Amal Ramzi Junia Alamuddin Clooney (Beirute, 3 de fevereiro de 1978) é uma barrister anglo-libanesa especializa em direito internacional público, direito penal internacional e direitos humanos, ativista, autora, professora e palestrante.http://ego.globo.com/famosos/noticia/2014/04/conheca-amal-alamuddin-mulher-que-conquistou-george-clooney.html
Seus clientes incluem Maria Ressa, Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, em sua luta contra a extradição, a ex-primeira-ministra da Ucrânia, Iulia Tymoshenko, o jornalista egípcio-canadense Mohamed Fahmy, e Nadia Murad, ganhadora do Prêmio Nobel.
Em 2018, entrou na lista de 331 candidatos ao Nobel da Paz por seu trabalho com direitos humanos.
Em 2019, foi nomeada enviada especial para a liberdade da mídia pelo British Foreign & Commonwealth Office. Ela renunciou ao cargo em 2020.
É casada com o ator e diretor George Clooney e com ele fundou e preside a Clooney Foundation for Justice.
Biografia Amal é a mais nova de três irmãos. Seu pai, Ramzi Alamuddin, um druso libanês da família Alamuddin de Baakline, é MBA pela Universidade Americana de Beirute, professor aposentado da mesma universidade e empresário. Ele retornou ao Líbano em 1991. Sua mãe, Baria (nascida Miknass), de uma família de muçulmanos xiitas de Trípoli no norte do Líbano, é uma premiada jornalista política, foi editora estrangeira do jornal Pan-Árabe al -Hayat, sendo responsável por entrevistar grandes nomes, como Margaret Thatcher, Benazir Bhutto e Fidel Castro, âncora de jornal da TV Libanesa, colaboradora da CNN, analista de assuntos do Oriente Médio em canais como BBC, Sky News, ITN, CNBC, Al-Arabia, Al-Jazeera e é fundadora da empresa de relações públicas International Communication Experts, que faz parte de uma grande empresa especializada em reservas de convidados de celebridades, fotografia publicitária e promoção de eventos. Seu avô paterno era médico formado na primeira turma de medicina da Universidade Americana de Beirute e diretor de um grande hospital universitário, o avô materno foi ministro.
A família Alamuddin é abastada e viveu no vilarejo de Baakline, 45 quilómetros de Beirute até o começo dos anos 80, quando se mudou para Gerrards Cross, Buckinghamshire, por conta da Guerra do Líbano. Lá, Amal conquistou nacionalidade britânica.
Amal estudou na Dr Challoner's High School, uma escola feminina localizada em Buckinghamshire. Se graduou em Jurisprudência na St Hugh's College, uma das faculdades que constituem a Universidade de Oxford. Lá, recebeu um "Exhibition". tipo de premiação de universidades britânicas dada para alunos de maior destaque e melhor desempenho, e o Shrigley Award, prêmio de excelência em estudos de direito.
Depois, fez mestrado na Escola de Direito de Nova York, EUA, onde se especializou em direitos humanos, internacional e penal. Enquanto estudante da NYU, recebeu o Jack J. Katz Memorial Award por excelência em direito do entretenimento.
Amal fala três idiomas fluentemente: árabe, inglês e francês.
A advogada é ateia.
Carreira Amal passou na ordem dos advogados de Nova York em 2002 e na época em que viveu em solo americano, trabalhou como assistente da atual juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos, Sonia Sotomayor. Depois, trabalhou no prestigiado escritório Sullivan & Cromwell por três anos como parte do Grupo de Defesa e Investigações Criminais, onde seus clientes incluíam Enron e Arthur Andersen.
Em 2004, completou o estágio judicial no Tribunal Internacional de Justiça, onde foi assistente do juiz Vladlen S. Vereshchetin da Rússia, do juiz Nabil Elaraby do Egito, e do juiz Sir Franklin Berman do Reino Unido.
Posteriormente, foi baseada em Haia, trabalhando no Gabinete do Promotor no Tribunal Especial da ONU para o Líbano e no Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia.
