O Grande Prêmio do Brasil de 2016 (formalmente Formula 1 Grande Prêmio do Brasil 2016) foi a vigésima e penúltima etapa da temporada de 2016. Foi disputado no dia 13 de novembro de 2016, no Autódromo José Carlos Pace, em São Paulo, Brasil.
Relatório Antecedentes Decisão do Título no Brasil Correndo com o regulamento debaixo do braço, Rosberg evitou riscos ao longo da prova e cruzou em segundo. Com o resultado, o alemão chegou aos 349 pontos, 19 a mais que Hamilton (330), e pode ser campeão caso vença o GP do Brasil, no dia 13 de novembro, independentemente da posição do inglês. Caso não consiga a vitória em Interlagos, Nico dependerá de uma combinação de resultados.
Para ser Campeão no Brasil, Rosberg precisa: Nico Rosberg 349 X 330 Lewis Hamilton (1º) 374 X 348 (2º) (2º) 367 X 340 (5º) (3º) 364 X 338 (6º) (4º) 361 X 334 (8º) (5º) 359 X 332 (9º) (6º) 357 X 331 (10º)
A Renovação de Bottas e o Substituto de Felipe Massa A Williams confirmou nesta quinta-feira (3) sua dupla para 2017. O jovem canadense Lance Stroll será o substituto de Felipe Massa, que anunciou, em setembro, sua aposentadoria da Fórmula 1 ao fim do campeonato atual. O piloto, de 18 anos recém-completados, fará sua estreia na categoria máxima do automobilismo mundial. Ele será companheiro de equipe de Valtteri Bottas, de 27 anos, que renovou contrato e segue para sua quinta temporada na escuderia. Com o anúncio, restam apenas sete vagas abertas para o próximo ano na F1.
O anúncio de Stroll na Williams já era esperado pelo mundo da Fórmula 1. O acordo estava certo a meses, mas demorou a ser feito porque a Williams esperou o piloto completar 18 anos, afim de evitar problemas, já que o patrocinador master do time é uma marca de bebidas alcoólicas. Lance será o segundo piloto mais jovem a correr na categoria, atrás apenas de Max Verstappen, que estreou com 17 anos. Apesar de abalizado pelo título da Fórmula 3 europeia neste ano, o jovem canadense superou a concorrência de outros nomes pela vaga, como do brasileiro Felipe Nasr, graças ao forte aporte financeiro de seu pai, Lawrence Stroll, um bilionário da indústria têxtil. Segundo a imprensa europeia, o magnata teria investido cerca de R$ 35 milhões para garantir a vaga para o filho. - Estou muito feliz de anunciar que serei piloto titular da Williams na temporada 2017. É um sonho se tornando realidade para mim. Preciso agradecer a todos que me ajudaram a chegar neste ponto. Espero por uma grande temporada - disse Lance Stroll. Pairavam mais dúvidas, na verdade, sobre a continuidade de Valtteri Bottas. Desde 2013 na equipe, o finlandês tinha contrato válido com até o fim desta temporada. Ele chegou a receber uma oferta da Renault, mas acabou renovando vínculo com o time de Grove, com o qual conquistou nove pódios em 75 corridas.
Nascido em Montreal em 29 de outubro de 1998, Lance Stroll, em poucos anos de automobilismo, tem no currículo os títulos da F4 italiana (2014), Toyota Racing Series (2015) e F3 europeia (2016). Ele foi membro da Academia de Pilotos da Ferrari em 2015, mas deixou a companhia italiana para ingressar no programa de desenvolvimento da Williams, onde assumiu o papel de piloto reserva da equipe de F1 este ano.
Sua chegada precoce à Fórmula 1, no entanto, passa pelas mãos de seu pai, Lawrence Stroll, que fez sua fortuna na indústria de roupas. O magnata é o grande financiador da carreira do filho, incluindo a compra das equipes que o jovem defendeu nas categorias de base. O aporte financeiro de Lawrence, inclusive, foi crucial na decisão do time em dar uma vaga para o piloto. Chefe da escuderia, Claire Williams defendeu a escolha de Lance Stroll como titular: - A Williams tem um bom histórico de introduzir jovens pilotos na F1, que alcançaram grandes resultados. Esperamos que este seja o começo de uma carreira de longa e de sucesso para Lance. Ele se juntou ao programa de jovens pilotos da equipe no fim de 2015 e impressionou nossos engenheiros com sua maturidade, talento e entusiasmo. Estamos satisfeitos em poder dar a ele uma oportunidade de subir e mostrar o que ele pode ser capaz na F1, após provar ser uma força dominante em todas as categorias que disputou. Ele ainda é jovem e estamos ansiosos em vê-lo evoluir como piloto.
