A Red Bull Racing, atualmente competindo como Oracle Red Bull Racing e, também, conhecida simplesmente como Red Bull ou pela abreviação RBR, é uma equipe de automobilismo baseada no Reino Unido que compete no Campeonato Mundial de Fórmula 1 sob uma licença . A equipe disputou a categoria sob uma licença britânica entre e e compete sob uma licença austríaca desde . É uma das duas equipes de Fórmula 1 de propriedade da empresa de bebidas Red Bull GmbH, sendo a outra a Racing Bulls. A Red Bull Racing foi criada após a Red Bull comprar a equipe no final de 2004, e foi gerenciada por Christian Horner desde sua formação em 2005 até julho de 2025. A partir de 9 de julho de 2025, a chefia da equipe passa a ser de Laurent Mekies.
Na temporada de , conseguiu o seu primeiro pódio com o terceiro lugar de David Coulthard no Grande Prêmio de Mônaco, e três anos depois, no Grande Prêmio da China de , sua primeira pole position e vitória com Sebastian Vettel. Entre e , a Red Bull dominou a Fórmula 1, com quatro títulos de construtores enquanto Vettel conquistava o tetracampeonato. A equipe voltou a vencer o campeonato de pilotos em com Max Verstappen, que também foi o campeão dos campeonatos de , e .
História Origens Em 2004, após cinco temporadas frustradas com a equipe , a sucessora da antiga de Jackie Stewart, a Ford anuncia sua retirada da Fórmula 1 vendendo a Jaguar Racing para a Red Bull do magnata austríaco Dietrich Mateschitz. Além da F1, quando patrocinava a equipe , a Red Bull ainda patrocinava algumas equipes e pilotos na GP2 Series, tendo a equipe Red Bull Junior Team e incluindo os pilotos Enrique Bernoldi, Christian Klien, Patrick Friesacher, Vitantonio Liuzzi e Scott Speed. Com o chassi Red Bull RB1, semelhante ao Jaguar R5, a Red Bull Racing faria sua primeira temporada em 2005.
2005: Primeira temporada Fazendo sua estreia em , a Red Bull contou com os pilotos David Coulthard, vindo da , Christian Klien e o italiano Vitantonio Liuzzi. Foi uma boa surpresa na temporada, se mostrando constante nos pontos, fazendo 34 pontos e como melhores posições dois quartos lugares, no e da conquistados por Coulthard. Neste ano a equipe utilizou os motores V10 da junto com os pneus Michelin.
Em 23 de abril de 2005, a Red Bull anuncia um acordo com a no fornecimento de motores.
2006: Primeiro pódio Para a equipe utiliza os motores V8 da , pneus Michelin, e como dupla, a mesma da temporada passada, Coulthard e Klien.
A temporada é bem menos constante do que a primeira, tendo a equipe enfrentado problemas. O único fato a se comemorar é o primeiro pódio da equipe, com Coulthard, que chegou em terceiro lugar no . O ano para Klien não foi bom. Ele fez apenas dois pontos contra 14 de Coulthard, resultando em sua demissão no antepenúltimo GP da temporada, o da China. Robert Doornbos, que substituiu Klien nas três últimas corridas, também não resolveu e a equipe, com o Red Bull RB2, fez apenas 16 pontos, terminando novamente com o sétimo lugar, desta vez com um gosto mais decepcionante.
2007: Motores Renault O ano começa com o lançamento do RB3, o primeiro monolugar desenhado pelo grande projetista Adrian Newey, contratado no final de 2005 e que apenas colaborou com o desenvolvimento do RB2. A expectativa para foi grande, mantendo Coulthard e contratando o australiano Mark Webber. A mudança mais significativa aconteceu nos pneus, que passaram a ser fornecidos para a categoria apenas pela Bridgestone, assim decretando a retirada da Michelin, então fornecedora da Red Bull.
A dupla fez relativamente uma boa temporada, com Webber conquistando o segundo pódio da equipe, um terceiro lugar no tumultuado . No total foram 24 pontos e um ótimo quinto lugar nos construtores, ficando apenas atrás da , , e após a desclassificação da . Além dos resultados, a equipe quase foi punida porque a , equipa satélite da Red Bull, usou na temporada um modelo muito semelhante o que é proibido pelo regulamento.
