right|thumb|Um Fiat AS.1

Fiat Aviazione foi uma fabricante de aeronaves italiana, parte Grupo Fiat, focado principalmente em aviação militar. Após a Primeira Guerra Mundial, a Fiat consolidou vários pequenos fabricantes de aeronaves, como a Pomilio e a Ansaldo. Os mais famosos foram os caças biplanos da década de 1930, o Fiat CR.32 e o Fiat CR.42. Outros projetos notáveis foram os caças CR.20, G.50, G.55 e um bombardeiro, o Fiat BR.20. Na década de 1950, a empresa projetou o caça-bombardeiro leve G.91.

Em 1969, a Fiat Aviazione fundiu-se com a Aerfer para criar a Aeritalia, que posteriormente se tornaria a Alenia Aeronautica em 1990.

História O início Em 1908, a produção aeronáutica começou a dar seus primeiros passos em Turim, pela Fiat, com a decisão de projetar e produzir um motor, o SA 8/75, derivado de carros de corrida. Foi o início de uma história centenária, cuja herança hoje é ligada diretamente à Avio. O primeiro motor produzido em massa pela Fiat foi o A10, com 1.070 unidades produzidas entre 1914 e 1915. Neste ponto, a era pioneira havia chego ao fim e a empresa decidiu projetar e construir aeronaves completas. Então, em 1916 a Società Italiana Aviazione foi fundada, mudando seu nome em 1918 para Fiat.

Em Turim, além de motores aeronáuticos, a Fiat diversificou a produção com a constituição em 1909 da Fiat San Giorgio para produção de motores náuticos a diesel, área a partir da qual se seguiram as atividades na área de motores industriais para geração de energia elétrica. Em Colleferro (Roma), a empresa Bombrini Parodi-Delfino - BPD, estabelecida em Génova em 1912, começou a fabricar explosivos e produtos químicos, da qual originou o segmento aeroespacial posteriormente.

No campo aeronáutico, as raízes cresceram em Brindisi com a SACA. Gradualmente, muitas outras foram iniciadas, como a CMASA di Marina em Pisa, fundada em 1921 pelo engenheiro alemão Claudius Dornier, em colaboração com Rinaldo Piaggio e Attilio Odero. Finalmente, interações e trocas, acumulação de habilidades e experiências e um estímulo multi-facetado veio a partir de muitas formas variadas, de uma colaboração internacional que ocorreu com grandes empresas como a General Electric, Rolls-Royce, Pratt & Whitney e Eurocopter, mencionando apenas alguns importantes nomes com os quais as atuais parcerias datam de mais de meio século atrás.

De biplanos a aviões a jato Após o projeto pioneiro em motores aeronáuticos no início do século vinte, contra a opinião de diretores em relação a novas tecnologias e áreas de atividade, Giovanni Agnelli, um dos fundadores da Fiat, e o diretor técnico Guido Fornaca, apoiaram a produção aeronáutica, iniciando uma base industrial durante a Primeira Guerra Mundial para atender a pedidos militares. Assim sendo, a Società Italiana Aviazione foi estabelecida em 1916, passando posteriormente para a seção de aviação da Fiat em 1918. O primeiro motor produzido em massa, o Fiat A.10, foi instalado em inúmeras aeronaves entre 1914 e 1915, tal como o Farman, posteriormente produzido sob licença, e o bombardeiro trimotor Caproni Ca.32.

Após a Primeira Guerra Mundial Com o fim da primeira Guerra Mundial, os recursos técnicos acumulados durante o conflito foram direcionados ao emergente setor de aviões comerciais. A produção de aeronaves completas, já iniciadas com a série SP, foram intensificadas sob a direção do engenheiro Celestino Rosatelli, que iniciou seus trabalhos com a Fiat em 1918. Por cerca de quinze anos, Rosatelli contribuiu com os famosos caças CR e BR e bombardeiros, graças à seus motores altamente técnicos e confiáveis, atingindo um número de recordes mundiais: potência, com o A.14 de , produzido entre 1917 e 1919; velocidade, com atingidos pelo R700 em 1921; velocidade e aeronavegabilidade, com o motor AS2 que, instalado em um Idromacchi M20, estabeleceu o recorde de velocidade para hidroaviões e venceu a prestigiada Copa Schneider em 1926; e velocidade novamente com o novo recorde atingido por Francesco Agello em 1934 em uma aeronave motorizada com um Fiat AS6 de .

Fusão com a Società Aeronautica d’Italia Em 1926, com a aquisição da fábrica Ansaldo em Corso Francia, Turim, a Fiat Aviazione fundiu-se com a Società Aeronautica d’Italia. Em 1931, Vittorio Valletta, então Gestor Geral da Fiat, oportunizou a um jovem engenheiro, Giuseppe Gabrielli, a chefia do Escritório Técnico de Aviação. Em 1934, a aquisição da CMASA marcou a entrada da Fiat na produção de hidroaviões. Muitos dos alvos alcançados pelos próximos trinta anos foram ligados à genilidade de Gabrielli, que rapidamente fez seu nome, iniciando com o G.2, um avião comercial para seis passageiros, destinado ao uso da Società Aviolinee Italiane, cuja principal sócia era a própria Fiat.

