Volição (do latim volitione) é o processo cognitivo pelo qual um indivíduo se decide a praticar uma ação em particular. É definida como um esforço deliberado e é uma das principais funções psicológicas humanas (sendo as outras afeto, motivação e cognição). Processos volitivos podem ser aplicados conscientemente e podem ser automatizados como hábitos no decorrer do tempo. As concepções mais modernas de volição expressam-na como um processo de controle da ação que torna-se automatizada BRUCH, Heike; GHOSHAL, Sumantra. A Bias for Action: How Effective Managers Harness Their Willpower, Achieve Results, and Stop Wasting Time. Harvard Business School Press, 2004. ISBN 1591394082.

Força de vontade é a expressão coloquial e volição é o termo científico para um mesmo estado mental, ou seja, uma "preferência eletiva". Quando "nos decidimos" por fazer uma atividade, isto é, determinamos uma escolha sobre ela, este estado é chamado de volição iminente; quando colocamos em prática qualquer ato de escolha em particular, este ato é denominado de volição imanente, executiva ou imperativa. Quando uma escolha imanente ou determinada controla ou governa uma série de atos voluntários, chamamos este estado de volição predominante; enquanto que volições subordinadas são aqueles atos de vontade que colocam em prática o objeto desejado pela volição predominante ou governante.KIELHOFNER, Gary. Model of Human Occupation: Theory and Application. Lippincott Williams & Wilkins, 2007. ISBN 0781769965.

Direito No direito significa "capacidade de livre escolha", portanto sem obrigado a agir por coação ou coerção, como uma ameaça a sua integridade física. É necessário volição para implicar culpa por ação ou omissão. Por exemplo: se uma pessoa queria ajudar em uma emergência, mas estava incapacitada (imobilizada, paralisada, inconsciente...) não pode ser condenada por negligência ou por não prestar socorro.

Outras definições

Em "Model of Human Occupation" de Gary Kielhofner, a volição é um dos três subsistemas que agem sobre o comportamento humano. Neste modelo, a volição refere-se a conjuntura endo-cultural que promove as ações do indivíduo. O livro "A Bias for Action" de Heike Bruch e Sumantra Ghoshal discute as diferenças entre força de vontade e motivação. Ao fazê-lo, os autores usam o termo volição como um sinônimo de força de vontade e descrevem brevemente as teorias de Narziss Ach e Kurt Lewin. Enquanto Lewin argumenta que motivação e volição são a mesma coisa, os autores afirmam que Ach diz outra coisa. De acordo com Bruch e Ghosha, Ach afirma que há um certo limiar: quando o desejo permanece abaixo desse limiar, é apenas motivação; quando cruza o limiar, torna-se volição. Com este exemplo, os autores salientam a diferença em nível de comprometimento dos indivíduos às tarefas, medindo-o numa escala de intenção que vai da motivação à volição. Trabalhos modernos sobre o papel da volição no controle de impulsos (por exemplo, Kuhl & Heckhausen) e em educação (por exemplo, Corno) também fazem esta distinção. O modelo de Corno une a volição aos processos de aprendizagem auto-regulada.SOUSA, Pedro Miguel Lopes de. Aprendizagem auto-regulada no contexto escolar. Universidade de Coimbra, 2006.

Ver também Abulia Hiperbulia Transtorno bipolar Motivação

Ligações externas Conceito de Volição em Clínica Zona Norte. Acessado em 9 de janeiro de 2008.

Categoria:Motivação