Para , a equipa manteve a dupla de 2007 e os motores .
2008: Mais do Mesmo Em , a Red Bull utiliza o Red Bull RB4 para a temporada, que mostra ser uma evolução do RB3, sem controle de tração. A equipe teve um início muito bom, pontuando sete vezes seguidas, sendo seis com Webber e chegando até a um pódio no GP do Canadá com Coulthard, porém com o decorrer do campeonato, a equipe acabou perdendo terreno para as demais equipes, inclusive para a sua equipe satélite a , devido à falta de potência dos motores e o desânimo de David Coulthard que culminou com o anúncio de sua aposentadoria no final da temporada. No final o saldo da equipe foi de 29 pontos conquistados, sendo 21 pontos com Mark Webber e 8 pontos com David Coulthard, e a manutenção do desempenho.
2009: Primeira vitória e primeira dobradinha Para , a Red Bull contratou a revelação Sebastian Vettel, vencedor do GP da Itália de 2008, e almeja resultados melhores que os de 2008. No dia 9 de fevereiro de 2009 a equipe apresentou o seu novo modelo RB5 para a temporada 2009.
Conquistou sua primeira pole position, sua primeira vitória e primeira dobradinha da sua história na Fórmula 1, no GP da China, nos dias 18 e 19 de abril, respectivamente, com o piloto alemão Sebastian Vettel (pole-position e vencedor) e o piloto australiano Mark Alan Webber (segundo colocado). Essa situação se repetiu no GP da Grã-Bretanha e, com nova dobradinha, a equipe conquistou sua segunda vitória. No , nova dobradinha, desta vez com Mark Webber vencendo e Sebastian Vettel em segundo. A equipe obteve ainda outras 3 vitórias em 2009. Nos GPs do e dos com Sebastian Vettel e no com Mark Webber. A equipe foi a vice-campeã dos construtores de 2009, perdendo somente para a equipe Brawn GP.
2010: Campeã de construtores e pilotos Em a equipe contou novamente com os pilotos Sebastian Vettel e Mark Webber. Com o carro visivelmente superior aos demais, ela conquistou pela primeira vez os títulos mundiais de construtores no e de pilotos em , com o piloto alemão Sebastian Vettel, e o 3º lugar com Mark Webber.
2011: Bicampeã de construtores e pilotos Em , a equipe dominou a temporada. Das 19 corridas, fez 18 poles, e conquistou 12 vitórias. O título de pilotos ficou novamente com Sebastian Vettel, que foi bicampeão na 15ª corrida, no e o bi de construtores veio na 16º prova, na . Mark Webber terminou em 3º de novo.
2012: Tricampeã de construtores e pilotos Em , o campeonato se demonstrou muito disputado desde o inicio. O bicampeão Sebastian Vettel, o espanhol Fernando Alonso e o finlandês Kimi Raikkonen travaram uma grande disputa até as últimas corridas. O título de construtores veio na penúltima prova, nos e o de pilotos na última prova no ficando mais uma vez com o alemão Sebastian Vettel.
2013: Tetracampeã de construtores e pilotos Em , o campeonato não foi muito diferente dos outros anos para Sebastian Vettel, que foi campeão com 397 pontos, Fernando Alonso ficou na segundo posição com 242 e seu companheiro Mark Webber terminando na terceira posição desta vez, com 199 pontos. Tanto o piloto e a equipe tornaram-se campeões na .
2014: Vice de novo Antes da temporada de , Mark Webber deixou a RBR para correr o Campeonato Mundial de Endurance da FIA, sendo substituído pelo compatriota Daniel Ricciardo. Já na primeira corrida a temporada começou mal, com Vettel abandonando após três voltas com problemas no motor e o segundo lugar de Ricciardo sendo anulado por seu carro violar as regras sobre fluxo de combustível. Embora Ricciardo tenha conquistado três vitórias, o motor Renault continuou atrapalhando a performance da equipe, com os pilotos abandonando em duas corridas cada, e Vettel não vencendo nenhuma corrida e apenas 4 pódios. A equipe foi novamente vice-campeã, perdendo para a , que também teve os dois pilotos mais bem colocados. Ricciardo foi o terceiro colocado, com 238 pontos, e Vettel ficou apenas na 5ª posição com 167.
