direita|thumb|Um das cinco pinturas japonesas do século XII que compõe a série "Exterminação do Mal" Mal (do termo latino malu) geralmente se refere a tudo aquilo que não é desejável ou que deve ser destruído.FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 067. O mal está no vício, em oposição à virtude. Em muitas culturas, é o termo usado para descrever atos ou pensamentos que são contrários a alguma religião em particular, e pode haver a crença de que o mal é uma força ativa e muitas vezes personificada na figura de uma entidade como o diabo Satanás ou Arimã.

Em Plotino, a matéria é identificada com o mal e com a privação de toda forma de inteligibilidade.Stanford Encyclopedia of Philosophy. Plotinus

Em Kant, o ser humano teria uma propensão para o mal, apesar de ter uma disposição original para o bem.

Hannah Arendt retoma a questão do mal radical kantiano, politizando-o. Analisa o mal quando este atinge grupos sociais ou o próprio Estado. Segundo a autora, o mal não é uma categoria ontológica, não é natureza, nem metafísica. É político e histórico: é produzido por homens e se manifesta apenas onde encontra espaço institucional para isso – em razão de uma escolha política. A trivialização da violência corresponde, para Arendt, ao vazio de pensamento, onde a banalidade do mal se instala.GRECO, Heloísa A. Dimensões fundacionais da luta pela anistia. Belo Horizonte, FAFICH, UFMG, 2003SOUKUI, Nádia. Hannah Arendt e a banalidade do mal. UFMG, 1998.

O antropólogo estadunidense Ernest Becker, que segundo o filósofo Sam Keen é pioneiro no desenvolvimento de uma "Ciência sobre o Mal",Livro "Escape from Evil", no Google Books. afirma que "a dinâmica do mal é devida fundamentalmente à negação da condição de criatura", isto é, quando a "armadura do caráter" — desenvolvida pela pessoa para reprimir o fato de que irá morrer — falha em criar uma autoilusão protetora, o indivíduo vê-se então diante de um desamparo que começa por infundir-lhe angústia e, por fim, terror. Já não é mais o ser humano "normal", cuja neurose proveniente da "negação da morte"Livro "A Negação da Morte", no Google Books é amortecida por um conjunto de símbolos e conceitos capazes de fazê-lo levar uma vida adaptada. Não, agora ele está sem máscaras diante da vida. O mundo se lhe apresenta assim como um ambiente hostil, o que o obriga a tentar modificá-lo a ponto de eliminar os acidentes, a insegurança, que, no fundo, não são senão aspectos inerentes da vida na Terra. Para Becker, ao não conseguir atualizar a transferência original, isto é, ao não depositar sua necessidade de segurança psíquica num Ser Transcendental, o indivíduo passa a negar sua condição de criatura e, por conseguinte, também a de seus semelhantes, os quais podem ser então eliminados nesse processo de tornar o mundo um lugar mais seguro — e daí o mal.

Ponerologia, o estudo do mal, do grego poneros (malícia, maldade),http://www.dosenhor.com/?strong=g4190 é a ciência da natureza do mal adaptada a propósitos políticos Les Editions Pilule Rouge. La ponerología política . O termo foi cunhado pelo psiquiatra polonês Andrzej M. Łobaczewski SOTT.net/Signs of the Times. Ponerology 101: Lobaczewski and the origins of Political Ponerology, que estudou como os psicopatas influenciam no avanço da injustiça e sobre como abrem caminho para o poder na política SOTT.net/Signs of the Times. Patocracia - Tiranía en manos de psicópatas .

Ver também

Mal na doutrina católica Membrana de Werner Ponerologia

Ligações externas "The Problem of Evil", por Michae Tooley. The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Summer 2013 Edition). Edward N. Zalta (ed.).

BAUDRILLARD, Jean. The Transparency of Evil ABC News: Looking for Evil in Everyday Life. Por Oliver Libaw. Psychology Today. Indexing Evil Entrevista com o psiquiatra forense Michael Werner. Por Kaja Perina. 1° de janeiro de 2002.

Catholic Encyclopedia: Evil (newadvent.org)

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