Em 2010, se qualificou para praticar advocacia na Inglaterra e País de Gales, voltou para Londres e passou a atuar como barrister em um dos escritórios de advocacia mais importantes do país, o Doughty Street Chambers, onde trabalha até hoje.
Em 2013, foi nomeada para uma série de comissões das Nações Unidas, incluindo assessoria do Enviado Especial Kofi Annan na Síria e conselho para o Inquérito de Drones de 2013 pelo relator de direitos humanos da ONU, Ben Emmerson QC, sobre o uso de drones em operações de contraterrorismo.
Outros casos famosos em seu currículo, são do jornalista Julian Assange, fundador do WikiLeaks, e o da ex-primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko.
Em 2018, entrou na lista de 331 candidatos ao Nobel da Paz. Os vencedores foram sua cliente Nadia Murad e Denis Mukengere Mukwege.
Casos Notáveis Em 2011, auxiliou o Tribunal Permanente de Arbitragem na arbitragem entre Merck Sharp e Dohme e a República do Equador.
A partir de 2014, representou o jornalista canadense da Al Jazira inglesa Mohamed Fahmy que, junto de outros jornalistas, estava detido no Egito. Ele acabou sendo condenado a três anos de prisão e perdeu um novo julgamento em agosto de 2015 antes de finalmente ser perdoado pelo presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi.
Em outubro de 2014, ela foi contratada em uma tentativa de repatriar as esculturas gregas antigas, os mármores de Elgin. Em maio de 2015, a Grécia decidiu interromper o processo judicial para recuperar as esculturas.
Em janeiro de 2015, Clooney começou a trabalhar no reconhecimento do genocídio armênio, representando a Armênia em nome da Doughty Street Chambers junto de Geoffrey Robertson QC. Ela disse que a posição da Turquia era hipócrita "por causa de seu histórico vergonhoso de liberdade de expressão", incluindo processos contra armênios turcos que fizeram campanha para que os massacres de 1915 fossem chamados de genocídio.
Em 8 de março de 2015, Amal abriu um processo contra o Governo da República das Filipinas perante o Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenção Arbitrária, um órgão subordinado à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, pela continuação da detenção da ex-presidente das Filipinas Gloria Macapagal-Arroyo. Arroyo era uma congressista de Pampanga na época. Em 2 de outubro, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária divulgou posteriormente sua opinião de que a detenção do ex-presidente Arroyo "viola o direito internacional" e é "arbitrária por vários motivos".
Em 7 de abril de 2015, foi anunciado que ela faria parte da equipe jurídica que defende Mohamed Nasheed, ex-presidente das Maldivas, em sua detenção arbitrária em curso. Nasheed foi condenado a 13 anos de prisão em março de 2015, após o que foi caracterizado como um julgamento por motivos políticos. A Amnistia Internacional descreveu a sua sentença como uma "caricatura de justiça". Um dia antes de Amal de visitar as Maldivas para acompanhar o caso e falar com Nasheed na prisão, o co-advogado local que trabalhava no caso foi esfaqueado na cabeça, uma indicação do perigo e da instabilidade no país. Em janeiro de 2016, ela deu uma série de entrevistas sobre o julgamento e prisão de Nasheed, e fez esforços para apoiar a imposição de sanções nas Maldivas. De acordo com o The Economist, ela "ajudou a fortalecer o apoio do primeiro-ministro britânico, David Cameron, à causa da democracia das Maldivas". Em novembro de 2018, o time jurídico de Mohamed Nasheed conseguiu que sua condenação fosse cancelada e ele foi solto.
Em junho de 2015, Clooney começou a trabalhar no caso recentemente reaberto do Hooded Men movido pelo governo irlandês contra o governo britânico no Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Ela trabalhou com o ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros Charles Flanagan.
Clooney faz parte da equipe legal que representa Louis Olivier Bancoult e os ilhéus de Chagos em sua alegação de que foram forçados a deixar sua ilha, Diego Garcia, em 1971 pelo governo do Reino Unido para abrir caminho para uma base militar dos EUA.
