora como sênior, Nastia conquistou seu primeiro campeonato na categoria, o Nacional Americano, após superar sua companheira de seleção Chellsie Memmel, anteriormente medalhista em edição Mundial: apesar da queda durante a preliminar na trave, recuperou-se e terminou a prova a frente das demais ginastas. Nos aparatos, também venceu nas assimétricas e na trave, além de conquistar a segunda colocação no solo. Mais adiante, sofreu uma pequena lesão no joelho e, focada no Mundial, desistiu de competir o Campeonato Pan-americano para concentrar-se no outro evento. Ainda em 2005, fora eleita a atleta do ano nos EUA, onde concorreu e venceu outra vez no ano seguinte, e novamente em 2008, superada por Shawn Johnson.

Em 2006, foi a melhor atleta do Campeonato Estadunidense, novamente vencendo, além das assimétricas e da trave, o concurso geral. No ano seguinte, mais uma vez no Campeonato Nacional, conquistou a medalha de ouro nas assimétricas pelo quinto ano consecutivo, contado seu desempenho como júnior. Na trave de equilíbrio, atingiu a segunda colocação, e no individual geral, terminou em terceiro lugar, devido a falhas graves de execução tanto no solo quanto no salto. Em 2008, na Copa América, realizada em Nova Iorque, Liukin ficou novamente com o primeiro lugar no individual geral. Já no Campeonato Nacional Americano, realizado em Boston, atingiu a marca de 17,050 durante as preliminares nas barras assimétricas. Ao realizar sua rotina na final, superou seu próprio resultado, alcançando a pontuação de 17,100 e a primeira posição. Em outra competição, o Pré-Olímpico, realizado na Filadélfia, agora para a escolha das ginastas que competiriam em Pequim, Liukin terminou em segundo lugar. Ao final das competições, este foi o ano em que oscilou nas primeiras colocações com a compatriota Johnson.

Abrindo o calendário competitivo de 2009, Nastia participou do CoverGirl Classic, realizado em Des Moines. Nele, competindo apenas na trave, terminou na segunda colocação. No evento seguinte, o Campeonato Visa, em Dallas, não subiu ao pódio, ao atingir nota suficiente somente para o quarto lugar. Apesar disso, tal posição a manteve na equipe sênior principal dos Estados Unidos. Todavia, Nastia, ainda que classificada, desistiu de competir no Mundial de Londres, alegando não estar em sua melhor forma física. No início de 2010, declarou interesse de voltar a competir no ano seguinte, visando os Jogos Olímpicos de Londres e o Mundial de Tóquio. Ocupada com as promoções e eventos para os quais é convidada, continuou a treinar, não em ritmo competitivo, mas para não perder a forma. Após quase três anos sem competir, voltou para disputar o "U.S Secret Classic", em junho de 2012, no qual competiu apenas na trave. Com uma rotina limpa e sem grandes erros, encerrou terceira colocada com um total de 14,900 pontos. Adiante, no Nacional Americano realizado em St. Louis, apresentou-se novamente na trave e acrescentou as paralelas assimétricas. Após os dois dias de competição, realizou performances irregulares e encerrou 19ª colocada nas barras e sexta na trave. Classificada para a última etapa norte-americana que selecionaria as ginastas que representariam o país nas Olimpíadas, Liukin competiu novamente nos seus dois principais aparelhos. Entretanto, uma nova falha nas assimétricas, a deixou com 13,950 pontos, insuficientes para asseguar a vaga olímpica. Como marca pessoal, possui um total de nove medalhas de ouro em campeonatos mundiais, sete delas conquistadas individualmente. Tal realização fez Liukin unir-se a Shannon Miller, como a atleta estadunidense que mais subiu ao pódio neste tipo de competição. Fato semelhante ocorreu em número de medalhas olímpicas, ao igualar os recordes de Shannon e Mary Lou Retton.

Jogos Pan-Americanos Nastia fez sua estreia nos Jogos Pan-americanos em 2003, aos catorze anos de idade. Com um total de duas edições, conquistou medalhas em ambas, num somatório final de oito.

Santo Domingo 2003