A Prost Grand Prix Racing Team foi uma equipe francesa de automobilismo que competiu no campeonato da Fórmula 1 e era de propriedade do ex-piloto Alain Prost, tetracampeão mundial de Fórmula 1. Participou de cinco temporadas entre e . Sua sede ficava em Guyancourt, nos arredores de Paris.
História 1997: Início promissor thumb|250px|O Prost JS45, equipado com motor Mugen-Honda, foi o primeiro chassi da equipe, sendo o de maior sucesso. Em 1996, a Ligier se preparava para deixar a Fórmula 1, deixando a França (país com o maior número de pilotos da categoria) sem uma equipe. Porém Alain Prost, aposentado das pistas desde seu último título em , mas trabalhando nos bastidores da Ferrari, aparece e resgata a equipe, decidindo que iria geri-la. Renomeou a mesma para "Prost Grand Prix", no embalo de Jackie Stewart, que anunciara no mesmo ano a entrada de sua equipe, a Stewart Grand Prix, na Fórmula 1 para .
Prost mantém os motores Mugen-Honda de 710 cavalos usados pela Ligier no ano anterior, e vai buscar também na terra do sol nascente os pneus Bridgestone. O uso dos bons componentes japoneses tem o seu preço: a vinda do piloto Shinji Nakano. O outro piloto permanece sendo o francês Olivier Panis, autor da heroica vitória no Grande Prêmio de Mônaco de 1996 com a Ligier.
O primeiro Grande Prêmio, na Austrália, foi excelente. Beneficiados pelo abandono de mais da metade dos competidores, Panis termina na quinto colocação, marcando os primeiros dois pontos da Prost, enquanto Nakano também flerta com a zona de pontuação, ficando em sétimo. A equipe, juntamente com a McLaren, foram as únicas à terminar a corrida com os dois carros naquela corrida.
No segundo Grande Prêmio, o futuro da Prost prometia ser brilhante, quando Olivier Panis conquista o terceiro lugar com uma corrida fantástica — o primeiro pódio da história da equipe logo em sua segunda corrida. Nakano, largando lá atrás, permaneceu até o fim, na 14ª colocação final. Na corrida seguinte, no travado circuito do Grande Prêmio da Argentina, o espetáculo parecia continuar com Panis na segunda colocação, mas seu motor estoura na volta 18. Nakano também abandona a prova.
Depois de uma corrida difícil em Imola, Panis volta a pontuar com o quarto lugar no Grande Prêmio de Mônaco, no entanto, é na Espanha que a estrela da Prost novamente brilha: Panis larga em 12º, e depois de muitas ultrapassagens e uma excelente estratégia de paradas, supera Jean Alesi, David Coulthard e Michael Schumacher para terminar numa excelente segunda colocação (melhor resultado da história da equipe).
Logo depois, no Canadá, Panis fazia uma corrida complicada, mas devido a série de abandonos, ele e Nakano se aproximavam dos pontos. Na volta 51, o francês toca levemente no muro, depois se choca com a barreira de pneus, resultando na fratura das duas pernas. O acidente resulta no encerramento prematuro da corrida, e Nakano marcaria um ponto ao chegar em sexto lugar.
Com a perda de seu principal piloto — importante ressaltar que mesmo após o Grande Prêmio do Canadá, Panis era o terceiro colocado no campeonato de pilotos — Alain Prost toma um grande golpe logo em sua primeira temporada como manager. Para o lugar de Olivier, o tetracampeão aposta no italiano Jarno Trulli, que vinha fazendo corridas interessantes pela Minardi. Assim que debuta, Trulli consegue a sexta posição no grid do Grande Prêmio da França, mas não pontua, o que se repete na Grã-Bretanha.
Depois de dois GPs complicados para a Prost, Trulli voltava a largar bem, na sétima colocação, enquanto Nakano saía em 17º. E após seu compatriota Giancarlo Fisichella, que vinha em segundo, duelar com Gerhard Berger, o italiano consegue ficar com a quarta posição, pontuado pela primeira vez na categoria. Nakano, também por abandonos, herda o sétimo lugar. Na etapa seguinte, em uma atuação atípica na Hungria (numa prova marcada pela épica atuação de Damon Hill, que quase ganha com um carro da Arrows), o japonês vai bem e conquista um ponto com a sexta colocação, com Trulli em sétimo.