Em 2016, foi anunciado que Clooney representaria a jornalista azerbaijana Khadija Ismayilova no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. O trabalho investigativo de Ismayilova resultou em sua prisão. Após o julgamento, Ismayilova foi libertada da prisão e teve sua sentença reduzida a uma pena suspensa de três anos e meio.
Em setembro de 2016, Clooney falou pela primeira vez nas Nações Unidas, perante o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), para discutir a decisão que tomou em junho de 2016 de representar Nadia Murad como cliente em ação legal contra os comandantes do ISIL. Clooney caracterizou o genocídio, estupro e tráfico como uma "burocracia do mal em escala industrial" pelo ISIL, descrevendo um mercado de escravos existente tanto online, no Facebook e no Oriente Médio que ainda está ativo hoje.
Clooney, junto com Ara Darzi, esteve envolvido na liberação de dois jornalistas da Reuters, Wa Lone e Kyaw Soe Oo, de Mianmar em 6 de maio de 2019.
Em julho de 2019, entrou no time jurídico da jornalista filipina Maria Ressa.
Em fevereiro de 2020, começou a representar as Maldivas na busca de justiça para o povo Rohingya na Corte Internacional de Justiça da ONU.
Em abril de 2021, Amal Clooney abriu processo em nome de cinco mulheres Iazidi contra a membra mais antigo do Estado Islâmico, sendo este o primeiro desse tipo nos Estados Unidos. No mesmo mês, Amal e as advogadas Natalie von Wistinghausen e Sonka Mehner conseguiram que uma mulher alemã participante do ISIS fosse condenada nela justiça da Alemanha por crimes contra uma Iazidi, que foi sequestrada e escravizada.
Professora Para os semestres acadêmicos da primavera de 2015 e 2016, foi membro do corpo docente visitante e membro sênior do Instituto de Direitos Humanos da Columbia Law School. Ela foi co-professora com Sarah H. Cleveland no curso de direitos humanos de Cleveland e deu uma aula sobre litígios de direitos humanos para alunos na Clínica de Direitos Humanos da Universidade.
No semestre da primavera de 2018, lecionou na Columbia Law School, novamente como co-professora com Sarah H. Cleveland em uma aula básica sobre direitos humanos.
Clooney também deu aulas de direito penal internacional na SOAS Law School em Londres, The New School na cidade de Nova York, a Academia de Direito Internacional de Haia e na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill.
Palestras e Treinamentos Amal é constantemente contratada para falar em palestras, seminários e conferências nos EUA e Europa, abordando principalmente liberdade de imprensa, liberdade de expressão e direitos humanos.
A advogada também é regularmente contratada para " oferecer treinamento para juízes, funcionários públicos e investigadores da ONU sobre direito penal internacional e direitos humanos."
Clooney Foudation for Justice Em 2016, George e Amal Clooney fundaram a Clooney Foundation for Justice, uma organização que visa "advogar pela justiça por meio da responsabilização pelos abusos dos direitos humanos em todo o mundo."
A fundação tem parceria com a Unicef, Google e HP na construção de escolas para crianças Sírias refugiadas. A CFJ também é parceira da Omaze, e juntos, os dois órgãos realizam ações de arrecadação de dinheiro para ações beneficentes.
Em 2017, passaram a hospedar o refugiado iazidi Hazim Avdal, que foi vitima de um ataque do ISIS em um ônibus no Iraque, na casa de George, no Kentucky, enquanto ele estuda em uma universidade americana. Essa é a primeira ação de um plano da fundação para ajudar na educação de universitários refugiados.
Em 2019, lançaram uma ferramenta de monitoramento a locais de risco aos direitos humanos, casos de violação a liberdade de expressão e crimes políticos, o TrialWatch App, desenvolvido pela Microsoft, outra parceira da fundação. O projeto tem apoio da Columbia Law School’s Human Rights Institute e da American Bar Association.