thumb|right|270px|St. Marcus Eremita
Marcos, o Eremita (; ), também chamado de Marcos, "o Eremita", "o Monge" e "o Asceta", foi um teólogo e escritor asceta de alguma importância no
Marcos é mais um asceta do que um escrito dogmático. Ele se contenta em aceitar os dogmas da Igreja, pois seu interesse está na vida espiritual como ela deve ser vivida pelos monges. Ele é prático ao invés de místico, é parte da escola antioqueana de pensamento e se mostra um discípulo de João Crisóstomo.
Identidade Várias teorias sobre a época em que viveu e escreveu já foram propostas. De acordo com Johannes Kunze, Marcos era o mestre de uma lavra em Ancira que, já idoso, teria abandonado seu mosteiro e se tornado um eremita, provavelmente no deserto a leste da Palestina, perto de São Savas. Ele foi um contemporâneo de Nestório, mas provavelmente morreu antes do Concílio de Calcedônia, em 451.
Nicéforo Calisto () diz que ele foi um discípulo de CrisóstomoNicéforo Calisto, Hist. Ecl., na Patrologia Graeca, CXLVI, XlV, 30.. O Cardeal BelarminoCardeal Belarmino, De Script. eccl. (1631), p. 273. achava que este Marcos era o monge que tinha profetizado dez anos de vida a mais para o imperador bizantino em 900. Ele foi refutado por TillemontTillemont, Memoires (1705), X, 456 sq..
Outro ponto de vista, apoiado pelo bizantino "Menaia"Menaia, Acta Sanct. March 1. o identifica com o monge egípcio mencionado por Paládio da GaláciaPaládio da Galácia, História Lausíaca, XX (P. G., XXXII)., que viveu no A descoberta e identificação de sua obra contra Nestório por P. Kerameus tornou certa esta datação, como defendida por Kunze.
Obras As obras de Marcos são, tradicionalmente, as seguintes: Sobre a lei espiritual, Sobre os que se acham justificados pelas obras (ambos tratados ascéticos para monges); Sobre a penitência; Sobre o batismo; Para Nicolau, sobre a abstinência da raiva e do desejo; Disputa contra um estudioso (contra casos levados perante as cortes civis e sobre o celibato); Consulta da mente com a sua própria alma (que o reprova por tomar Adão, Satã e outros homens como responsáveis por seus pecados ao invés de si próprio); Sobre o jejum e a humildade; Sobre Melquisedeque (contra pessoas que acham que ele era uma aparição do Verbo divino).
Todas as obras acima foram citadas e descritas no "Myriobiblon", de Fócio Fócio, P. G., CIII, 668 sq. e foram publicadas na coleção de Gallandi. A elas, a seguinte deve ser acrescentada: 10 Contra os nestorianos (um tratado contra esta heresia, colocada fora de ordem).
Destas, a oitava é atualmente considerada como espúria.
Ligações externas
Bibliografia Andrea Gallandi, Bibliotheca veterum Patrum, VIII (Veneza, 1788), 1-104, re-publicada com os prolegômenos de Gallandi na Patrologia Graeca, LXV, 893-1140, de Migne. J. A. Fabricius-G. C. Harles, Bibliotheca graeca, IX (Hamburg, 1804), 267-269; Bernard Jungmann-Josef Fessler, Institutiones Patrologiae, II, (Innsbruck, 1892), 143-146;
Categoria:Teólogos da Antiguidade Categoria:Bizantinos do século V Categoria:Teólogos do Império Bizantino