Zenódoto (; Éfeso, c. 323 a.C. ou 333 a.C. - Alexandria, 260 a.C.) foi um filólogo e gramático da Grécia Antiga. Nascido em Éfeso, na Ásia Menor, foi estudante de Filetas de CósUlrich von Wilamowitz-Moellendorff, Homers Ilias (1887-1888). Zurique: Georg Olms, 2006, pp. 196, 200 e 212 e professor do rei Ptolomeu II Filadelfo. No ano de 284 a.C. foi nomeado por Ptolomeu I Sóter como o segundo diretor (o primeiro foi Demétrio de Faleros) da grande Biblioteca de Alexandria e ali organizou o que seria a maior coleção de textos manuscritos da antiguidade.

Vida Zenódoto é descrito pelo Suda (localização: Zeta 74, segundo Ada Adler[Suda online, zeta 74 de Zenódoto (Ζηνόδοτος) por Ada Adler]]) como tendo sido o primeiro "editor" (em grego: διορθωτής diorthōtes) de Homero.Martin Litchfield West, Studies in the Text and Transmission of the Iliad. Munique: Saur, 2001, pp. 33 e 34 Seus colegas na biblioteca de Alexandria foram Alexandre da Etólia e Licofrón de Calcis,Ulrich von Wilamowitz-Moellendorff, Homers Ilias (1887-1888). Zurique: Georg Olms, 2006, p. 200 a quem foi designada a responsabilidade por organizar, respectivamente, os escritos trágicos e cômicos. Zenódoto ocupou-se com os poetas épicos, notadamente Homero.

Desde a descoberta do manuscrito Codex Venetus A da Ilíada de Homero por Jean-Baptiste-Gaspard d'Ansse de Villoison, aumentou-se o escólio que possuímos sobre o texto de Zenódoto.Martin Litchfield West, Op. cit., p. 33 Em mais de quatrocentas passagens é possível identificar as leituras de Zenódoto, em razão de Aristarco de Samotrácia ter apontado em seus comentários clara discordância nas interpretações de certas palavras nos textos homéricos. Aristarco foi um severo crítico de Zenódoto, mas graças a sua obra podemos identificar o trabalho feito por Zenódoto, isto é, o uso de um signo marginal, o obélos ou dardo (-),Helmut van Thiel, Homeri Ilias. Zurique: Georg Olms, 1996, p. XVIIRichard Janko, The Iliad: A Commentary. Cambridge: Cambridge University Press, 1992, p. 23 empregado para marcar linhas suspeitas, isto é, de versos que não são de autoria de Homero.Stephanie West, The transmission of the text. In: A commentary on Homer's Odyssey. Oxford: Clarendon Press, 1988, pp. 41 e 42Gaetano Righi, Historia de la Filología Clásica. Barcelona: Labor, 1969, p. 53 É reconhecido pelos helenistas que o texto de Zenódoto caracteriza-se pela "excentricidade", reflexo em dada medida da tradição na qual se baseia.Martin Litchfield West, Op. cit., p. 34Martin L. West sustenta que "o texto associado ao nome de Zenodoto é tão excentrico, que é impossível considerá-lo como o produto de um processo racional de seleção de leituras de diferentes fontes, ou mesmo um processo racional de fato". Nesse aspecto, a opinição de West diverge da de outros helenistas (tais como: Wolf, Düntzer, Cobet, Schwartz, Wecklein, Pasquali, Nickau) que defenderiam o fato de que Zenódoto teria tido acesso a diversas cópias dos textos de Homero e, portanto, seria o editor do que seria uma melhor versão do texto. WEST, Op. cit., p. 37

Zenódoto foi possivelmente o primeiro a dividir a Ilíada e a Odisséia em vinte e quatro cantos., Homers Ilias (1887-1888). Zurique: Georg Olms, 2006, p. 212Gaetano Righi, Historia de la Filología Clásica. Barcelona: Labor, 1969, pp. 52-53

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