O segundo governo de Nicolás Maduro iniciou em 10 de janeiro de 2019, quando ele se empossou perante o Tribunal Supremo de Justiça para o período 2019–2025, após vencer as controversas eleições presidenciais de 2018, realizadas pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), com uma abstenção de 68% do eleitorado registrado. O processo eleitoral foi amplamente denunciado como fraudulento por opositores, pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pela maioria dos países da América Latina.
Durante este período, Maduro enfrentou a crise presidencial, em que Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, foi declarado presidente interino e reconhecido por cerca de 60 países. A crise resultou em grandes protestos contra o governo.
Seu segundo mandato encerrou-se em 10 de janeiro de 2025, com a posse para um terceiro mandato, após as controversas eleições presidenciais de 2018. A Venezuela passou por um turbulento período ditatorial com este ditador, ao qual foi deposto no dia 3 de janeiro do ano de 2026, preso e processado para definição de pena e prosseguimentos legais.
Política legislativa
O PSUV consolidou o controle político, dominando a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) de 2017 a 2020. A ANC, convocada por Maduro para reformar a Constituição de 1999, terminou sem propor alterações. Em 2020, após o boicote da oposição às eleições legislativas, o PSUV também assumiu o controle da Assembleia Nacional.
Situação social
A crise humanitária se intensificou, com cerca de 7 milhões de venezuelanos emigrando até 2021.
Economia e energia
O governo enfrentou a maior hiperinflação da história venezuelana, agravada pela crise econômica. Durante o período, o uso da criptomoeda Petro foi abandonado, e o país vivenciou a maior crise petrolífera e o pior apagão nacional de sua história em 2019.
Política externa
Maduro manteve alianças com países como Cuba, China, Rússia, Irã e Turquia, enquanto relações diplomáticas foram rompidas e, em alguns casos, restabelecidas com nações como Brasil (2022), Colômbia (2022) e Paraguai (2023). Em março de 2020, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos emitiu uma ordem de captura contra Maduro por acusações de narcotráfico, oferecendo uma recompensa de 15 milhões de dólares.
Controvérsias
Tem estado caracterizado por más relações com sua oposição. Durante seu mandato têm sido intervindos os partidos COPEI (2015-2019), Ação Democrática (2020), Primeiro Justiça (2020), Vontade Popular (2020), Movimiento Republicano (2020), Tupamaro (2020), Pátria Para Todos (2020), Compromiso País (2020), Nueva Visión para mi País (2020) e o Partido Comunista de Venezuela (2023). Henri Falcón denunciou o mesmo para o partido Avançada Progressista (2022). Segundo a oposição, as violações aos direitos humanos têm evidenciado o totalitarismo do governo venezuelano e a busca de um partido único ou uma oposição controlada no país.
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