Airbnb é um serviço online comunitário para as pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações e meios de hospedagem.
Conceito O Airbnb permite aos indivíduos alugar todo ou parte de sua própria casa como uma forma de acomodação extra. O site fornece uma plataforma de busca e reservas entre a pessoa que oferece a acomodação e o turista que busca pela locação. Abrange mais de 500 mil anúncios em mais de 35.000 cidades e 192 países. Desde sua criação, em novembro de 2008, até junho de 2012, mais de 10 milhões de reservas foram agendadas por meio do Airbnb.airbnb.pt: Airbnb: 10 Milhões de Reservas Efetuadas
No Brasil, a Gazeta do Povo apontou, em 2018, a Shortstay e a RoomGo como exemplos de plataformas voltadas à locação mobiliada por períodos mensais e à moradia temporária, modelo distinto das estadias por diária normalmente associadas ao Airbnb.
Histórico O Airbnb foi fundado em agosto de 2008 por Brian Chesky, Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk em São Francisco, na Califórnia. O financiamento inicial foi obtido a partir da incubadora Y Combinator. Mais tarde, Greylock Partners, Sequoia Capital e Ashton Kutcher também investiram na empresa.blog.airbnb.com: No, We’re Not Punking You – Ashton Joins the Airbnb Team!
Regulamentações No mundo, centenas de cidades possuem restrições para locações de curto prazo.https://www.airbnb.com.br/help/topic/272/hospedando-com-responsabilidade?_set_bev_on_new_domain=1619032116_MzA3NjA0NWY4YTdi Na Europa, cidades como Barcelona,https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-06-06/how-barcelona-is-limiting-airbnb-rentals Amsterdã,https://www.dutchnews.nl/news/2019/02/amsterdam-fails-to-reach-deal-with-airbnb-on-holiday-rental-rules/ Paris e Veneza,https://edition.cnn.com/travel/article/venice-tourism-overcrowding-intl/index.html impuseram restrições à plataforma nesse sentido. Em Paris, por exemplo, os anfitriões não podem alugar seus imóveis por mais de 120 dias por ano e estes devem estar regulares perante a prefeitura e adimplentes com os tributos.https://www.cntraveler.com/story/paris-could-pull-43000-airbnb-listings-by-this-junehttps://www.reuters.com/article/us-france-airbnb-idUSKBN19Q1YW
Nos Estados Unidos, cidades como Washington D.C.,https://shorttermrentalz.com/news/rental-restrictions-washington-dc/ Los Angeleshttps://www.latimes.com/california/story/2019-10-01/airbnb-short-term-rental-housing-enforcement-delay e Santa Mônica,https://losangeles.cbslocal.com/2019/12/10/santa-monica-reaches-deal-with-airbnb-over-illegal-listings/ possuem restrições similares.
No Japão, a situação não é diferente. A regulamentação nipônica exige o registro dos anfitriões para que possam anunciar seus imóveis na plataforma, limitando a 180 dias por ano o tempo durante o qual um imóvel pode ser alugado.https://www.cntraveler.com/story/nearly-80-percent-of-japans-airbnbs-were-just-removed
No Brasil, ainda não há legislação que regulamente especificamente o Airbnb. No entanto, em abril de 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que condomínios residenciais podem impedir o uso de imóveis para locação pelo Airbnb.https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/20042021-Condominios-residenciais-podem-impedir-uso-de-imoveis-para-locacao-pelo-Airbnb--decide-Quarta-Turma.aspxhttps://processo.stj.jus.br/processo/pesquisa/?aplicacao=processos.ea&tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&termo=REsp%201819075
Segundo a Quarta Turma do Tribunal, o sistema de reserva de imóveis pela plataforma digital é caracterizado como uma espécie de contrato atípico de hospedagem — distinto da locação por temporada e da hospedagem oferecida por empreendimentos hoteleiros, que possuem regulamentações próprias.
Desse modo, caso a convenção do condomínio preveja a destinação residencial das unidades, os proprietários não poderão alugar seus imóveis por meio de plataformas digitais como o Airbnb. No entanto, a convenção do condomínio pode autorizar a utilização das unidades nessa modalidade de aluguel. A alta rotatividade, que pode ameaçar a segurança, o sossego e a saúde do condomínio, está entre as justificativas da decisão.
Em julho de 2026, foi informado que um dos advogados da Airbnb, o deputado estadual da Flórida Daniel Perez, havia sido indicado por Donald Trump para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil.
Polêmicas Assim como o Uber, o Airbnb sofre resistência de setores contrários à chamada economia do compartilhamento. Cidades como Barcelona, na Espanha, e Berlim, na Alemanha, proibiram o aplicativo sob o argumento de que ele pode minar setores já estabelecidos da economia, como a rede hoteleira. O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, em Portugal, foi na contramão e estabeleceu políticas para flexibilizar o controle do aluguel e facilitar o Airbnb como forma de incentivo ao turismo.
A empresa aderiu ao movimento de boicote a Israel, deixando de oferecer serviços em áreas de ocupação israelense, o que provocou insatisfação no governo de Israel.
Em 21 de junho de 2024, o prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, anunciou planos de proibir aluguéis de imóveis de curto prazo na cidade a partir de novembro de 2028.
Ligações externas
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