A Sauber Motorsport AG foi uma empresa suíça de engenharia automobilística. Foi fundada na década de 1970 (como PP Sauber AG) por Peter Sauber, que progrediu através de corrida de montanha e do Campeonato Mundial de Resistência até chegar à Fórmula 1 em .

Em 1984 a equipe ganhou as 24 Horas de Le Mans e em 1989 o Campeonato Mundial de Resistência, usando motor Mercedes e correndo contra as fortes equipes da Jaguar e da Porsche.

Estreou na Fórmula 1 em 1993 com motores Ilmor rebatizados de Sauber, e em utilizou motores Mercedes. De a , utilizou motores da Ferrari rebatizados de Petronas (nome da empresa patrocinadora na época). Não tendo vencido um Grande Prêmio como independente, a equipe foi vendida para a BMW em 2005, com a equipe competindo sob a denominação BMW Sauber de 2006 a 2009, conquistando uma vitória, no Grande Prêmio do Canadá de 2008. No final da temporada de 2009, a BMW saiu da Fórmula 1 e o futuro da equipe permaneceu incerto por vários meses, até que foi vendida de volta para Peter Sauber e garantiu sua permanência em , com a equipe voltando a usar motores Ferrari. Apesar de não ter mais nenhuma ligação com a BMW, mas, devido a problemas com o Pacto de Concórdia, a equipe permaneceu como "BMW Sauber" para a temporada de 2010. Em março de 2010, Peter Sauber anunciou planos para mudar o nome da equipe durante a temporada, mas a FIA anunciou que ele teria que esperar até o final da temporada para mudar o nome da equipe. No início da temporada de , a Sauber abandonou o nome BMW.

Até meados de 2016, Peter Sauber detinha 66,6% das ações da equipe, com o restante pertencendo à então diretora-executiva, Monisha Kaltenborn; ela tinha sido uma figura de liderança na equipe desde a retirada da BMW. A equipe foi vendida durante a temporada de para a empresa de investimentos suíça Longbow Finance SA, com Pascal Picci assumindo o posto de Peter Sauber como presidente do conselho e presidente da equipe. Em junho de 2018, foi noticiado que a Longbow Finance transferiu sua participação na Sauber para a Islero Investments AG, uma empresa com sede em Hinwil — mesma cidade-sede da equipe — criada pela Longbow Finance e, que tem na sua composição acionária nomes como o próprio Pascal Picci, além de Alessandro Bravi e Frédéric Vasseur, este último sendo o então diretor-executivo e chefe de equipe da Sauber.

Após um acordo de patrocínio, a equipe deixou de existir sob a denominação Sauber no início de 2019, quando foi renomeada para Alfa Romeo, mas a estrutura de propriedade e gerenciamento da equipe permaneceram inalteradas e independentes. Porém, em 26 de agosto de 2022, a Alfa Romeo anunciou o fim da parceria com a equipe suíça após o fim da temporada de . Entretanto, a Stake e a Kick deram continuidade aos acordos de patrocínio assinados com a equipe, com a Kick também adquirindo os direitos de nomenclatura do chassi por duas temporadas, com isso, a equipe foi oficialmente renomeada para Stake F1 Team Kick Sauber (mas sendo comumente tratada apenas como Stake F1 Team, Kick Sauber F1 Team ou Kick Sauber) para as temporadas de e . Com a equipe de Fórmula 1 da Sauber sendo transformada na equipe de fábrica da Audi para a disputa da categoria máxima do automobilismo mundial a partir da temporada de .

Carros esportivos thumb|left|A equipe Sauber-Mercedes conquistou a vitória nas 24 Horas de Le Mans de 1989 com o Sauber-Mercedes C9. Peter Sauber, que já era piloto, começou a construir carros esportivos na década de 1970, para competir em diversas categorias de turismo na Europa. Em 1978, a equipe do suíço termina em segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans. Depois de usar motores Mercedes V8 turbocompressor na década de 1980, sua equipe tornou-se a equipe oficial de fábrica da Mercedes-Benz, revivendo a lenda da Flechas de Prata. A equipe venceu as 24 horas de Le Mans e o Campeonato Mundial de Resistência (1989 e 1990), competindo contra a Jaguar e a Porsche. Entre outros, pilotos como Heinz-Harald Frentzen, Michael Schumacher, Karl Wendlinger, Jochen Mass, Jean-Louis Schlesser e Mauro Baldi competiram pela Sauber.