Após duas etapas difíceis em Spa-Francorchamps e em Monza, o Grande Prêmio da Áustria reservaria grandes emoções para a Prost: Trulli largou na terceira colocação do grid e assume a liderança logo na primeira volta, onde permaneceria por 37 voltas. Após as paradas, ele é ultrapassado por Jacques Villeneuve, o campeão daquela temporada. O italiano consegue se manter em segundo até a volta 58 quando seu motor explode, situação que também tinha decretado final de corrida para Nakano.
Recuperado do acidente em Montreal, Panis volta a correr no Grande Prêmio de Luxemburgo. A descoberta de Jarno Trulli poderia render uma dupla excelente para as três últimas etapas. No entanto, a forte pressão da Mugen-Honda faz com que Nakano siga como titular. Recuperado dos ferimentos sofridos no GP do Canadá, Panis alcança o sexto lugar, marcando um ponto. Chega finalmente o último Grande Prêmio da temporada, o da Europa, no tradicionalíssimo circuito de Jerez de la Frontera. Panis faz grande corrida, mas chega apenas na sétima colocação, beirando outra vez os pontos.
O saldo final da primeira temporada da Prost foi bom, com a sexta colocação e grande performances de Panis e Trulli, mas poderia ter sido muito melhor, caso o francês não tivesse se acidentado, e se Shinji Nakano, que tirou a vaga do novato italiano nas últimas etapas, terminasse novamente efetivado como segundo piloto. Esse episódio faria Prost mudar seus motores para a temporada seguinte.
1998: A catastrófica segunda temporada Devido aos eventos do final de 1997, quando Prost, para manter os motores da Mugen-Honda, fora obrigado a permanecer com Nakano, enquanto Jarno Trulli fosse remanejado como piloto de testes, a fornecedora da equipe muda. Para 1998, quem dá força à Prost é a também francesa Peugeot, resultando em uma legítima equipe do país, além de contar com uma boa dupla de pilotos, Panis e Trulli. Mas toda essa empolgação não seria justificada ao longo ano.
No primeiro GP da temporada, na Austrália, Trulli abandona, e Panis, nas últimas colocações, vai herdando posições de quem sai. Em Interlagos, nenhum carro termina; na Argentina, o quadro do primeiro Grande Prêmio se repete: em Ímola, Trulli e Panis não completaram a prova, o que se sucede em outras três corridas (Mônaco, Canadá e Inglaterra). Nas outras etapas apenas um termina, sempre entre os últimos.
No Grande Prêmio da Alemanha, a Prost consegue pela primeira (e única) vez completar uma prova com os dois carros, um em 12º e outro em 13º. Depois de outra performance fraca no GP da Hungria, o GP da Bélgica guardava o único ponto da equipe no campeonato. Logo na largada 7 carros, entre eles o de Panis, se chocam e saem, juntando com os abandonos frequentes de Spa-Francorchamps apenas 8 pilotos terminam a prova. Jarno Trulli consegue sobreviver e chega em 6º lugar. Mais duas corridas horríveis e a temporada acaba: Foi apenas 1 ponto e a penúltima colocação (última entre as equipes que marcaram pontos), apenas à frente de Tyrrell e Minardi.
1999: Tentando outra vez Ninguém acreditava no resultado de 1998: dois bons pilotos e os também bons motores Peugeot, que correram tão bem na Jordan, não poderiam ter levado a equipe à penúltima colocação. Alain Prost mantém a dupla Trulli-Panis e os mesmos motores, e parte para 1999 com o objetivo de apagar o frágil desempenho da temporada passada.
Mas o primeiro GP, em Albert Park, não ajudou. Panis perdeu a roda e Trulli se chocou com o novato espanhol Marc Gené. Tudo indicava que o pesadelo se repetiria. Em Interlagos, Panis lutava pelos pontos (estava na 7ª colocação), até fazer sua primeira parada ainda na 11ª volta. Uma série de abandonos, inclusive de Trulli, faz com que Panis retorne ao 6º lugar e marca o primeiro ponto da Prost na temporada. Logo depois, em Imola, Trulli colide com Jacques Villeneuve na primeira volta e Panis abandona: mais uma corrida sem completar.
