A Estação Ferroviária de Alhandra é uma interface da Linha do Norte, que serve a vila de Alhandra, no município de Vila Franca de Xira, em Portugal.
Descrição left|thumb|Edifício de passageiros, visto da plataforma oposta, em 2018. Localização e acessos Esta interface tem acesso pela Avenida Afonso Albuquerque, em Alhandra.
Infraestrutura Esta interface apresenta seis vias de circulação (identificadas como I+IA, II, III, IIA+D2+D3, IV, V, e R1+R2+R3), com comprimentos entre 1135 e 291 m de extensão, sendo as duas primeiras (I+IA e II) acessíveis por plataformas de 136 e 145 m de comprimento, respetivamente, ambas com 90 cm de altura; existem ainda seis vias secundárias (identificadas como IIIA, VI, VII, VIII, IX, G1, e G2) com comprimentos entre 42 a 260 m; com exceção da via VII, todas estas vias estão eletrificadas em toda a sua extensão. Diretório da Rede 2024. I.P.: 2022.12.09 Parte desta configuração é gerida pel empresa cimenteira Cimpor,REIS et al, 2006:183 nomeadamente enquando Alhandra - (Ramal Cimpor), centrado ao ; tem tipologia «Linhas de Carga/Desc. Privado» () e código dep. 31211, e insere-se na via ao .
Serviços Em dados de 2023, esta estação é servida por comboios de passageiros da C.P. de tipo urbano dos serviços chamados “Linha de Sintra” e “Linha da Azambuja”, que circulam entre , , ou e , , ou , com 75 circulações diárias em cada sentido aos dias úteis e 19 aos fins de semana.Horários Sintra Lisboa Azambuja («Em vigor desde 11 de dezembro de 2022»)
História
Antecedentes Em meados do Século XIX, as localidades do concelho de Vila Franca de Xira tinham grandes problemas de acessibilidade, devido a uma rede viária pouco desenvolvida, sendo o principal meio de comunicação a navegação fluvial, utilizando o Rio Tejo.LOURENÇO, 1995:46-47
Em 1845, uma empresa britânica apresentou uma proposta para a construção de várias linhas férreas, incluindo uma desde esta localidade ao Porto, pelas Caldas da Rainha, Leiria e Coimbra. No entanto, todos os planos para caminhos de ferro em território nacional foram abandonados devido à instabilidade política a partir de 1846.
Inauguração e primeiros anos Esta interface situa-se no lanço entre Lisboa e Carregado da Linha do Norte, que foi inaugurado em 28 de Outubro de 1856.MARTINS et al, 1996:11
A instalação do caminho de ferro teve um grande impacto social e económico nas zonas ribeirinhas do concelho de Vila Franca de Xira, incluindo Alhandra, ao facilitar o transporte de pessoas e mercadorias, estimulando dessa forma as actividades industriais. Quando se iniciou a construção das oficinas dos caminhos de ferro em Santa Apolónia, muitos dos operários vinham das povoações ao longo do Tejo, e durante algum tempo tornou-se um fenómeno habitual a deslocação diária de dezenas de pessoas até esta estação, onde apanhavam os primeiros comboios até Braço de Prata e depois o “comboio operário” até Santa Apolónia, fazendo o percurso inverso no fim do dia.LOURENÇO, 1995:49
A via foi duplicada entre Olivais e o Carregado em 15 de Abril de 1890.
left|thumb|Vista da estação, na época de transição para o século XX.
Década de 1910 Em 1913, esta estação era servida por uma carreira de diligências até Arruda dos Vinhos e Monfalim.
Década de 1950 Em 1955, esta estação tinha quatro ramais particulares de mercadorias.
Em 28 de Abril de 1957, foi electrificado o lanço entre Lisboa e o Carregado.REIS et al, 2006:125
Modernização Nos finais dos anos 80, a empresa Caminhos de Ferro Portugueses lançou um programa de modernização das suas linhas férreas, incluindo a Linha do Norte.MARTINS et al, 1996:158 Neste sentido, em 1990 lançou os concurso para vários empreendimentos, como a instalação de equipamentos de sinalização electrónica do tipo ESTW L 90 no lanço entre esta estação e Braço de Prata, em plena via e nas estações.MARTINS et al, 1996:159 Em 1996, o projecto de ressinalização até esta estação já estava em curso, prevendo-se que depois seria prolongado aos restantes lanços da Linha do Norte.MARTINS et al, 1996:166-167
Século XXI Em Janeiro de 2011, apresentava três vias de circulação, com 573, 251 e 304 m de comprimento, e duas plataformas com 136 e 188 m de extensão, e 90 cm de altura, valores mais tarde alterados para os atuais, bem como mais dois ramais de estação, Alhandra Macol/Iberol e Alhandra Moagem, entretanto extintos.
Referências literárias Na sua obra A Capital, Eça de Queirós faz uma descrição da Estação de Alhandra:
Ver também Comboios de Portugal Infraestruturas de Portugal Transporte ferroviário em Portugal História do transporte ferroviário em Portugal
Bibliografia
Ligações externas
Alhandra Alhandra Alhandra Categoria:Alhandra (Vila Franca de Xira) Categoria:Estações ferroviárias inauguradas em 1856 Categoria:Fundações em Portugal em 1856