A ISAD(G) – General International Standard Archival Description, ou Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística – é uma norma desenvolvida pelo Conselho Internacional de Arquivos (CIA) que estabelece directrizes gerais para a descrição arquivística, devendo ser usada em conjunto com normas ou recomendações nacionais existentes em cada país. História Os primeiros esboços da norma desenvolveram-se em 1988 com o suporte da UNESCO. Em 1990 foi desenvolvida uma primeira versão pela Comissão Ad-Hoc para as Normas de Descrição (ICA/DDS), que mais tarde se tornou um comité permanente no Congresso Internacional de Arquivos realizado em Pequim (China), em 1996. Esta primeira versão foi publicada em 1994. Nesse mesmo ano, o Comité de Normas de Descrição assumiu o processo de revisão, já anunciado na primeira versão, da ISAD(G) como principal tarefa a realizar entre 1996-2000. A revisão foi concluída na terceira reunião plenária do Comité, em Estocolmo (Suécia), e impressa no início do ano 2000. Em Setembro de 2000, a segunda versão foi disponibilizada para todos os interessados no XIV Congresso Internacional de Arquivos, em Sevilha (Espanha). Objectivos Assegurar a produção de descrições consistentes, apropriadas e auto-explicativas; Facilitar a recuperação e troca de informação sobre documentos de arquivo; Possibilitar a partilha de dados de autoridade; Tornar possível a integração de descrições provenientes de diferentes entidades detentoras num sistema unificado de informação. Princípios Orientadores A descrição arquivística baseia-se no respeito pela proveniência e pela ordem original; A descrição arquivística é um reflexo da organização da documentação; A organização da documentação de arquivo estrutura-se em níveis hierárquicos, relacionados entre si; Os níveis de descrição são determinados pelos níveis de organização; A descrição arquivística aplica-se a toda a documentação de arquivo, independentemente da sua forma e suporte; A descrição arquivística aplica-se a todas as fases de vida da documentação de arquivo, podendo variar apenas os elementos de informação considerados na descrição, e a exaustividade com que são preenchidos; A descrição arquivística aplica-se igualmente a toda a documentação de arquivo, independentemente de ser produzida por uma pessoa colectiva, uma pessoa singular ou por uma família. Regras Gerais Descrição feita do geral para o particular, com o objectivo de representar o contexto e a estrutura hierárquica do fundo e das partes que o compõem; Informação pertinente para o nível de descrição, com o objectivo de representar com rigor o contexto e o conteúdo da unidade de descrição; Ligação entre descrições, com o objectivo de tornar explícita a posição da unidade de descrição na hierarquia; Não repetição da informação, com o objectivo de evitar redundância de informação em descrições arquivísticas hierarquicamente relacionadas. Sete Zonas de Informação Descritiva e Elementos Associados 1) Zona de identificação; Código(s) de referência; Título; Data(s); Nível de descrição; Dimensão e suporte. 2) Zona de contextualização; Nome(s) do(s) produtor(es); História administrativa/biográfica; História custodial e arquivísica; Fonte imediata de aquisição ou transferência. 3) Zona de conteúdo e estrutura; Âmbito e conteúdo; Avaliação, selecção e eliminação; Ingresso(s) adicional(ais); Sistema de organização. 4) Zona de condições de acesso e de uso; Condições de acesso; Condições de reprodução; Idioma/Escrita; Características físicas e requisitos técnicos; Instrumentos de descrição. 5) Zona de fontes relacionadas; Existência e localização de originais; Existência e localização de cópias; Unidades de descrição relacionadas; Notas de publicação. 6) Zona de notas; Notas. 7) Zona de controlo da descrição. Nota do(s) arquivista(s); Regras ou convenções; Data(s) da(s) descrição(ões). Relação com Outros Documentos Normativos Para o registo de autoridades arquivísticas, o CIA desenvolveu a ISAAR(CPF) - norma internacional de registo de autoridade arquivística para pessoas colectivas, pessoas singulares e famílias; Para a utilização de vocabulários controlados existe a ISO 5963 (Methods for examining documents, determining their subject, and selecting indexing terms), a ISO 2788 (Guidelines for the establishment and development of monolingual thesauri) e a ISO 999: (Guidelines for the content, organization and presentation of indexes); Para o intercâmbio de informação descrita segunda a ISAD(G), a Biblioteca do Congresso e a Society of American Archivists desenvolveram a norma EAD - Encoded Archival Description; Para a aplicação nacional, no caso de Portugal, a ISAD(G) deverá ser aplicada em conjunto com as Orientações para a Descrição Arquivística – ODA. Ver também Descrição documental Instrumento de Descrição Documental ISAAR(CPF) Encoded Archival Description Encoded Archival Context Ligações externas ISAD(G) Segunda edição (Tradução português: Lisboa, 2002) ISAAR(CPF) ODA FNAA: Ficheiro Nacional de Autoridades Arquivísticas Direcção-Geral de Arquivos Conselho internacional de arquivos Categoria:Arquivologia Categoria:Ciência da computação
Źródło i licencja
Na podstawie: Wikipedia — ISAD(G) · historia autorów.
Tekst: CC BY-SA 4.0.
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