Enquanto os investimentos no setor de transporte de passageiros e carga continuou com a abertura de rotas europeias por empresas aéreas que utilizaram os monoplanos bimotores G.18 e APR.2, o G.50 foi produzido em 1937, na fábrica da CMASA em Marina di Pisa, sendo o primeiro caça monoposto empregado pela Força Aérea Italiana.

Após a Segunda Guerra Mundial Em 1949, passado as incertezas e dificuldades da Segunda Guerra Mundial, as atividades da Fiat foram reorganizadas na área da aviação. Atrasos nas linhas de produção acumularam-se nos anos da autarquia que logo foram resolvidos pelas competências técnicas de Gabrielli e o novo clima da colaboração europeia. Em 1951, Gabrielli havia projetado o G.80, o primeiro avião a jato italiano motorizado com um motor turbojato de Havilland Goblin.

No início da década de 1950, a Fiat Aviazione iniciou um reavivamento em sua produção, através de pedidos feitos de empresas dos Estados Unidos e, em particular, era a única empresa na Europa a obter a licença da OTAN para a construção do F86 K. A Fiat entrou em um acordo com a General Electric e a Pratt & Whitney para a produção de componentes de seus motores a jato. A experiência obtida através deste trabalhou permitiu que a empresa participasse de um pedido internacional da OTAN em 1954 para um caça tático leve. No ano seguinte, o projeto italiano denominado G.91, recebeu um pedido de produção de três protótipos, assim como seus competidores ingleses e franceses, saindo como vencedor na decisão final que ocorreu em 1958. O G.91 foi definido como caça leve padrão na zona europeia, tornando-se o avião italiano pós-guerra mais importante, com mais de 700 unidades produzidas, em sua maioria para exportação.

Em 1961, participou como principal contratada para a produção do F-104G da OTAN e, sob tais circunstâncias, estabeleceu relações de colaboração com a Alfa Romeo Avio em Pomigliano d'Arco, Nápoles, controlada diretamente pela empresa estatal Finmeccanica. A partir da metade da década de 1950, sob a direção do engenheiro Stefanutti, a Alfa Romeo Avio também havia intensificado suas relações com a General Electric e Rolls-Royce para a produção de motores aeronáuticos. Na segunda metade da década de 1960, após pedidos consistentes do DC-9 para a Alitalia, controlada pelo estado, foi também iniciada uma colaboração entre a McDonnell Douglas e a Aerfer, uma empresa de construção aeronáutica e ferroviária estabelecida pela Finmeccanica em 1950 como parte do Centro Aeronáutico em Pomigliano d'Arco.

Criação da Aeritalia Em 1969, a Fiat e a Finmeccanica iniciaram a Aeritalia, para qual a Fiat delegou suas atividades aeronáuticas.

Subsequentemente, através de diferentes colaborações internacionais, especializou-se no desenvolvimento e produção de componentes para a "seção quente" de motores a jato e a revisão de motores aeronáuticos civis.

Por sua parte, a Fiat concentrou-se na produção de motores e transmissões para helicópteros, montados pela Fiat Aviazione em 1976, com 3.700 empregados em dois centros de produção, Turim e Brindisi.

Esta escolha era consistente com a transformação do cenário mundial da indústria aeronáutica, caracterizada pela formação de alguns grandes grupos, com a crescente internacionalização. Uma dupla necessidade surgiu, por um lado, de colocar em campo colaborações cruciais para reunir os recursos financeiros e as competências tecnológicas exigidas por uma produção cada vez mais sofisticada na área dos materiais, eletrônicos e sistemas de segurança e por outro lado, identificar as áreas de especialização na qual seria líder em um mercado global. O programa de refinamento e melhoria no controle de qualidade foi um fator estratégico que trouxe o crescimento e sucesso da Fiat Aviazione durante estes anos.

Fiat Avio Com a mudança do nome da empresa para Fiat Avio em 1989, a empresa de Turim colaborou com o projeto e fabricação de sistemas de propulsão para o Panavia Tornado e Harrier Jump Jet no setor militar, e com a Boeing e Airbus no setor civil.

Em 1997, a aquisição da parte da Alfa Romeo Avio da Finmeccanica foi chave para o projeto estratégico nacional que visava reduzir a fragmentação excessiva das empresas italianas, aumentando assim a competitividade através de sinergias mais sistemáticas.

Produtos Aeronaves Fiat AN.1 Fiat APR.2 Fiat AS.1

Giuseppe Gabrielli

Aldo Guglielmetti Fiat BGA

Celestino Rosatelli

Helicópteros Fiat 7002

Motores aeronáuticos

Ver também Aeritalia Alenia Aeronautica

Bibliografia

Categoria:Fiat Categoria:Fabricantes de aeronaves da Itália Categoria:Fabricantes de aeronaves extintas Categoria:Empresas extintas da Itália