A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) propôs um plano de proteção aos bens culturais do mundo, através do Comité sobre a Proteção do Património Mundial Cultural e Natural, aprovado em 1972. Esta é uma lista do Patrimônio Mundial existente na Palestina, especificamente classificada pela UNESCO e elaborada de acordo com dez principais critérios cujos pontos são julgados por especialistas na área. O Estado da Palestina, que ocupa uma região de rico legado cultural deixado por vários povos árabes que a ocuparam ao longo da história, ratificou a convenção em 8 de dezembro de 2011, tornando seus locais históricos elegíveis para inclusão na lista.
Local do nascimento de Jesus: a Igreja da Natividade e a Rota de Peregrinação em Belém foi o primeiro sítio da Palestina desginado como Patrimônio Mundial pela UNESCO por ocasião da 36ª Sessão do Comité do Patrimônio Mundial, realizada em São Petersburgo (Rússia) em 2012. Desde a mais recente inclusão na lista, a Palestina totaliza 6 sítios listados como Patrimônio Mundial da UNESCO, sendo todos estes bens de interesse Cultural. Por conta da instabilidade política e dos incessantes conflitos armados na região, os sítios Battir, Hebrom e Sebastia foram incluídos na Lista do Patrimônio Mundial em perigo em 2014, 2017 e 2026, respectivamente.
O sítio Cidade Antiga de Jerusalém e seus Muros não é listado pela UNESCO como sendo localizado em nenhum Estado-membro específico, sendo que o status final de sua localização depende de negociações entre os governos de Israel e Palestina; o local também figura na lista do Patrimônio Mundial em perigo desde 1982. No entanto, de acordo com as resoluções adotadas pelas Nações Unidas e suas agências especializadas - o que inclui a UNESCO e todos os seus diretórios regionais - Jerusalém Ocidental permanece parte integrante do território ocupado da Palestina.
Bens culturais e naturais O Estado da Palestina conta atualmente com os seguintes lugares declarados como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO: border|250pxBem cultural inscrito em 2012.Localização: Belém border|250pxBem cultural inscrito em 2014, em perigo desde 2014.Localização: Cisjordânia border|250pxBem cultural inscrito em 2014, em perigo desde 2017.Localização: Hebrom border|250pxBem cultural inscrito em 2023.Localização: Jericó border|250px|Ruínas do Monastério de Santo Hilarião, em Nuseirat. Bem cultural inscrito em 2024. Localização: Deir al-Balah border|250x250px|Sítio arqueológico de Sebastia|alt=Ruínas arqueológicas de construção de pedra em Sebastia, Palestina.Bem cultural inscrito em 2026, em perigo desde 2026.Localização: Nablus Lista Indicativa Em adição aos sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial, os Estados-membros podem manter uma lista de sítios que pretendam nomear para a Lista de Patrimônio Mundial, sendo somente aceitas as candidaturas de locais que já constarem desta lista. Desde 2020, o Estado da Palestina conta com 14 locais na sua Lista Indicativa.
