Luta livre esportiva, luta livre brasileira ou luta livre submission é um sistema de submission wrestling criado em meados do no Rio de Janeiro por Euclydes Hatem (o mestre "Tatu"), esta arte marcial brasileira surge como uma adaptação do catch wrestling (ou catch-as-catch-can), na época chamada de luta livre americana, com uma mistura das técnicas da luta olímpica estilo greco-romano e estilo livre, e ainda com influências do Judô. O mestre "Tatu" enfrentou (e venceu) George Gracie nos anos 1942.
A Luta livre é primariamente uma forma de submission wrestling, é uma luta agarrada com o objetivo de imobilizar o oponente e finaliza-lo por meio de golpes como chaves de braço, chaves de perna, estrangulamentos ou chaves de pescoço, ou ainda em competições oficiais, vencer por pontos (por exemplo, quedas, posição de dominação). Socos, chutes e outras técnicas "duras" não são permitidas. Por outro lado, há ainda a modalidade combate ou vale-tudo, em que se usam socos e chutes, sendo uma predecessora das Artes Marciais Mistas (MMA).
Na década de 1970 a luta livre foi fortemente influenciada por Fausto Brunocilla e Carlos Brunocilla, pai e filho que foram alunos de Tatu e responsáveis pela transmissão da luta livre e a formação de vários mestres de luta livre. Também Roberto Leitão, professor da Universidade de Engenharia, que dedicou muitos anos ao wrestling e ao judô. Sendo de menor estatura física do que a maioria dos atletas do clube de remo, Leitão primava pela técnica, A luta livre evoluiu e foi expandida pelo mundo pelos mestres Denilson Maia, Eugênio Tadeu e Hugo Duarte.
Nome No Brasil, o termo "Luta Livre" pode ser usado para vários estilos de wrestling. A modalidade olímpica de wrestling é chamada de Luta livre olímpica (ou estilo livre). Enquanto o Wrestling profissional é chamada de Luta Livre Profissional ou simplesmente Luta Livre, às vezes também chamada de Telecatch. O Catch Wrestling foi introduzida no Brasil no início do século XX e recebeu o nome de "Luta Livre americana" para se diferenciar da luta greco-romana, pois não havia pegadas ou movimentos proibidos (luta greco-romana proíbe quedas acima da linha do quadril), daí o nome "livre". Mais tarde, devido à influência de Euclydes Hatem e outros praticantes, a Luta Livre brasileira começou a se distanciar do Catch Wrestling (que estava se tornando uma luta profissional predeterminada) e se tornou seu próprio estilo de submission grappling, com seus praticantes mantendo o estilo que praticavam apenas de "Luta Livre".
Para esclarecer a confusão, atualmente algumas escolas de Luta Livre adotaram o nome "Luta Livre Submission", enquanto outras usam "Luta Livre Esportiva" para se diferenciar de outros estilos de luta com nomes semelhantes.
Estilos luta livre é um sistema de arte marcial completo, que foi desenvolvido no Rio de Janeiro. É antes de tudo um estilo de submission grappling onde os competidores usam chaves nas articulações e estrangulamentos para submeter o adversário.
Luta livre esportiva é a versão de competição. É mais fácil descrever como "No-Gi submission grappling". Nas competições de luta livre esportiva, só são permitidas técnicas de grappling para subjugar o adversário. Para este tipo de competição, é importante elaborar estratégias e executar tranqüilamente os movimentos. Luta livre vale-tudo é uma versão da luta livre muito semelhante a um combate livre. Além da componente do grappling de luta livre, os profissionais também podem executar socos, chutes, joelhadas e cotoveladas. Estes componentes são utilizados para fazer a transição para o chão (quedas), como no MMA. luta livre vale-tudo é provavelmente uma das mais semelhantes artes marciais em comparação com a atual MMA. Luta livre T36 inclui 36 habilidades de luta livre para finalizar uma situação de combate real, por estrangulamentos e chaves nas articulações do adversário. É um programa especial com uma gameplan estruturado para o grappling, MMA e qualquer tipo de situação de combate real, como a defesa pessoal. Graduação O sistema de graduação, segundo a Federação de luta livre Submission do Estado do Rio de Janeiro, se divide em três: os iniciantes, intermediários e avançados.
