o Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI) foi uma entidade que prestou serviços de assessoria, documentação e publicação para diversos segmentos do movimento social engajados no processo de transformação sócio-política para a criação de uma sociedade justa, fraterna e igualitária.

História

Entre 1964 e 1965, foi criado o Centro Evangélico de Informação (CEI), por pessoas ligados à Confederação Evangélica do Brasil, afastados de suas igrejas após o golpe civil-militar de 1964.

Em 1968, devido à integração de católicos, a entidade passou a ser denominada como: "Centro Ecumênico de Informação" e, em 1974, passou a ser denominar como: Centro Ecumênico de Documentação e Informação CEDI.

Sua sede inicial foi no Rio de Janeiro, depois foi criada uma subsede em São Paulo.

A partir de 1965, publicou o Boletim CEI que divulgava notícias com uma postura crítica em relação à conjuntura política brasileira e à responsabilidade social das igrejas, relevando um ecumenismo comprometido com a justiça social.

As notícias e artigos versavam sobre: as inúmeras injustiças contra posseiros, índios, migrantes e tantos outros atores sociais; as arbitrariedades praticadas pelos órgãos de “segurança”; reforma agrária; teologia; ecumenismo; direitos trabalhistas de grevistas; direitos humanos, etc.

O periódico fora idealizado por um pequeno grupo protestante de quinze pessoas que pretendia, entre outras coisas, “conscientizar” as igrejas brasileiras para a necessidade da adoção de um “cristianismo ecumênico”, mais envolvido com os problemas sociais de sua época, sobretudo, com a questão da “opressão sobre pobres”.

Tal modalidade de cristianismo era definido como um “cristianismo encarnado”. A nota da equipe do CEI acerca do perfil de sua publicação, publicada no centésimo número do de seu “Boletim”, em Março de 1975, dizia:

Nos anos de 1977 e 1978, foram publicados dois suplementos sobre educação popular.

Depois passou a publicar os "Cadernos CEDI" destinada aos agentes pastorais e da educação popular.

A partir de 1979, o Boletim CEI transformou-se na Revista "Tempo e Presença", que teve Jether Ramalho como editor.

Manteve forte articulação com outros organismos brasileiros, latino-americanos e mundiais, entre eles: o Instituto Superior de Estudos da Religião (ISER), no Rio de Janeiro; a Coordenadoria de Ecumênica de Serviço (CESE), em Salvador; o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), no Rio Grande do Sul; o Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP), em São Paulo; e o Movimento Igreja e Sociedade na América Latina (ISAL), financiado pelo Conselho Mundial de Igrejas.

Desse modo, conseguiu divulgar, em vários países os princípios da educação popular e da pedagogia de Paulo Freire.

Em 1994, o CEDI desdobrou-se em quatro outras instituições: Ação EducativaTendo como berço a educação popular, a Ação Educativa fez sua história conectando a educação com a cultura e reconhecendo os/as jovens como sujeitos de direitos., acesso em 10/01/2020.; Instituto Sócio- Ambiental (ISA)o ISA, acesso em 26/01/2021.; Núcleo de Estudos e Trabalho e Sociedade (NETS); e KoinoniaHistória, acesso em 26/01/2021.

Dessas quatro instituições, apenas o NETS teve vida breveCEDI - Centro Ecumênico de Documentação e Informação, acesso em 10/01/2020.FERMENTO DA MASSA ECUMENISMO EM TEMPOS DE DITADURA MILITAR NO BRASIL, 1962-1982, acesso em 13/01/2020..

Categoria:Ecumenismo protestante