Sítio Imagem Local Ano Dados UNESCO Descrição Monte Gerizim e os Samaritanos Nablus2012Cultural: (iii)(vi)O Monte Gerizim, ou Jebel et-Tor, é a montanha sagrada dos samaritanos há milhares de anos. Consiste em três picos, o cume principal, a ampla colina plana ocidental e Tell er-Ras ao norte. Têm sido tradicionalmente identificado como um local demarcado com a bênção divina, uma reivindicação que - na crença samaritana - anula o caráter sacro do Templo de Jerusalém. No cume, há uma rocha que os samaritanos acreditam ser o lugar onde Abraão estave prestes a sacrificar seu filho Isaque. Qumran: Cavernas e monastérios dos Manuscritos do Mar Morto 150x150px Hebrom 2012Cultural: (iii)(iv)(vi)O local, identificado por alguns estudiosos como a bíblica "Cidade do Sal", foi ocupado principalmente durante o período greco-romano (150 a.C.-68 d.C.) pelos essênios, uma seita religiosa que vivia isolada nesta região a oeste do Mar Morto. Qumran tornou-se internacionalmente conhecida em 1947 como local de descoberta dos Pergaminhos do Mar Morto. el-Bariyah: natureza e monastérios 150x150pxJericó2012Cultural: (i)(ii)(iii)A maior parte da área de el-Bariyah é classificada como parte da região Irano-turaniana, sendo um habitat montanhoso e desértico. Essencialmente, um planalto de calcário sem árvores, de solo fino e em erosão dramática é dissecado por wadis que drenam em direção ao Mar Morto. Wadi Natuf e a Gruta de Shuqba 150x150pxRamala e Al Bireh2013Cultural: (ii)(iii)(iv)A caverna, formada por atividades cársticas, foi descoberta para o mundo científico por Alexis Mallon em 1924. Foi escavada em 1928 por Dorothy Garrod, que descobriu a evidência de uma cultura pré-agrícola tardia da Idade da Pedra até então não reconhecida, que foi nomeada depois como "Cultura natufiana". Cidade Antiga de Nablus e seu entorno 150x150pxNablus2012Cultural: (ii)(iv)Tell Balata, identificado com a antiga Siquém, representa o primeiro assentamento na área de Nablus. Está localizada na entrada leste da atual Nablus, entre os montes Ebal e Gerizim. Siquém foi mencionada nos textos de execração egípcios e na estela Sebek-Khu do século XIX a.C. Foi mencionada também nas Cartas de Amarna no século XIV a.C. como um importante centro cananeu. Aldeias do trono 150x150px|Aldeias do trono 2013Cultural: (iii)(iv)As aldeias do trono representam um horizonte arquitetônico homogêneo, confinado ao planalto central da Palestina. Durante os séculos XVIII e XIX, essas terras altas foram divididas em vinte e quatro domínios administrativos (xecados), governados por xeques que pertenciam a famílias nobres. As aldeias em que os xeques e seus clãs residiam eram chamadas de "aldeias do trono". Porto de Anthedon 150x150px|Porto de Anthedon Gaza 2012 Cultural: (ii)(iv) Anthedon é o primeiro porto marítimo conhecido de Gaza, mencionado na literatura islâmica com os nomes de Tida, aparentemente uma abreviação de Blakhiyeh. A cidade foi habitada de 800 a.C. a 1.100 d.C. e abrigou uma série de diferentes culturas: neo-assírios, babilônicos, persas, gregos, romanos, bizantinos e os primeiros mouros islâmicos (omíadas, abássidas, tulúnidas e fatímidas). Local de batismo Eshria'a (al-Maghtas) 150x150px|Qasr el Yahud Jericó 2015 Cultural: (iii)(iv)(vi) O vale está situado na margem ocidental do rio Jordão, na província palestina de Jericó e próximo a diversas outras localidades históricas. O local do sítio proposto é creditado como o local exato do batismo de Jesus de Nazaré e, portanto, um dos locais de maior sacralidade dentro da tradição cristã. A margem oriental do rio na mesma região já figura como o sítio listado Betânia do Além-Jordão, integrante do Patrimônio Mundial na Jordânia. Palácio de Hisham 150x150px|Palácio de Hisham Jericó 2020 Cultural: (i)(ii) O sítio proposta abrange uma área de intensa atividade arqueológica que data do século VIII, quando uma fortaleza foi originalmente erguida por ordem de Hixame ibne Abedal em nome do Califado Omíada. Concebido como um palácio de veraneio para os califas, o complexo arquitetônico passou por profundas transformações de restauro após um terremoto em 749. O prédio é um dos mais antigos exemplares das janelas em formato de estrela que se tornaram um marco arquitetônico da região de Jericó ao longo da história.
Ver também Lista do Patrimônio Mundial em Israel Lista do Patrimônio Mundial na Síria Reconhecimento internacional do Estado da Palestina
Ligações externas
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