O Castelo de Tortosa localiza-se na margem oriental do mar Mediterrâneo, em Tartus, na atual Síria. À época das Cruzadas inscrevia-se no território do condado de Trípoli.
História Durante a Primeira Cruzada, os cruzados impuseram cerco a Tortosa (1099) que caiu em pouco tempo. Entretanto, tendo continuado a sua marcha sobre Jerusalém, e deixando apenas uma pequena guarnição, o castelo foi retomado por forças muçulmanas.
Foi Raimundo IV de Toulouse, conde de Trípoli, que reconquistou a povoação e o castelo em fevereiro de 1102 após duas semanas de assédio.
Foram entregues à guarda dos cavaleiros da Ordem dos Templários em 1165.MELVILLE, Marion. La vie des Templiers, 1974, Gallimard.
Foi atacado em diversas ocasiões, inclusive uma por mar, em junho de 1180, à qual resistiu com sucesso. Destacou-se, de 3 de julho a 11 de julho de 1188, o assédio imposto por Saladino, que devastou a cidade baixa (previamente esvaziada de todos os seus habitantes), mas não conseguiu conquistar o castelo, defendido por vários irmãos-cavaleiros, na ocasião, sob o comando do próprio Mestre da Ordem.
A 17 de junho de 1242, Roncelino de Fos torna-se o mestre dos Cavaleiros Templários da Casa de Tortosa.
O castelo foi abandonado a 3 de agosto de 1291 pelos Templários, na sequência da queda de São João D'Acre, a 28 de maio do mesmo ano.
Em nossos dias encontra-se em completa ruína: os fossos encontram-se aterrados e não restam mais do que vestígios dos seus alicerces.
Características O castelo, erguido junto ao mar, tinha a função de defesa do porto marítimo e da povoação, com valor económico e estratégico para os Francos.
Era constituído por duas espessas muralhas semicirculares separadas por um fosso. A muralha externa estava ela própria separada do mar por outro fosso. O acesso era feito por uma única porta, servida por um caminho exposto aos golpes dos defensores.
O seu núcleo tinha uma forma alongada e media cerca de trinta e cinco metros pelo seu lado mais longo, amparado por duas torres de planta quadrada no seu lado oeste.
A peculiaridade deste núcleo é que era separado do resto do castelo por um largo fosso, e também por possuir uma poterna que comunicava diretamente com o mar, o que assegurava os suprimentos via marítima durante um cerco.
A praça de armas do castelo era cercada por uma galeria com colunas, onde se abriam seis grandes janelas.
A capela dos Templários não é de planta circular, como em diversos outros monumentos templários ocidentais, mas quadrada e sem ábside. Era iluminada naturalmente através de janelas lanceoladas.
Bibliografia DEMURGER Alain, Les Templiers. Une chevalerie chrétienne au Moyen Age, Le Seuil, 2005. MELVILLE Marion, La vie des templiers, Gallimard, 1974.
Ligações externas « La forteresse d'Antarsous (Tortose) », dans Projet Beaucéant [site web].
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