2015: Era Pós-Vettel Vettel deixou a Red Bull para pilotar a Ferrari em , e com a promoção de Ricciardo a piloto principal, a vaga remanescente foi ocupada pelo russo Daniil Kvyat. A equipe não venceu nenhuma corrida, com ambos os pilotos tendo um segundo lugar cada e Ricciardo um terceiro, e ficou apenas na 4ª posição dos construtores.
2016: Estreia relâmpago de Max Verstappen Em 2016, a equipe Red Bull seguiu com os , mas o motor foi rebatizado com nome do novo patrocinador, . Os dois pilotos da temporada anterior foram mantidos até a quarta corrida do ano, quando Daniil Kvyat foi substituído pelo piloto neerlandês Max Verstappen para correr na equipe a partir do quinto GP, o Grande Prêmio da Espanha. Na temporada de , após não ter vencido nenhuma corrida em 2015, a equipe voltou a vencer com Max Verstappen no GP da Espanha e Daniel Ricciardo no GP da Malásia.
2017: Problemas de confiabilidade Incapazes de acompanhar a Mercedes e a Ferrari, a equipe terminou em terceiro lugar na classificação, não ajudados pela confiabilidade dos motores TAG Heuer (Renault), mas, mesmo assim, Daniel Ricciardo e Max Verstappen demonstraram a sua qualidade, levando três vitórias sendo duas vitórias de Verstappen ( e ) e uma vitória do Ricciardo ().
2018: Novo patrocinador título Em 25 de setembro de 2017, foi anunciado que a Aston Martin se tornaria o patrocinador título da Red Bull Racing em .
Com a falta de desempenho e confiabilidade de suas unidades de potência TAG Heuer (Renault), em 2018, a Red Bull disputou por vitórias apenas em algumas ocasiões específicas: como no caso do Daniel Ricciardo que venceu na e em e de Max Verstappen na (foi a primeira vitória da equipe austríaca em casa no circuito de Red Bull Ring) e no .
A Red Bull terminou a temporada em terceiro lugar no Campeonato de Construtores atrás da e .
2019: Motores Honda Após doze temporadas e quatro títulos mundiais de construtores e pilotos com motores Renault, a equipe oficializou um acordo com a fabricante japonesa, para utilizar suas unidades de potência nas temporadas de a .
Ricciardo deixou a Red Bull para pilotar para a equipe em 2019 e foi substituído pelo francês Pierre Gasly.
Em 12 de agosto de 2019, durante as férias de verão da Fórmula 1 Pierre Gasly foi substituído para o resto da temporada pelo piloto da equipe irmã, a , Alexander Albon, que passará competir ao lado do piloto neerlandês Max Verstappen a partir do Grande Prêmio da Bélgica, em Spa Francorchamps. Gasly retorna à sua antiga equipe para competir ao lado de Daniil Kvyat.
2020: Evolução Em 2020, a equipe continuou com Max Verstappen e Alexander Albon. Verstappen venceu duas corridas (o Grande Prêmio do 70.º Aniversário e o Grande Prêmio de Abu Dabi). Já Albon conseguiu dois pódios, os terceiros lugares na Toscana e no Bahrein. Verstappen chegou a brigar pelo vice-campeonato, mas acabou ficando apenas com o terceiro lugar.
2021: Disputa ferrenha com a Mercedes Sergio Pérez foi anunciado como novo piloto da equipe, para a temporada de da Fórmula 1, substituindo Alexander Albon que irá assumir como piloto de testes da própria equipe. Após 7 anos sem um título mundial de pilotos, a equipe sagrou-se campeã novamente com Max Verstappen vencendo na última volta da última prova em Yas Marina em Abu Dhabi.
2022: Campeã dos Construtores depois de 9 anos A equipe continuou com os mesmo pilotos, mas com Sébastien Buemi e Liam Lawson como pilotos de teste. Max Verstappen se consagrou bicampeão ao superar Charles Leclerc, da Ferrari, mas dessa vez a Red Bull conseguiu também o Campeonato de Construtores.
2023: Tricampeonato de Max Verstappen