thumb|Judeus berberes das montanhas do Atlas ca. 1900

O termo Tochavim (; residentes; singular: tochav, da raiz ; "habitar, permanecer, instalar-se") designa genericamente os judeus que habitavam as terras onde chegaram em massa os judeus sefarditas expulsos da Península Ibérica em 1492, por ordem dos Reis Católicos (Decreto de Alhambra).

De forma particular, o termo aplica-se aos judeus autóctones do Magrebe, que também são chamados Maghrebim . Estes viviam na região ocidental (al-Maghrib, "o oeste" em ) do norte de África. Antes da expulsão ordenada pelos Reis Católicos e das perseguições da Inquisição, o Magrebe tinha já acolhido Megorachim exilados de Espanha, fugidos às perseguições dos visigodos nos séculos VI e VII. Em algumas regiões as relações entre os Tochavim e os Megorachim eram tensas.

Os Tochavim tinham as suas próprias minhagim (tradições) e falavam judeu-árabe e judeu-berbere. Os casamentos entre as duas comunidades nem sempre eram bem vistos, como testemunham as ketubot (contratos de casamento) de judeus marroquinos que por vezes mencionavam o minhag seguido pelos noivos.

Devido aos sefarditas serem mais urbanizados e mais ricos, a maior parte dos Tochavim acabou por ser assimilada. Atualmente a maior parte dos judeus de origem marroquina considera-se sefardita.

Os chamados "judeus trogloditas da Tripolitânia meridional" (na Líbia), cujo destino é incerto depois de 1960, eram provavelmente um ramo precoce de Maghrebim.

As relações dos judeus magrebinos com os muçulmanos sunitas têm-se caracterizado por alguma hostilidade recíproca devido ao conflito israelo-árabe.

Notas e referências

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