Um íman permanente é um corpo constituído por um material ferromagnético duro — como o neodímio, a ferrite, a liga de samário e cobalto ou a liga de alnico — que possui a capacidade intrínseca de gerar e manter um campo magnético constante e autónomo, sem que para isso necessite de uma fonte externa de energia ou de corrente elétrica. O fenómeno físico na base do seu funcionamento assenta no alinhamento paralelo e permanente dos spins eletrónicos e dos momentos magnéticos microscópicos dentro de regiões específicas chamadas domínios magnéticos, os quais, após serem submetidos a um campo de magnetização exterior intensíssimo durante o seu fabrico, permanecem orientados na mesma direção mesmo após a remoção desse estímulo. Do ponto de vista técnico e macroscópico, estes dispositivos caracterizam-se por uma elevada remanência, que dita a intensidade do fluxo magnético retido, e por uma alta coercividade, que representa a sua resiliência e resistência à desmagnetização provocada por impactos mecânicos, campos inversos ou variações térmicas severas que superem a sua temperatura de Curie. Historicamente derivados da magnetite natural, os ímanes permanentes modernos evoluíram substancialmente com a introdução dos compostos de terras-raras na segunda metade do século XX, permitindo uma miniaturização sem precedentes e tornando-se componentes fulcrais na engenharia contemporânea, com aplicações vitais que transcendem os simples fechos magnéticos e se estendem aos motores de veículos elétricos, geradores de energia eólica, dispositivos de armazenamento de dados e equipamentos médicos de ressonância magnética nuclear.
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