Shock é um filme noir estadunidense de 1946, dos gêneros suspense psicológico e mistério, dirigido por Alfred L. Werker, estrelado por Vincent Price e Lynn Bari, e coestrelado por Frank Latimore e Anabel Shaw. O roteiro de Eugene Ling e Martin Berkeley foi baseado em uma história de Albert DeMond.

A trama retrata a história de uma mulher psicologicamente perturbada que é internada em um hospital psiquiátrico pelo homem que ela testemunhou cometer um assassinato.

A ausência de renovação dos direitos autorais originais do filme resultou na sua entrada em domínio público, permitindo que praticamente qualquer pessoa pudesse duplicar e vender cópias em VHS e em DVD. Por isso, muitas das versões disponíveis no mercado são severamente editadas e/ou de qualidade extremamente ruim, já que foram duplicadas de cópias de segunda ou terceira geração do filme.

Sinopse Janet Stewart (Anabel Shaw) faz o registro de entrada em um hotel para encontrar seu marido Paul (Frank Latimore), que está retornando da Segunda Guerra Mundial. No entanto, ele se atrasa, e durante a espera, ela testemunha um assassinato. Profundamente abalada emocionalmente, Janet entra em estado de choque, e o médico do hotel, ao perceber sua fragilidade, chama o renomado psiquiatra Dr. Richard Cross (Vincent Price), que percebe que Janet o viu assassinar sua esposa. Para manter seu segredo seguro e evitar que ela revele o que sabe, Cross convence Paul a permitir que ele leve Janet para observação em seu hospital psiquiátrico. Lá, com a ajuda de sua amante, a enfermeira Elaine Jordan (Lynn Bari), Cross mantém a mulher medicada e confusa. Apesar das dificuldades, Janet precisa encontrar uma maneira de provar sua sanidade antes que seja tarde demais.

Elenco Vincent Price como Dr. Richard Cross Lynn Bari como Elaine Jordan Frank Latimore como Tenente Paul Stewart Anabel Shaw como Janet Stewart Stephen Dunne como Dr. Stevens (creditado como Michael Dunne) Reed Hadley como O'Neil Renee Carson como Sra. Hatfield Charles Trowbridge como Dr. Franklin Harvey Não-creditada Ruth Clifford como Sra. Margaret Cross

Produção O filme seria originalmente dirigido por Henry Hathaway.

Recepção Após seu lançamento, o filme gerou uma controvérsia considerável por causa de sua descrição da terapia por choque insulínico. Bosley Crowther, em sua crítica para o The New York Times, condenou o tratamento irresponsável do filme em relação à psiquiatria e psicoterapia. Com a produção vindo no rastro da Segunda Guerra Mundial, na qual diversas pessoas se encontravam em estado de choque e conseguiam se beneficiar do tratamento de suas ansiedades, ele escreveu: "Há milhares de veteranos cujas experiências durante a guerra os tornaram mais ou menos necessitados de psicoterapia ... A confiança no médico é de vital importância ... um filme como Shock gera exatamente o oposto em mentes perturbadas e suspeitas". Crowther também pediu ao "observador crítico para protestar de forma inequívoca" contra o "desserviço social" do filme em fomentar a "apreensão contra o tratamento de distúrbios nervosos", lamentando a falta de consideração para com aqueles que necessitam de tratamento, evidenciada pelo produtor Aubrey Schenck e pela 20th Century-Fox. Diversos profissionais da saúde também protestaram.

Philip K. Scheuer, para o Los Angeles Times, não se incomodou com a produção, chamando-a de "filme B nominal", cujo roteirista "Eugene Ling e o diretor Alfred Werker imbuíram ... de um suspense nível A". Jonathan Malcolm Lampley escreveu em seu livro "Women in the Horror Films of Vincent Price" que o papel dele no filme "antecipa os médicos e cientistas loucos que Price frequentemente retrataria em sua carreira posterior".

O presidente da Associação Americana de Psiquiatria afirmou que o filme era "inadequado e indesejável para ser mostrado ao público em geral, e causará muitos danos". Protestos semelhantes foram recebidos da Sociedade de Psiquiatria Clínica e da Academia de Medicina, ambas de Nova Iorque. Os censores de algumas cidades deletaram todas as referências ao tratamento por choque insulínico presentes no filme. O Dr. Manfred Sakel, que descobriu esse tipo de tratamento, viu o filme e chamou-o de "estúpida e terrivelmente prejudicial à psiquiatria".

Notas

Bibliografia

Ligações externas

Categoria:Filmes dos Estados Unidos de 1946 Categoria:Filmes dirigidos por Alfred L. Werker Categoria:Filmes com trilha sonora de David Buttolph Categoria:Filmes noir Categoria:Filmes de suspense dos Estados Unidos Categoria:Filmes de suspense da década de 1940 Categoria:Filmes de mistério dos Estados Unidos Categoria:Filmes de mistério da década de 1940 Categoria:Filmes sobre assassinatos Categoria:Filmes sobre crimes Categoria:Filmes sobre a Segunda Guerra Mundial Categoria:Filmes ambientados em hospitais psiquiátricos Categoria:Filmes em preto e branco Categoria:Filmes em língua inglesa Categoria:Filmes da 20th Century Studios