Bonding (estilizada como BONDiNG) é uma série de televisão americana de humor ácido que estreou na Netflix em 24 de abril de 2019. É estrelada por Zoe Levin, Brendan Scannell, Micah Stock, Theo Stockman, D'Arcy Carden, Eric Berryman e Nana Mensah. Em 16 de janeiro de 2020, a série foi renovada para uma segunda temporada, lançada em 27 de janeiro de 2021. Em julho de 2021, a série foi cancelada após duas temporadas. A produção é descrita como sendo vagamente baseada nas experiências pessoais de seu criador, Rightor Doyle.
Premissa Tiffany "Tiff" Chester (Zoe Levin) é uma estudante de psicologia que trabalha secretamente como dominatrix nas horas vagas. Ela solicita a ajuda de Peter "Pete" Devin (Brendan Scannell), seu melhor amigo do ensino médio, que é gay, para ser seu assistente. Os dois, que estavam afastados há algum tempo, voltam a se aproximar em Manhattan, Nova York, onde Pete trabalha como garçom e tenta seguir carreira como comediante de stand-up, apesar do medo de se apresentar em público. Tiff enfrenta dificuldades para conciliar sua vida pessoal, os estudos da faculdade e o trabalho, enquanto Pete é apresentado ao sadomasoquismo e ao BDSM. Aos poucos, essas novas experiências o ajudam a se libertar, a ganhar mais confiança em sua própria vida e a romper com conceitos sociais tradicionais.
Elenco e personagens Principais Zoe Levin como Tiffany "Tiff" Chester, uma estudante de pós-graduação em psicologia que mora em Nova York. À noite, ela trabalha como dominatrix sob o pseudônimo de "Mistress May (Mestra May / Senhora May)". Ela chama Pete para ajudá-la como seu assistente Brendan Scannell como Peter "Pete" Devin, um jovem gay que se torna assistente de Tiff. Inicialmente, ele adota o pseudônimo "Carter", mas posteriormente passa a ser chamado de "Master Carter (Mestre Carter)" Micah Stock como Doug (2ª temporada; 1ª temporada recorrente), colega de Tiff no curso de psicologia, com quem ela posteriormente começa um relacionamento Theo Stockman como Josh (2ª temporada; 1ª temporada recorrente), namorado de Pete Nana Mensah como Mistress Mira (Mestra Mira / Senhora Mira; 2ª temporada), antiga mentora de Tiff
Recorrentes
Matthew Wilkas como Rolph, mordomo alemão de Tiff e um de seus clientes Alex Hurt como Frank, colega de apartamento de Pete Gabrielle Ryan como Portia, namorada de Frank Alysha Umphress como Murphy, comediante de stand-up e amiga de Pete Kevin Kane como Professor Charles (1ª temporada), professor de psicologia de Tiff Stephanie Styles como Kate (1ª temporada) Charles Gould como Fred, um dos clientes de Tiff
Convidados
Jade Elysan como Cat Dom (1ª temporada) Stephen Reich como Trevor (1ª temporada) D'Arcy Carden como Daphne (1ª temporada) Amy Bettina como Chelsea Eric Berryman como Andy (1ª temporada), marido de Daphne Kevin Kilner como MJP (2ª temporada) Nico Evers-Swindell como Martin (2ª temporada)
Episódios
Resumo
1.ª Temporada (2019)
2.ª Temporada (2021)
Produção
Desenvolvimento centro|miniaturadaimagem|Logo da série em árabe Em 14 de dezembro de 2018, a Netflix anunciou que havia encomendado a série para uma primeira temporada de sete episódios. A produção foi criada por Rightor Doyle, que também atua como produtor executivo, ao lado de Dara Gordon, Jacob Perlin, Nina Soriano, Tom Schembri e David Sigurani. As produtoras envolvidas na série incluem Blackpills e Anonymous Content. Em 16 de janeiro de 2020, a Netflix renovou a série para uma segunda temporada, composta por oito episódios. Em 2 de julho de 2021, a Netflix cancelou a série após duas temporadas.
Seleção de elenco Após a Netflix adquirir a série, foi confirmado que Zoe Levin e Brendan Scannell seriam os protagonistas.
