Na sociologia, mudança social refere-se a uma alteração na ordem social de uma sociedade. A mudança social pode incluir mudanças na natureza, instituições sociais, comportamentos sociais e nas relações sociais. O ser humano precisa adaptar o meio às suas necessidades, partindo desse pressuposto, foi necessário se adaptar as suas próprias conquistas. Uma das características mais marcantes da sociedade moderna tem sido sua capacidade de produzir e se adequar as mudanças sociais. Cada uma delas, imposta pelo próprio homem, representa um rompimento com a tradição. Muitas tradições permanecem embutidas em nossa sociedade, algumas sob novos aspectos. Por exemplo, a família constituída nos dias atuais é muito diferente da família do século XIX, os trabalhadores de hoje têm uma rotina diferente da rotina de trabalho do início da década de 1920.Gene Shackman, Ya-Lin Liu and George (Xun) Wang. "Why does a society develop the way it does?." 2002.

Esses rompimentos ou mudanças são acompanhados de formas de permanência, ou seja o ambiente de trabalho ou configuração familiar pode tomar outros aspectos, mas seus traços característicos não deixam de ser identificados.

Está relacionado com os nacionalismos, a revolução industrial, os impérios, as guerras mundiais e a construção da democracia. Mudança social na sociologia contemporânea

Dentre as perspectivas contemporâneas em sociologia, a teoria da sociedade mundial de John Meyer, vinculada ao novo institucionalismo, é ilustrativa de dinâmicas vigentes que condicionam a mudança social. O autor concebe de maneira peculiar o cenário internacional posterior à Segunda Guerra Mundial, marcado pelo processo da globalização. Nesse novo período, organizações e indivíduos passam a estruturar-se como atores, capazes de racionalização e realização de escolhas propositais. O caráter de ator das organizações é moldado por uma racionalização cultural mais ampla baseada no cientificismo, na ênfase nos direitos e capacidades humanas individuais e na expansão educacional, subsidiária dos dois anteriores. É nesse contexto que inconsistências, que o autor chamará de desacoplamento, entre a identidade constituída do ator e do que deve fazer, e o que realiza na prática, fornecem a tensão e o formato pelo qual a mudança social ocorre na atual sociedade mundializada.

A racionalização cultural mencionada produz autoridade através de princípios universalistas, associados à autoridade de Outrem (sobretudo entre cientistas, advogados, teóricos) neutra, objetiva e desinteressada. O caráter de ator construído sob tais padrões é difundido globalmente e adotado em domínios que não são necessariamente capazes de corresponder a eles.  Essa situação de inconsistência, encontrada em indivíduos, organizações e Estados se trata do desacoplamento.

A dissociação entre pressupostos e práticas fornece, nesse sistema, uma tensão produtiva de mobilizações posteriores, onde novos padrões são configurados. Esse contexto confere circunstâncias peculiares para a mudança social na sociedade mundial que se configurou após a Segunda Guerra. Desse modo, transformações são produzidas e condicionadas por padrões difundidos globalmente que por sua vez, estão também sujeitos a redimensionamentos em face a insconsistências. Meyer, JW. Reflections: institutional theory and world society. In: World Society: The Writings of John W. Meyer, 2009.

Ligações externas Notas sobre teorias de mudança social no século XX

Ver também Desigualdade social Mobilidade social

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