A Sauber participou de várias outras categorias de corrida antes de seu envolvimento na Fórmula 1, incluindo o Campeonato Suíço de Resistência e o Campeonato Mundial de Resistência. O primeiro automóvel Sauber, C1, foi construído em 1970. A Sauber, em parceria com a Mercedes, venceu a corrida de 24 horas de Le Mans em 1989 e o Campeonato Mundial de Protótipos de Resistência em 1989 e 1990 com o Sauber C9 e o Mercedes-Benz C11 respectivamente.

A Sauber também construiu uma versão do Group 5 do BMW M1.

Fórmula 1

A tradição da Sauber nas categorias de turismo fez com que Peter decidisse, em 1991, que a construtora iria tentar a sorte no principal campeonato do automobilismo mundial, mas sem o apoio direto da Mercedes, que apenas "observou" o projeto. Assim, a Sauber utiliza seus próprios motores, com base em motores Ilmor de 10 cilindros, para a temporada de com a inscrição "Concept by Mercedes-Benz" no motor.

thumb|esquerda|Sauber C12 utilizada na Temporada de 1993, primeira da escuderia na F-1. O carro foi pilotado pelo austríaco Karl Wendlinger e pelo finlandês JJ Lehto. A dupla escolhida era composta pelo finlandês JJ Lehto e o austríaco Karl Wendlinger (ex-Leyton House e March), duas promessas que nunca vingaram na categoria. Logo na estreia da equipe, dois bons lugares no grid (6º e 10º), no Grande Prêmio da África do Sul, e o finlandês marca os primeiros 2 pontos da Sauber com o quinto lugar, enquanto Karl abandona. Abandonos esses que impediram os pontos nos GPs do Brasil, da Europa (em Donington Park), e em San Marino o motor de Lehto quase deixa o finlandês na mão na última volta, mas o nórdico consegue manter a quarta colocação, colocando mais três pontos para a Sauber, deixando o piloto na então sétima colocação do campeonato.

Mas a rotina de abandonos permanece com a equipe na Espanha. Em Mônaco, Lehto bate e Karl chega apenas na 13ª colocação. No entanto, no GP seguinte, a Sauber tem um desempenho invejável - o austríaco termina no 6º lugar, marcando seu primeiro ponto na temporada, seguido logo atrás por JJ, que chega em 7º. Depois de ficar sem pontuar nas duas etapas seguintes, Karl marca novamente 1 ponto na Hungria. Após um intervalo na Bélgica, Wendlinger alcança um ótimo 4º lugar em Monza - ficando na frente do veterano Riccardo Patrese - , garantindo assim mais 3 pontos para a equipe. O bom desempenho do piloto se repete no próximo GP, com a 5ª colocação e 2 pontos.

O saldo final da primeira temporada da Sauber foi bom. Mesmo com motores próprios, ela marca 12 pontos, terminando na 6ª colocação geral, empatada com a lendária Lotus, e tendo Karl Wendlinger no 11º lugar, - em sua melhor participação na categoria - e JJ Lehto em 13º - que depois dos 5 pontos iniciais não conseguiu marcar mais. O bom desempenho do time faz com que a Mercedes anuncie que fornecerá os motores para a temporada de .

Mercedes e Ford: A Era Frentzen 1994 Em 1994, a Mercedes toma o controle da Ilmor, adquirindo os 25% que a Chevrolet possuía da montadora, criando a "Mercedes-Ilmor" - divisão de motores de alta performance da empresa -, e fornece os motores oficialmente para a Sauber devido ao desempenho inesperado da equipe suíça em sua primeira temporada. No entanto os motores eram praticamente os mesmos, resultando num desempenho inferior ao do ano anterior, novamente conquistando 12 pontos, mas terminando o campeonato em 8º lugar.