Lançamento Em 22 de abril de 2019, a Netflix lançou o trailer oficial da série.
Recepção
Resposta da crítica No agregador de críticas Rotten Tomatoes, a primeira temporada possui índice de aprovação de 71%, com uma classificação média de 6,95/10, com base em 14 avaliações. O consenso do site diz: "Embora a abordagem provocante de Bonding sobre amizade e sexualidade explore corajosamente um território pouco conhecido, o roteiro da série oscila com frequência entre momentos irresistivelmente engraçados e outros desconcertantemente decepcionantes, impedindo que a experiência seja realmente satisfatória."
No Rotten Tomatoes, a segunda temporada possui três avaliações positivas e nenhuma negativa. Daniel Hart, do Ready Steady Cut, descreveu a segunda temporada como "mais proveitosa e mais emocional" e escreveu que, "enquanto a temporada anterior apostava mais na comédia, esta temporada demonstra mais respeito pelo trabalho da comunidade; há uma compreensão de que o universo das dominatrixes proporciona prazer a muitas pessoas e que não se resume apenas a chicotes e couro". Jess Joho, do Mashable, afirmou que a segunda temporada "se destaca por se concentrar muito menos em toda a estética do couro e muito mais na conexão emocional, na vulnerabilidade, na comunicação e no estabelecimento de limites, aspectos que podem fazer do BDSM praticado de forma ética uma ferramenta incrível para aprofundar relacionamentos".
Controvérsia Após o lançamento da primeira temporada, a série recebeu diversas críticas da comunidade BDSM por apresentar um alto nível de imprecisão. Segundo profissionais que trabalham com BDSM, o humor da série gira em torno de estereótipos equivocados e não retrata com precisão a realidade do BDSM.
Especialistas em BDSM caracterizam Tiff como fria e agressiva, apontando que ela não sabe separar sua personalidade como dominatrix de sua personalidade no dia a dia. Além disso, a série tenta usar um histórico de trauma sexual para justificar a preferência de Tiff por práticas de dominação, uma abordagem considerada clichê e equivocada em relação aos profissionais do sexo. A falta de negociação e consentimento em várias cenas da primeira temporada, assim como o uso, pela protagonista, de uma coleira com "Ring of O", um símbolo de submissão no BDSM, também estão entre os problemas apontados por profissionais da área.
Pouco depois do lançamento da primeira temporada, um dos criadores da série, Rightor Doyle, respondeu às críticas negativas afirmando que ouviria a comunidade BDSM para corrigir as imprecisões apresentadas pela série até então. Com isso, a equipe contratou como consultora Olivia Troy, uma escritora que trabalha com BDSM há 15 anos, para auxiliar no roteiro da segunda temporada. Isso fez com que a maioria dos problemas apontados na primeira temporada fossem corrigidos, tornando a série mais próxima da realidade do BDSM.
Segundo Troy, a falta de consentimento, comunicação e conexão entre dominatrix e submisso é um dos principais erros cometidos pela mídia ao abordar o BDSM. Apesar da evolução apresentada na segunda temporada, Troy também afirma que ainda há alguns momentos que não são necessariamente realistas, pois o tema precisa se adequar ao estilo e ao roteiro da série.
A atriz Zoe Levin afirmou que, inicialmente, aceitou o papel sem saber como era realmente o trabalho de uma dominatrix. Depois de ver todas as críticas negativas que a série recebeu em sua primeira temporada, ela visitou estúdios de BDSM acompanhada da consultora Olivia Troy para aprender sobre os equipamentos, a filosofia e os princípios éticos adotados pela comunidade BDSM. Quando perguntada sobre qual mensagem a segunda temporada pretende transmitir ao público, Levin afirmou: "A esperança é que eles passem a enxergar o BDSM, o trabalho sexual e o bondage de uma maneira diferente daquela que costumam enxergar. Porque o que vemos na televisão e no cinema é uma versão muito estereotipada daquilo que pensamos que o BDSM é."
Prêmios e indicações +AnoPrêmioCategoriaNomeado(s)ResultadoRef.2021Primetime Emmy AwardsMelhor Ator em Série Curta de Comédia ou Série DramáticaBrendan Scannell
Ligações externas
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