As graduações para iniciantes é dividida em três faixas
1.) A faixa de cor branca é dada para os iniciantes 2.) A de cor amarela é dada como segunda graduação. 3.) A de cor laranja é a terceira graduação.
A Graduação para o nível intermediário
1.) A faixa de cor azul é dada ao atleta intermediário, sub-monitor.
As graduações para os avançados na arte são as seguintes
1.) A faixa de cor roxa, para os monitores. 2.) A de cor marrom, para os instrutores. 3.) A na cor preta para os mestres.
História A fundação da luta livre é creditada a Euclydes "Tatu" Hatem, que originalmente era um lutador de catch wrestling. Euclydes Hatem era conhecido pelo apelido de Tatu. Ele começou a ensinar técnicas de catch wrestling no Rio de Janeiro em 1927, ao mesmo tempo em que experimentava algumas técnicas inovadoras próprias. Tatu enfrentou diversos desafios contra o jiu-jitsu brasileiro, culminando com sua vitória sobre George Gracie em uma luta sob as regras do catch. O estilo enfatizava o combate sem o uso de gi/uniforme.
Ele ganhou notoriedade ao finalizar George Gracie em 1942 e quando um de seus alunos, Euclides Pereira, derrotou Carlson Gracie em 1968. O sistema dava ênfase ao combate no chão e às finalizações, devido à importância dessas técnicas nas lutas de vale-tudo. O jogo de chão incluía o uso de chaves de perna, que na época eram ignoradas pelo jiu-jitsu brasileiro.
Alguns dos lutadores famosos que surgiram da luta livre incluem William Porfírio. Na década de 1970, a luta livre foi fortemente influenciada pela dupla pai e filho Fausto e Carlos Brunocilla. Os Brunocilla foram alunos de Tatu e, por sua vez, formaram muitos Mestres de luta livre.
Também por volta da década de 1970, a arte da luta livre foi influenciada por Roberto Leitão, praticante de judô e luta olímpica. Leitão também articulou a "Teoria do Grappling", às vezes chamada de "Teoria da luta livre". Roberto Leitão era professor universitário de Engenharia, e dedicou muitos anos à luta e ao judô.
A antiga rivalidade (ou suposta rivalidade) entre a luta livre brasileira e o Jiu-jítsu brasileiro Os membros da família Gracie construíram sua história e a história do jiu-jitsu de que a arte marcial aprimorada por eles seria a mais efetiva do mundo, para provar isto eles desafiavam diversos artistas marciais de várias modalidades que existiam no Brasil e no Rio de Janeiro com o intuito de provar a superioridade da sua técnica frente as outras artes marciais, ganhando quase todos os embates. Estes embates aconteciam com desafios publicados nos jornais da época (com prêmios em dinheiro) ou por desafios públicos feitos por pessoas aos Gracies ou vice-versa, porém parte dos desafios eram feitos por invasão de lutadores de jiu-jitsu as dezenas a academias ou a centros esportivos que se praticava determinada arte com desafio imediato do mestre (ou do melhor discípulo) por algum Gracie, onde era preparada a "arena de combate", fechando o local e muitas vezes o combate era filmado, o que gerou questionamentos e acusações de muitas pessoas que diziam que os Gracies eram muito prepotentes ("marrentos") e, para alguns, covardes, com muitas pessoas odiando os Gracies e o jiu-jitsu por isto. Apesar do sucesso em embates principalmente contra artes marciais com jogo em pé, encontraram um adversário muito respeitável no próprio Rio de Janeiro, os lutadores de luta livre. A rivalidade entre as artes marciais já se iniciou em 1940 quando Euclydes Hatem (mestre Tatu) ganhou de George Gracie. Em 1968 um discípulo do Mestre Tatu, Euclides Pereira, ganhou de Carlson Gracie, resultando em outra vitória histórica para o pessoal da luta livre. Na disputa de qual arte marcial era a mais efetiva, Rei Zulu era um representante de luta livre (inicialmente achavam que ele não tinha um estilo de luta "formal" como a luta livre brasileira, onde aprendeu as técnicas de agarrão de maneira empírica, mas foi confirmado por ele anos mais tarde que era praticante de Tarracá), rodou o Brasil fazendo desafios e estava há 150 lutas invicto, no que se sentiu a vontade de desafiar a família Gracie. Rickson Gracie enxergando uma oportunidade de mostrar a força do jiu-jitsu aceitou o desafio e a luta foi promovida duas vezes sob as regras dos Gracies, com Rickson vencendo os 2 desafios em 1980 e em 1984. The history of luta livre and Vale Tudo in Brazil - Part I.
