Juliana de Almeida e Oyenhausen (Viena, 20 de agosto de 1782 – São Petersburgo, 2 de novembro de 1864), também conhecida como Júlia Stroganova e Juliena Fila foi uma nobre e dama de companhia portuguesa.
Biografia
Juliana Maria Luísa Carolina de Oyenhausen de Almeida nasceu a 20 de agosto de 1782 em Viena, filha do diplomata Karl von Oyenhausen-Gravenburg e de Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre (4.ª Marquesa de Alorna). O seu pai era o embaixador português na corte da imperatriz Maria Teresa.
Casou-se com Aires José Maria de Saldanha Albuquerque Coutinho Matos e Noronha, 2.º Conde de Ega, em 1800, "por imposição da sua mãe".
Na Guerra Peninsular é acreditada de interceder com o marido pelas vidas de portugueses condenados à morte pelo invasor, como Bernardo Lobato (irmão de Francisco) e os nove fuzilados do Borlão, mas o seu marido torna-se colaborador dos invasores, sendo nomeado para ministro de um governo-fantoche em preparação. Durante as invasões francesas é acreditada de adultério com o general Junot, tanto de boatos ingleses como de portugueses, o que a irmã negaria, até em privado. O casal refugia-se em Paris após a Convenção de Sintra, com a retirada das tropas da invasão.
Com dificuldades financeiras e próximos a Laura Junot, mulher do general, é ao casal acusada ajuda concedida pelo próprio Napoleão, cartas do conde revelando a esperança de sucessos franceses em Portugal. O seu marido é declarado traidor por Portugal em 1811, ano em que Juliana o terá abandonado. O conde seu marido é perdoado em 1821. Por sua vez, Juliana ainda tentou justificar-se num processo interposto no Juízo da Inconfidência, mas não voltaria a ter condições para voltar a Portugal. esquerda|miniaturadaimagem|182x182px|Condessa Júlia Stroganova, por Jean Baptiste Isabey. Posteriormente casou-se "em segundas núpcias" em Dresden com o Conde Grigory Alexandrovich Strogonoff, alto escalão da nobreza russa, após a morte da primeira mulher deste. Haviam-se conhecido em Madrid quando o seu prévio marido era lá diplomata, e reencontrado em Paris em março de 1809, seguindo ambos pouco depois para as termas de Aquisgrano, o que viria a fazê-la "sentir-se como uma estranha na sua própria casa". Neste período, Strogonoff teria uma filha, Idália Maria de Oberto, de prévia amante,Alexandra Osipovna Smirnova-Rosset Memórias. Cartas. 1990. — p. 130. — ISBN 5-253-00072-0 segundo uma carta de Juliana para sua irmã, de outubro de 1824. "tenho uma amiga a morar comigo, filha de uma mulher que ele conheceu antes de sua nomeação para a Espanha. O nome dela é tão lindo quanto ela: Idália."
Morreu em 2 de novembro de 1864 e foi sepultada na Igreja Católica de Tsarskoye Selo.
Bibliografia
NORTON, José Juliana - Condessa de Stroganoff, Filha da marquesa de Alorna: A vida da portuguesa mais influente da Europa no Século XIX (2012). Lisboa: Livros d'Hoje.
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