Nelson Boeira Faedrich (Porto Alegre, 02 de Janeiro de 1912 - Porto Alegre, 1994) foi um artista, publicitário, pintor e escultor brasileiro.
Começou a interessar-se pela arte ainda menino influenciado por seu tio, o pintor Oscar Boeira.Biografia de Nelson Boeira Fäedrich, Casa da Gravura de Porto Alegre. Teve uma formação em boa medida autodidata, mas recebeu orientação em litografia e desenho dos artistas gráficos reunidos na editora da Livraria do Globo e liderados por Ernst Zeuner.Ramos, Paula Viviane. "Nelson Boeira Faedrich e a Revolução na Arte do Cartaz". In: 9º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design. São Paulo, 2010
Na editora Globo criou capas e ilustrações para livros de escritores gaúchos como Érico Veríssimo e Simões Lopes Neto. A ilustrações que fez para os contos de Andersen, foram de tal qualidade e originalidade que os originais encontram-se no acervo do Museu Hans Christian Andersen, na Dinamarca.Escultura Gaúcha - Obras Públicas - Nelson Boeira Fäedrich e Mario Arjonas. Ilustrou mais de cem livros. Também fez peças publicitárias para a Cervejaria Continental e outras empresas gaúchas.
A primeira exposição de seus desenhos e ilustrações foi em 1935, no Pavilhão Cultural da Exposição do Centenário Farroupilha, para a qual também projetou a capa do catálogo e um dos cartazes de divulgação do evento. Em 1941, o pôster comemorativo ao Bicentenário de Porto Alegre, 1º lugar no concurso organizado pela municipalidade. O cartaz “Brasileiros! Vossa Terra Vale Mais Que Todo o Ouro do Mundo”, premiado pelo Ministério de Educação e Cultura em 1938. Na década de 1930 teria recebido um convite pessoal de Walt Disney, para trabalhar em seu estúdio, que recusou.
Em 1939, se muda para o Rio de Janeiro, onde dirige o departamento de arte da Empresa de Publicidade Prosper. Ali realiza cartazes para a Loteria Federal; um conjunto de cartazes para o Estado do Rio de Janeiro, divulgando a qualidade das laranjas; cartazes para o Departamento de Imprensa e Propaganda do governo. Com Mário Arjonas (filho de André Arjonas), fez a escultura da índia Timbira, exposta no Viaduto Obirici, em Porto Alegre.
Em 1954, fez parte da equipe que fundou o jornal A Hora, sendo dele as primeiras ilustrações a cores que apareceram em jornais do Rio Grande do Sul. A partir do final da década de 1960, voltou-se para a pintura, tendo realizado um série de 14 quadros a óleo sobre o tema "A música interpretada através da pintura", depois uma série, "Deuses do Panteão Africano (Orixás)".
Categoria:Pintores do Rio Grande do Sul Categoria:Naturais de Porto Alegre Categoria:Escultores do Rio Grande do Sul Categoria:Ilustradores do Rio Grande do Sul Categoria:Nascidos em 1912 Categoria:Mortos em 1994 Categoria:Brasileiros de ascendência alemã