A pandemia de COVID-19 em Minas Gerais teve início em 6 de março de 2020, com a confirmação do primeiro caso da doença no estado brasileiro supracitado, localizado na Região Sudeste do país. No entanto, antes dessa data, com o aumento das notificações de casos suspeitos nos primeiros dias daquele mês, a situação já estava sendo monitorada por boletins epidemiológicos diários da Secretaria de Estado de Saúde. Em 28 de março, ocorreu a primeira morte.

A chegada da pandemia coincide com uma grave crise econômica instalada em Minas Gerais durante as gestões de governos anteriores. Segundo a Secretaria de Saúde, o isolamento social no estado gerou o achatamento da curva, mas com sobrecarga na realização dos testes. Apesar disso, o isolamento social evitou um crescimento abrupto de infecções e reduziu a gravidade prevista no pico.

Com o decorrer do tempo, Minas Gerais ganhou destaque nacional pelo combate a pandemia, a cidade de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) apareceu como terceiro colocado em um estudo elaborado pela Consultoria Macroplan e publicado pela Revista Exame. O levantamento mede a relação entre os óbitos do coronavírus por 100 mil habitantes nas maiores cidades brasileiras, ou seja, municípios que mais salvam vidas na pandemia. A cidade de Montes Claros também é citada pelo estudo, ficando em 7º lugar.

Histórico thumb|esquerda|Distanciamento físico em supermercado de Viçosa em abril de 2020 O primeiro caso confirmado da COVID-19 em Minas Gerais foi confirmado pela Secretaria de Estado de Saúde no dia 6 de março de 2020 e anunciado pelo Ministério da Saúde no dia 8, sendo uma paciente de 47 anos. No dia 12 de março, foi confirmado o segundo caso, sendo este na cidade de Ipatinga, no Vale do Aço.

Em 14 de março, foi para quatro o número de casos confirmados no estado, sendo 297 casos suspeitos na data. No dia 16 de março, foi para seis o número de confirmações, sendo 420 casos suspeitos na data. No dia seguinte, foi para 14 o número de casos confirmados, sendo 692 casos suspeitos na data.

Em 8 de abril de 2020, um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), informou que, em uma simulação realizada, Minas Gerais vivenciaria o esgotamento dos leitos de Unidade de terapia intensiva (UTI) entre os dias 8 e 14 de maio de 2020. Até 17 de abril de 2020, Minas Gerais registrou 35 mortes.

Em 22 de abril de 2020, a maioria dos 1.283 casos confirmados estavam na capital mineira, Belo Horizonte (478), seguida de Juiz de Fora (100). Das 47 mortes confirmadas a maioria está em Belo Horizonte (9) e Uberlândia (5), seguidas de Paraisópolis, Pouso Alegre, Uberaba e Juiz de Fora (com duas cada). 77.744 suspeitos aguardam confirmação nesse dia, número considerado alto. Nesse dia, a Secretaria de Saúde do estado previu que o pico de número de infectados deveria ocorrer em 3 de junho, com 3.583 novos registros nesse dia segundo as previsões. A previsão anterior era de um pico de 4.200 casos em 27 de maio. Em previsão divulgada em 11 de maio de 2020 a expectativa de pico seria em 8 de junho, com 3 mil novos casos e 220 mortes em um único dia, com 1.500 pessoas necessitando de respiradores ao mesmo tempo.

Com o sistema de saúde com risco menor de colapso em comparação aos sistemas sobrecarregados de outros estados, Minas Gerais passou a receber pacientes de fora de seu território à procura de atendimento. Em 12 de maio o índice de pacientes vindos de outros estados pulou de 29 para 68 em uma semana, um aumento de 134%. O prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil alertou que essa importação de casos poderia alavancar a sobrecarga do sistema de saúde mineiro.

Vacinação Em 18 de janeiro de 2021, foi iniciada a vacinação em Minas Gerais, um dia após a aprovação da CoronaVac e da Oxford-AstraZeneca pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no território brasileiro. As primeiras cinco vacinações foram aplicadas em funcionários da área da saúde ainda no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins, por onde chegaram as doses. No dia seguinte o imunizante foi distribuído ao restante do estado.

Estatísticas

Por município:

Lista de municípios com mais casos confirmados de acordo com o SES-MG: +PosiçãoMunicípioN.° casosN.° mortes1Belo Horizonte35.7791.0732Uberlândia21.8484333Contagem7.8723014Ipatinga7.8131565Governador Valadares6.4122116Montes Claros6.131887Juiz de Fora5.0211668Betim4.9191759Uberaba3.65510110Ribeirão das Neves3.23712111Coronel Fabriciano2.9635312Nova Lima2.6842213Araguari2.5406614Muriaé2.4956015Teófilo Otoni2.1868216Ituiutaba2.0814917Unaí2.0344518Pouso Alegre2.0303819Itabira2.0031120Sete Lagoas1.9513421Santana do Paraíso1.9262222Patos de Minas1.9184523Itabirito1.8601224Extrema1.8051725Mariana1.79215

Até 07 de Setembro de 2020.

Reações governamentais thumb|direita|upright|Centro de Atendimento em Saúde Mental Pós Covid em Itajubá (2022) No dia 13 de março de 2020, o governo estadual decretou situação de emergência em saúde pública no estado. Na ocasião, o decreto do governador Romeu Zema autorizou realização compulsória de exames médicos, coletas de amostras clínicas, testes laboratoriais e vacinação. O decreto também dispensou o uso de licitação para a aquisição de bens, serviços e insumos de saúde destinados ao combate do vírus. O decreto também criou um Centro de Operações de Emergência em Saúde, cuja função era monitorar o vírus no estado.

No dia 24 de março, o governo estadual anunciou que o Expominas seria utilizado como hospital de campanha no combate a pandemia. O dinheiro investido é de origem da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. A montagem da estrutura foi concluída no dia 03 de abril, e contou com mão de obra da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

No dia 28 de abril, o governo estadual lançou um programa para que os municípios mineiros retomem as atividades econômicas com orientações e protocolos sanitários.

No dia 9 de julho, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais fez uma liminar que obriga os municípios que não aderirem ao Minas Consciente a cumprirem normas de distanciamento normal. A liminar foi um pedido do Ministério Público Estadual.

Ver também Pandemia de COVID-19 no Brasil

Ligações externas

Boletim epidemiologico COVID-19