Permanência de Palmer Jolyon Palmer fica na Renault por mais uma temporada. A Renault confirmou na tarde desta quarta-feira (9) que o piloto inglês vai alinhar o segundo carro amarelo no grid de 2017 ao lado de Nico Hülkenberg.
É um desfecho curioso para a briga pela segunda vaga. Acreditava-se que a Renault iria dispensar seus dois pilotos, em busca de nomes de peso. A contratação de Hülkenberg como primeiro piloto era um indicativo disso. No fim das contas, Palmer terá uma nova chance de cair no gosto do mundo da F1 – algo que certamente não aconteceu até aqui.
A renovação de Palmer é uma péssima notícia para Felipe Nasr. Ignorado pela Force India e demais equipes medianas, o brasileiro passou a ter na Renault a única opção de defender uma escuderia mais forte em 2017. Mas os movimentos recentes do mercado de pilotos começam a apontar a renovação com a Sauber como única alternativa. Além de Nasr, uma série de pilotos sonhava com a Renault – assim como a Renault sonhava com outros pilotos. Valtteri Bottas e Carlos Sainz Jr. foram sondados pela equipe francesa. Mas as negociações nunca fluíram, abrindo caminho para Palmer.
A Renault é uma equipe que pode evoluir muito nos próximos anos. Os franceses estão dispostos a investir muito dinheiro na F1, tentando recuperar as glórias conquistadas ao longo das décadas. Em 2016, a equipe francesa decepcionou, mas, deve contrastar em 2017 de muitas evoluções.
Ocon na Force India A quinta-feira (10) da semana do GP do Brasil em Interlagos começou com uma notícia ruim para Felipe Nasr. Tendo seu nome vinculado à Force India por diversas vezes ao longo das últimas semanas, Felipe Nasr viu mais uma interessante vaga para 2017 ser ocupada. A escuderia anunciou que o francês Esteban Ocon será o novo companheiro de Sergio Pérez na próxima temporada. Agora para o brasileiro restam apenas três opções.Uma delas é seguir na Sauber, outra é tentar uma vaga na pequena Manor. Há também um cockpit aberto na Haas, mas os rumores no paddock indicam que Kevin Magnussen, atualmente na Renault, é quem está mais próximo dela.
O acerto de Ocon com a Force India tem uma influência direta da Mercedes. A escuderia alemã investe na carreira do piloto e o indicou à equipe anglo-indiana em troca de um desconto no fornecimento dos motores.
Ocon tem 20 anos e estreou na Fórmula 1 no meio desta temporada, na Manor, no lugar do indonésio Rio Haryanto. Nas categorias de base, o jovem piloto tem no currículo os títulos da Fórmula 3 europeia em 2014 e da GP3 em 2015. Em 2016, ele disputou o DTM (Campeoanto de Turismo Alemão), até conseguir a vaga na Manor.
Magnussen na Haas Kevin Magnussen será o companheiro de equipe de Romain Grosjean na equipe, Haas em 2017. O anúncio foi feito pela Haas nesta sexta-feira (11), quando tudo já dava certeza de que seria esse o caminho. Assim, Magnussen, aos 24 anos de idade, vai para a sua terceira temporada como titular na F1 em quatro anos por três equipes diferentes.
Não apenas Magnussen já tinha demonstrado que sua vida pendia para outro lugar a ficar na Renault mesmo antes do time francês anunciar a renovação de Jolyon Palmer para ser parceiro de Nico Hülkenberg em 2017. Já no Brasil, o dinamarquês mostrou irritação ao dizer que "até o Papa" havia recebido proposta e ele não.