Daniel D'Dane demonstra um outro lado de toda esta história. Argumenta que esta rivalidade jiu-jitsu x luta livre nunca existiu, foi um produto de marketing criado pela mídia. O mesmo diz que os eventos como brigas na rua, invasão de academias, provocações, etc, veio de um grupo, uma gangue, de lutadores que brigavam quase todo final de semana e geravam terror dominando as brigas de rua do Rio de Janeiro do meado da década de 70 até o início da década de 90, eram apelidados de "pessoal da rua Bambina" do qual o mesmo fazia parte, um grupo de pessoas do bairro de Botafogo. Era, segundo ele, um dos únicos grupos que fazia frente ao jiu-jitsu que era muito temido, nele incluía praticantes de várias artes marciais, como capoeiristas, caratecas, judocas, etc, além do próprio Daniel D'Dane sendo o único que fazia jiu-jitsu naquela época em uma academia chamada Samurai em Copacabana e ensinava os praticantes de outras artes marciais ao menos saber se defender no chão do pessoal do jiu-jitsu.
Na versão mais conhecida da rivalidade, o início da década de 1980, o jiu-jitsu tinha certa popularidade no Rio de Janeiro enquanto a luta livre era praticada por poucos, um dos motivos é que os Gracies faziam muita propaganda do jiu-jitsu, outro motivo é que para se praticar jiu-jitsu se aceitava qualquer pessoa (posteriormente alunos indesejados poderiam ser expulsos, por exemplo); já para entrar no luta livre era, geralmente, por indicação de algum praticante, era uma arte voltada, sobretudo, para pessoas pobres que viviam nas favelas como meio de inclusão social e desenvolvimento e valorização de autoestima. Quando os Gracies invadiram a Academia Naja de Flávio Molina e desafiaram os lutadores de Muay Thai, foi criado o desafio Jiu-Jitsu vs Martial Arts na década de 1980 pelos Gracies para haver este confronto com o próprio pessoal do Muay Thai e ainda aproveitaram para desafiar os lutadores de outras artes marciais, o que fez o pessoal do luta livre ver uma oportunidade de alavancar a popularidade da luta livre, além de mostrar a eficiência da sua arte em cima do jiu-jitsu como já aconteceu antes. Sendo assim aceitaram o desafio e em 1984 ocorreu o confronto entre as duas artes marciais, terminando no resultado 2 vitórias para luta livre, levando em consideração a vitória do Rei Zulu, a vitória de Eugênio Tadeu e o empate de Marco Ruas. Os 2 representantes do Muay Thai perderam para o jiu-jitsu. Apesar do resultado geral um empate, com 2 vitórias para o jiu-jitsu e 2 para a luta livre, a luta livre ganhou bastante popularidade e respeito no RJ, ainda que o jiu-jitsu se mantivesse bem a frente.