Diana Policarpo (Lisboa, 1986) é uma compositora e artista multimédia portuguesa. Em 2019, venceu o Prémio EDP Novos Artistas, um reputado galardão para artistas emergentes em Portugal.

Atualmente reside e trabalha entre Londres, Reino Unido e Lisboa, Portugal.

Percurso Cresceu numa casa de pais músicos.

Estudou música no Conservatório Nacional durante a sua infância. Mais tarde, prosseguiu os estudos em artes plásticas e escultura na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.

Entre 2010 e 2013, frequentou a Goldsmiths College em Londres, Reino Unido, onde obteve um mestrado em Belas Artes. Policarpo permaneceu na capital britânica durante dez anos, tendo regressado a Portugal em 2019.

Obra Segundo a própria, a sua obra tem um carácter político. O seu trabalho incorpora elementos de várias disciplinas, nomeadamente música, som, escultura e arquitectura.

A exploração da voz, percussão e ritmo é central para a sua prática artística e resulta na criação de personagens para gravações e performances. O seu trabalho apela a questões relacionadas com o que é individual, misticismo e música, em relação às nossas necessidades (materiais ou ideológicas) básicas.

As suas performances e instalações investigam relações de poder, de cultura popular e política de género, examinando as questões da vulnerabilidade e empoderamento em actos de auto-exposição num contexto capitalista e aproxima a estruturação rítmica do som como um material tátil dentro da construção social da ideologia esotérica.

Em "Death Grip", a instalação multimédia criada no âmbito da exposição EDP Novos Artistas 2019, que esteve patente no MAAT, inspirou-se na relação entre o natural e o artificial. A obra foi idealizada durante uma residência artística na Índia, e é inspirada na exploração do fungo parasita Ophiocordyceps sinensis.

A exposição "Nets of Hyphae" (com curadoria de Stefanie Hessler - Diretora da Kunsthall Trondheim), é simultaneamente sensorial e investigativa, dando continuidade à investigação da artista acerca do parasita Ophiocordyceps sinensis encontrado em zonas de grande altitude na Índia e no Nepal e das consequências globais e locais da procura e extração deste fungo.

Exposições individuais

GNRtion – BoCA 2019, Braga, Portugal (Abril 2019); Belo Campo / Galeria Francisco Fino, Lisboa, Portugal (2018); Kunstverein Leipzig, DE (2017), lAB Artists Unlimited, Bielefeld, Alemanha (2016); Xero, Kline & Coma, Londres, Reino Unido (2015) e Kunsthalle Baden-Baden, Alemanha (2014)

Exposições colectivas

ARCO Madrid 2019, Madrid, Espanha (Fevereiro 2019); Chiado 8, Lisboa, Portugal (2018); Galeria Municipal do Porto, Portugal (2018), Galeria Francisco Fino, Lisboa, Portugal (2017); Tenderpixel Gallery, Londres, Reino Unido (2017); Mars Gallery, Melbourne, Austrália (2017); North Gallery, New Castle,Reino Unido (2016); Peninsula Gallery, Nova Iorque, USA (2015); W139, Amesterdão, Holanda (2015), AN/DOR, Londres, Reino Unido (2014); Almanac, Londres, Reino Unido (2013)

Reconhecimentos e Prémios

Prémio Novos Artistas - Fundação EDP - MAAT (2019)

Bolsa Shelah Cluett Trust (2019)

Bolsa Fundação Calouste Gulbenkian (2017)

Bolsa Fundação Calouste Gulbenkian (2015)

Referências

Ligações Externas

Blogue da artista Diana Policarpo Soundcloud da artista Diana Policarpo

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