Na noite da última quinta-feira, pelo Twitter, foi a vez de Esteban Gutiérrez dar a confirmação de que a segunda vaga na Haas estava, de fato, aberta. O mexicano decepcionou a equipe que voltou a dar-lhe uma chance ao não sequer pontuar na temporada enquanto Grosjean anotou 29 pontos.
Treino Classificatório Q1 A sessão foi marcada por uma leve garoa intermitente. Por causa da instabilidade meteorológica em Interlagos, todos os pilotos foram para a pista já nos primeiros minutos de Q1 para tentar anotar boas voltas que o garantissem no Q2 antes que uma chuva forte caísse. A primeira parte da classificação marcou a queda de Felipe Nasr, com o pior tempo. Seu companheiro de Sauber, Marcus Ericsson, também não foi longe, ficou em penúltimo. A surpresa negativa ficou por conta de Jenson Button, que caiu precocemente na 17ª colocação, enquanto Alonso passou com a McLaren em 11º. Os outros eliminados foram Kevin Magnussen, Pascal Wehrlein e Esteban Ocon. Lá na frente, Hamilton e Rosberg foram os mais rápidos, seguidos por Verstappen, Raikkonen, Vettel e Ricciardo. Massa avançou em oitavo, à frente de Bottas, o nono.
Eliminados: Jenson Button (McLaren), Kevin Magnussen (Renault),Pascal Wehrlein (Manor), Felipe Nasr (Sauber),Marcus Ericsson (Sauber) e Esteban Ocon (Manor).
Q2 Uma leve garoa começou a cair em Interlagos. A segunda parte da classificação marcou a eliminação de Felipe Massa. A Williams não mostrou a mesma força dos treinos livre de sexta-feira, e o brasileiro acabou em 13º. Seu parceiro Valtteri Bottas também caiu fora, em 11º. Os outros eliminados foram Esteban Gutiérrez, Daniil Kvyat, Carlos Sainz e Jolyon Palmer. Na ponta, Hamilton, novamente, foi mais veloz que Rosberg, 1m11s238, contra 1m11s373. Verstappen, Vettel, Ricciardo e Raikkonen acompanhavam o duelo das Mercedes de camarote e avançaram para a superpole. Alonso, Pérez, Grosjean e Hulkenberg também garantiram vaga no Q3.
Eliminados: Valtteri Bottas (Williams), Esteban Gutiérrez (Haas),Felipe Massa (Williams), Daniil Kvyat (Toro Rosso),Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso) e Jolyon Palmer (Renault)
Q3 Hamilton foi o primeiro a deixar os boxes no Q3. E, de cara, cravou 1m10s860, melhor tempo do fim de semana. Rosberg veio a seguir. Foi igual ao britânico no primeiro e no terceiro setor, mas ficou um pouco atrás no segundo e passou dois décimos acima, com 1m11s022. Enquanto isso, Verstappen, Vettel, Ricciardo e Raikkonen mediam forças entre Red Bull e Ferrari.
Como de costume, os pilotos foram para os boxes colocar novos jogos de pneus para tentar um bote nos minutos finais da classificação. Hamilton igualou seu primeiro setor, fez um ótimo segundo setor e não baixou na parte final do traçado. No total, cravou 1m10s736, melhorando sua marca. Rosberg vinha logo a seguir. O alemão fez um primeiro setor mais rápido que o do britânico, e passou um pouco acima no segundo. Restavam apenas os metros finais, a pole seria decidida em milésimos. Nico não conseguiu ser melhor que Lewis e completou a volta em 1m10s838, a apenas um décimo do adversário.
Resultado: Lewis Hamilton (Mercedes), Nico Rosberg (Mercedes), Kimi Raikkonen (Ferrari),Max Verstappen (Red Bull), Sebastian Vettel (Ferrari), Daniel Ricciardo (Red Bull), Romain Grosjean (Haas),Nico Hulkenberg (Force India), Sergio Pérez (Force India) e Fernando Alonso (McLaren).
Corrida A direção de prova bem que tentou. Chegou a adiar a largada em 10 minutos para ver se as condições melhoravam a ponto de permitir a largada tradicional no grid. Mas não deu. Com isso, a largada foi dada sob safety car. Por causa da pista traiçoeira, o safety car ficou sete voltas na pista até ser autorizada a largada.