miniaturadaimagem|Guerrilheiros iraquianos. miniaturadaimagem|Tropas americanas, na cidade iraquiana de Tall Afar, em combate contra a resistência iraquiana. miniaturadaimagem|Explosão de uma bomba contra forças da coalizão ocidental. miniaturadaimagem|Um intérprete do exército iraquiano a serviço da coalizão. A insurgência iraquiana ou guerrilha iraquiana refere-se ao movimento de resistência armada à ocupação do Iraque por uma coalizão de países ocidentais liderada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, entre 2003 e 2011. Grupos de guerrilheiros, em sua maioria sunitas (mas também contando com islamitas xiitas), opuseram-se também ao recém criado governo iraquiano de transição (2005 - 2006), instalado pela coalizão ao final do governo interino (2004 - 2005), também instalado pela mesma coalizão, que também derrubara o presidente do país, Saddam Hussein, em abril de 2003.

Inicialmente, a maioria dos insurgentes eram lealistas do Partido Ba'ath - formado por ex-oficiais do partido, membros das Forças Armadas e grupo paramilitares como Guarda Republicana e Fedayeen Saddam - visando a restauração de Saddam Hussein e/ou do regime ba'athista. O segundo grupo era de jihadistas sunitas, movidos principalmente por motivação religiosa e mais extremistas que os ba'athistas. Há um cruzamento entres esses dois grupos, e ambos eram mais ativos na área conhecida como o Triângulo Sunita, onde a maioria da população é sunita e era a favor de Saddam Hussein. Contrário a esses dois grupos são as milícias xiitas, formadas para lutar tanto a ocupação quanto os insurgentes sunitas. Esses grupos são apoiados pelo Irã, país xiita e hostil aos Estados Unidos.

Paralelamente, uma brutal guerra civil travou-se entre os diversos grupos e facções, envolvendo praticamente toda a população do país. Combatentes estrangeiros também foram ao Iraque para lutar contra as tropas ocidentais. Durante o período de ocupação, ocorreram numerosas violações dos direitos Humanos, tanto por parte dos grupos da resistência como das forças ocupantes.Civilian Victims of Resistance Groups in Iraq

Escalada da violência Em 2003, no primeiro ano de ocupação do Iraque, a violência era esporádica. Mas, em 2004, a resistência à ocupação (agora protagonizada por jihadistas ligados a facções extremistas como a al-Qaeda) se organizou e intensificou suas ações contra as tropas da coalizão ocidental. Constituiu-se uma guerrilha urbana, com maciços atentados a bomba e extenso uso de explosivos improvisados. Entre 2003 e 2007, pelo menos 600 mil iraquianos morreram, sendo a esmagadora maioria composta de civis. De 2003 a 2011, cerca de militares americanos também perderam a vida, assim como outros 400 soldados da coalizão, dos quais 179 eram britânicos. Em 2007, contudo, a violência começou a declinar, o que se atribuiu à maior presença de tropas americanas e à reconciliação de grupos xiitas e sunitas moderados com o governo iraquiano.

A violência no Iraque voltou a ganhar força após a retirada das forças americanas do país, em 2011. Em 2014, os combates voltaram a se intensificar, e o Iraque retornou ao caos de uma nova guerra civil,"ISIS: The first terror group to build an Islamic state?". Página acessada em 13 de junho de 2014. principalmente com o fortalecimento do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Ver também Insurgência iraquiana (2011–2013) Guerra Civil Iraquiana (2013–2017) Exército Mahdi Juba, o atirador de Bagdá

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