A dupla de pilotos foi composta pelo estreante Heinz-Harald Frentzen, que já correra com Peter Sauber em outras categorias, e por Karl Wendlinger. Começou pontuando nas 3 primeiras corridas: Karl chegou em 6º no Brasil, Frentzen passou em 5º no GP do Pacífico, e Wendlinger, novamente, fatura um 4º no fatídico GP de San Marino.

Esse último fim de semana mudou a Fórmula 1 para sempre, com as mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger além do acidente assustador de Rubens Barrichello. O pesadelo parecia continuar quando, nos treinos do Grande Prêmio de Mônaco, Karl perdeu o controle da Sauber na saída do túnel e bateu forte na lateral, ficando inconsciente e posteriormente em coma durante várias semanas. Assim, Peter Sauber dá a ordem para Frentzen não participar da corrida no domingo.

Para substituir Wendlinger, veio o rodadíssimo Andrea de Cesaris, que, como de costume, quase nada fez, apesar do desempenho no GP da França, onde a Sauber conquistou um de seus melhores resultados, o melhor até então, com os dois carros nos pontos - Frentzen em 4º e De Cesaris em 6º, mas, depois disso, o italiano nem terminou outra prova e terminaria substituído por Lehto (afastado da Benetton por insuficiência técnica, nas duas últimas etapas), fato que foi rotineiro para a equipe em 1994, pois durante 5 GPs consecutivos, nenhum dos carros pretos completou.

A era Ford (1995–1996) thumb|direita|Heinz-Harald Frentzen pilotando a Sauber C14 no GP da Grã-Bretanha de 1995.|ligação=Special:FilePath/Heinz-Harald_Frentzen_1995_Britainjpg Para , a Mercedes rompe a parceria de anos com Peter Sauber para se tornar fornecedora da McLaren, e quem passa a fazer a equipe andar é a interminável Ford Cosworth. Frentzen continua na equipe e Wendlinger, totalmente recuperado após o acidente gravíssimo em Monte Carlo, volta a correr. Mas o austríaco, fora de ritmo, não consegue repetir os grandes resultados de antes e abandona 3 das 4 etapas que correu. Enquanto Heinz-Harald pontuava em duas, Karl é substituído por Jean-Christophe Boullion, campeão da F-3000 de 94. Foi a única temporada deste francês na Fórmula 1.

O primeiro pódio Apesar de alguns abandonos (maioria de Boullion), a Sauber faz uma temporada regular, com uma sequência de 6 grandes prêmios consecutivos nos pontos, geralmente com Frentzen, resultando inclusive com o primeiro pódio dele e da equipe, no tumultuado Grande Prêmio da Itália, com o alemão na 3ª colocação, na mesma volta do líder, e Boullion em 6º, favorecidos pela retirada de mais da metade dos competidores, a melhor corrida da história da equipe até então.

Nas últimas etapas, Boullion é despedido para a volta de Wendlinger, após o fraco desempenho comparado ao seu parceiro. Desmotivado, o austríaco não segue na F-1 após não ter marcado nenhum ponto. No final das contas, a Sauber marca 18 pontos e conquista o 6º lugar.

Para , a Sauber começa a utilizar a sua pintura característica, e ainda com os motores Ford Cosworth. Quem aparece é o experiente inglês Johnny Herbert, vindo do 4º lugar na temporada anterior com o título de construtores da Benetton, junto com Michael Schumacher. Mas a boa dupla de pilotos não rende muita coisa, e numa temporada péssima, a Sauber abandona a maioria das corridas, deixando de pontuar em outras tantas (a equipe pontuou em apenas 3 das 16 etapas), mas conquistou o segundo pódio da história com o 3º lugar de Herbert no confuso Grande Prêmio de Mônaco.

O começo da era Petronas/Ferrari (1997) thumb|esquerda|Garagem na Fórmula 1 em 2005, último ano da parceria Sauber-Petronas Depois de 2 anos com os motores Ford Cosworth, Peter Sauber se acerta com a patrocinadora da temporada anterior, a petrolífera malaia Petronas. A empresa petrolífera malaia passa a modificar os motores antigos da Ferrari e fornecê-los para a Sauber, regime esse que se manteria de 1997 até 2005.