Aspacures II (; ) foi um príncipe da dinastia cosroida que tornar-se-ia rei (mefe) do Reino da Ibéria de ca. 363 a 365. Era o segundo filho de e sua esposa Nana.
Nome
Aspacures é a forma latina registrada por Amiano Marcelino (XXVII.12.16) do georgiano Varaz-Bacur (, Varaz-Bakur). Varaz derivou do persa médio e parta Varaz (), que por sua vez derivou do avéstico Varaza (Warāza, "javali selvagem"). Foi registrado em latim como Varazes, em armênio como Varaz (), em grego como Barazes (, Barázēs), Uarazes (, Ouarázēs) e Guraz (, Gouraz). Por sua vez, Bacur derivou do iraniano médio Pacur (Pakur), que por sua vez derivou do iraniano antigo Baguepur (bag-puhr), "filho de um deus". Foi citado em latim e grego como Pácoro (; , Pákoros, Pakṓros, Pachoros), Pacores (, Pakorēs), Pácuro (, Pákouros), Pacúrio (; , Pakoúrios) ou Bacúrio (; , Bakoúrios), em armênio () como Bacur (Bakur), em siríaco como Pacor (, Paqor), em gandari como Pacura (𐨤𐨐𐨂𐨪) e em aramaico como Pacur (, pkwry).
Vida
Aspacures era o filho mais novo de e sua esposa Nana e irmão de . De acordo com Amiano Marcelino, no rescaldo da Paz de Nísibis de 363 assinada entre o Império Romano e o Império Sassânida, Aspacures foi feito rei da Ibéria pelo xainxá após a derrubada de seu sobrinho . Sua descrição como "homem ímpio e odiador da fé" pelo cronista georgiano Leôncio de Ruissi é significativa a esse respeito, pois implicava suas simpatias religiosas do zoroastrismo e conotava sua orientação política pró-iraniana. Morreu em 365 e foi sucedido por seu filho .
Bibliografia
Categoria:Mefes cosroidas do Reino da Ibéria Categoria:Partas do século IV