Para o GP de Mônaco, Trulli largava em 7º, e Panis em 18º, numa pista travada como em Monte Carlo, o italiano resiste e termina em 7º, enquanto Panis abandona novamente. No GP seguinte, na Espanha, Trulli assume a 6ª posição, onde fica até o fim da corrida, marcando o segundo ponto da equipe. Panis segue abandonando. Após o GP do Canadá, sem nada demais, o Grande Prêmio da França, apesar de não ter rendido nenhum ponto, foi muito bom, pois além de fazerem uma grande corrida, lutando para pontuar, pela primeira vez na temporada os dois carros terminavam a prova, o que se repetiu na Inglaterra e na Áustria.
Em Hockenheim, o grid era animador: 7º para Panis e 9º para Trulli. No entanto, os dois perdem suas colocações logo no começo: Trulli perde o motor, e Panis, agora sozinho, luta para chegar aos pontos, e consegue: sexto lugar e mais um ponto para a Prost, que a essa altura tem apenas 3. No GP da Hungria os dois carros terminam, assim como na Bélgica, e a situação se reverte em Monza, com os dois pilotos abandonando.
O primeiro pódio de Trulli
No GP da Europa, em Nürburgring, Panis larga em 6º e Trulli em 10º. A corrida já começa com uma largada queimada, e logo depois um acidente espetacular de Pedro Paulo Diniz, da Sauber, que voa sobre Alexander Wurz, da Benetton. Após 6 voltas com Safety Car, Eddie Irvine ultrapassa Panis e Trulli cai para 12º, Jean Alesi para logo e o italiano vai para 11º. Irvine, Mika Salo, Mika Hakkinen e Panis enfrentam problemas em suas paradas, e na 22ª volta, Trulli já é 6º colocado. O líder, Heinz-Harald Frentzen, abandona, assim como David Coulthard, que assumira o 1º posto pouco depois, e a liderança vai parar com Ralf Schumacher. Enquanto isso, Trulli ultrapassa Rubens Barrichello e já está na 4ª colocação. Giancarlo Fisichella toma a liderança de Ralf, mas tem um acidente logo depois - nisso tudo, Trulli passaria a ser o 3º colocado. Johnny Herbert, aproveitando-se do erro de Ralf na volta 49, assumiria a liderança da prova para não mais largar, e quem aproveita a oportunidade é Jarno Trulli, que suplantaria o alemão para assumir o 2º lugar, onde permanece até o fim, conquistando o terceiro e último pódio da Prost Grand Prix.
O pódio também é o único da equipe na temporada. No GP da Malásia, Trulli não larga e Panis perde o motor logo na 5ª volta. Sobrando apenas o GP do Japão, que resulta em abandono duplo novamente. 1999 chega ao fim, um ano muito melhor para a Prost que o pesadelo de 1998, os 9 pontos ainda foram poucos, mas a confiabilidade do carro melhorou, tudo indicava que o ano anterior tinha sido uma maré de azar, mas, em 2000, a Prost voltaria ao bom desempenho.
2000: Afundando com a Peugeot thumb|direita|Prost AP03, guiado por Nick Heidfeld e Jean Alesi em 2000. Panis deixa de ser piloto titular na Fórmula 1 em 2000 (voltaria em 2001, pilotando a BAR) para ser piloto de testes da McLaren, e Trulli assina com a emergente Jordan para o lugar do inglês Damon Hill. A nova dupla de pilotos de Alain Prost é composta pelo jovem alemão Nick Heidfeld, campeão da Fórmula 3000 em 1999 e do incansável francês Jean Alesi, companheiro do "Professor" na Ferrari em 1991. Com uma promessa e um experiente, parecia que a temporada de afirmação da Prost ocorreria de forma tranquila.
No GP da Austrália, a Prost estreia com Alesi quebrando e Heidfeld terminando em 9º. Em São Paulo e em San Marino, o pesadelo de 1998 pairava novamente: os dois carros quebram. Na Grã-Bretanha, uma apresentação pífia de Alesi, que ainda termina a corrida em 10º. Na Espanha, Alesi bate no começo com Pedro de la Rosa, da Arrows, e Heidfeld ocupa durante a prova toda as últimas colocações. Para o GP da Europa, em Nürburgring, Heidfeld tem problemas com o peso e não larga. Alesi ensaia uma boa corrida, ocupando por duas voltas a 6ª colocação, mas termina em 9º. Em Monte Carlo, Nick é 8º e Alesi quebra.