thumb|Relevo de São Ero buscando a intercessão da Virgem Maria A lenda de São Ero de Armenteira refere-se a uma estória medieval relacionada ao fundador do Mosteiro de Santa Maria de Armenteira, o abade D.Ero.

É venerado desde tempos imemoriais na comunidade de Armenteira e pela Ordem Cisterciense. O Menológio Cisterciense de Crisóstomo Henrique, impresso em Antuérpia em 1664, comemora-o no dia 30 de agosto, e a sua memória permanece nos menologias da ordem. É especialmente lembrado na Galiza e em Salnés, que reconhece-o como seu santo fundador.

O milagre de Santa Maria thumb|Fachada do Mosteiro de Santa Maria de Armenteira No século XII, um cavaleiro chamado Dom Ero fundou um mosteiro em suas terras,ele pediu ajuda de são Bernardo de Claraval, fundador da Ordem Cisterciense, que o enviou quatro monges para iniciar o mosteiro. Anos mais tarde, ele se tornou o abade do mosteiro.

Segundo a lenda, o abade Ero estava sempre implorando a Virgem Maria, para mostrar-lhe apenas um vislumbre do que seria a graça divina, ansiava pelo dia em que ele seria capaz de compreender o conceito de paraíso de bem-aventurança, no entanto, ele vivia sob a impressão de que sua amada virgem não ouvia suas orações.

Um dia, ele decidiu ir para uma caminhada ao redor da floresta que cercava o mosteiro, um belo cenário cheio de pinheiros, carvalhos e outras espécies nativas. Ele tomou depois de se sentar em uma pedra, de repente, o alegre canto de um pássaro capturou sua atenção. Ele sentou-se ali por um tempo, fascinado com a paz e a beleza que o pássaro trouxe para a sua alma.

Não muito depois disso, ele voltou para o seu mosteiro, pois já estava a ficar escuro e ele não queria que seus irmãos, se preocupassem com ele. Quando bateu na porta do mosteiro, ele foi recebido por um monge completamente desconhecido para ele. Desconfiado, o monge lhe perguntou quem ele era. Quando ele respondeu-lhe que ele era o abade Ero, o monge, confuso, começou a chamar seus irmãos, não tendo certeza se o homem estava em seu juízo perfeito. D.Ero lhes disse quem era e o que ele vinha fazendo. Quando os irmãos explicaram o ano em que estavam, D.Ero percebeu, para seu espanto de que mais de trezentos anos se passaram! E, de repente, ele tornou-se ciente de que o que ele pensava ter sido de apenas três minutos a ouvir um pássaro cantar, tinha sido realmente trezentos anos contemplando a glória do paraíso. Virgem Maria tinha, finalmente, lhe concedido o seu desejo.

A popularidade da lenda Esta lenda, relacionada a outros de conteúdo semelhante está relacionado com a tradição celta, se tornou muito popular no século XIII, quando o rei Afonso X, o Sábio, incluiu-a no seu famoso Cantigas de Santa Maria, uma recompilação de milagres atribuídos à Virgem Maria. Ele dedicou a sua cantiga (poema ou canção) número 103 a lenda de são Ero.http://cantigas.webcindario.com/cantigas/cantiga103/cantiga_103.htm

O grande escritor Galego, Ramón María del Valle Inclán, também contribuiu para difundir a lenda incluindo-a no seu trabalho "Aromas de Leyenda" (1907), uma coleção de 14 de poemas Galegos.

Referências

Ligações externas

http://www.monasteriodearmenteira.es/leyenda-historia-arte/# http://www.monasteriodearmenteira.es/leyenda-historia-arte/# http://www.armenteira.com/castellano.htm https://web.archive.org/web/20160304124240/http://www.osalnes.com/cataloga/ap/ficha-es/?id=93 http://www.lavozdegalicia.es/noticia/arousa/2014/08/17/sueno-duro-trescientos-anos/0003_201408A17C7991.htm-valle/0003_201408A17C7994.htm http://cantigas.webcindario.com/cantigas/cantiga103/cantiga_103.htm http://www.farodevigo.es/portada-arousa/2012/12/09/mario-gallego-rei-reconstruye-relacion-meis-ramon-valle-inclan/724116.html

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