miniatura|"Sua Alteza dentro de Fitz" (em inglês: His Highness in Fitz): caricatura de 1786 satirizando o então Príncipe de Gales, futuro rei Jorge IV, e sua amante, Maria Fitzherbert, em um ato sexual. miniatura|Charles III, então Príncipe de Gales, e Camilla Shand. O relacionamento extraconjugal entre os dois ganhou notoriedade internacional na década de 1990 e esteve no centro da crise que marcou o casamento de Charles com Diana Spencer, que terminou em divórcio em 1996. Esta é uma lista de amantes da realeza britânica desde a formação do Reino da Grã-Bretanha, por meio do Tratado de União de 1707, até o presente. Estão listados amantes reais, mulheres ou homens, de monarcas, príncipes e duques britânicos. Apenas indivíduos citados em documentos oficiais, testamentos, julgamentos ou mencionados em obras biográficas como amantes reais estão incluídos. Personalidades apontadas pela imprensa rosa ou por tabloides não aparecem na lista
A prática de monarcas possuírem amantes reais foi comum durante séculos na história da Grã-Bretanha. Por muito tempo, era hábito que membros da realeza desposassem somente seus pares. De modo que, enquanto os cônjuges dos monarcas desempenhavam um papel institucional e dinástico, o envolvimento de caráter puramente romântico era reservado às amantes. No entanto, ao longo da história, muitos amantes reais exerceram influência sobre o monarca, estendendo-se até mesmo aos assuntos de Estado.
Lista de amantes reais
Ana da Grã-Bretanha NomeImagemNotaReferência 100px Tornou-se amante da rainha Ana após sua chegada à corte, em julho de 1708. Apesar de historiadores modernos concluírem que existia uma relação sexual entre Ana e Abigail, muitos rejeitam essa análise e a tratam como propaganda whig. ; ;
Jorge I da Grã-Bretanha NomeImagemNotaReferência Melusine von der Schulenburg 100px Ela se tornou amante do rei Jorge I em 1691; eles tiveram três filhas, Anna Luise Sophie, Petronilla Melusina e Margarethe Gertrud, que nunca foram reconhecidas publicamente.
Jorge II da Grã-Bretanha NomeImagemNotaReferência Henrietta Howard 100px Henrietta conheceu e tornou-se amante do futuro rei Jorge II, sendo nomeada camareira de sua esposa, a princesa Carolina de Ansbach. Em 1723, o príncipe fez um acordo financeiro com o marido de Henrietta em troca de seus serviços como amante real. Herman, Eleanor (2005). Sex with Kings: 500 Years of Adultery, Power, Rivalry, and Revenge. An Old, Dull, Deaf, Peevish, Beast: William Morrow Paperbacks. pp. 63-65. ISBN 0060585447. Amalie von Wallmoden 100px Foi amante do rei Jorge II entre meados de 1730 e a morte do monarca, em 1760, e acredita-se que ele tenha sido o pai de seu filho Johann Ludwig von Wallmoden. Beauclerk-Dewarre, Peter; Roger Powell (2006). Right Royal Bastards: The Fruits of Passion. Burke's Peerage & Gentry. p. 79. ISBN 0-9711966-8-0.Schade, Richard E.; Herbert Rowland (2000). Lessing Yearbook: 1999. Wayne State University Press. p. 257. ISBN 0-8143-2930-6.
Frederico, Príncipe de Gales NomeImagemNotaReferência Jane Hamilton era amante do Príncipe de Gales, além de Primeira Dama do Quarto de Dormir e Guardiã da Bolsa Privada de Augusta de Saxe-Gota, esposa do príncipe. Anne Vane 100px O Príncipe de Gales fez de Vane sua amante em 1729 e a reconheceu publicamente em uma recepção em sua casa na Soho Square. Matthew Kilburn, ‘Vane, Anne (d. 1736)’, Oxford Dictionary of National Biography, Oxford University Press, 2004; online edn, May 2008 accessed 19 Feb 2017 John Hervey 100px O Príncipe de Gales e Hervey mantiveram relações sexuais desde a chegada do príncipe à Grã-Bretanha, em 1729, e chegaram a compartilhar a mesma amante, Anne Vane (acima). Hervey também manteve um relacionamento amoroso com a irmã do príncipe, a princesa Carolina da Grã-Bretanha. Sussex Record Office. 941/47/4. John Hervey to Stephen Fox, 26th August 1731.Browning, Reed. “Hervey, John, second Baron Hervey of Ickworth (1696-1743), courtier and writer.” In Oxford Dictionary of National Biography. Oxford: Oxford University Press, 2004-. Accessed 14th June 2021, https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/odnb-9780198614128-e-13116.Van der Kiste, p. 115
Guilherme Henrique, Duque de Gloucester e Edimburgo NomeImagemNotaReferência 100px Walpole foi amante do Duque de Gloucester, irmão mais novo do rei Jorge III, desde 1764, casando-se secretamente com ele em 1766. Esse casamento, assim como o de outro irmão seu, o Duque de Cumberland, levou à criação do Decreto de Casamentos Reais de 1772, que exigia que todos os descendentes do rei Jorge II obtivessem autorização do soberano antes de se casar. Contudo, essas regras não tinham efeito retroativo, por isso o casamento de Maria com Guilherme Henrique foi considerado legal pelo Parlamento. "Prince William Henry, Duke of Gloucester and Edinburgh". Oxford Dictionary of National Biography (online ed.). Oxford University Press. doi:10.1093/ref:odnb/29456
Henrique, Duque de Cumberland e Strathearn NomeImagemNotaReferência 100px Luttrell foi amante do Duque de Cumberland, irmão mais novo do rei Jorge III, e casou-se em segredo com ele em 1771. Este casamento levou à criação do Decreto de Casamentos Reais de 1772, que exigia que todos os descentes do rei Jorge II pedissem autorização ao rei antes de se casar. Contudo, estas regras não tinham efeitos retroactivos, por isso o casamento de Ana com Henrique foi considerado legal pelo parlamento.
Jorge IV do Reino Unido NomeImagemNotaReferência Maria Fitzherbert 100px Fitzherbert, já duas vezes viúva e católica, foi apresentada ao Príncipe de Gales na primavera de 1784. A partir de então, Fitzherbert e o príncipe tornaram-se amantes. Em 1785, eles contraíram secretamente um casamento que era inválido sob a lei civil inglesa, pois seu pai, o rei Jorge III, não havia consentido, e porque o Decreto de Estabelecimento de 1701 proibia casamentos entre membros da família real britânica e católicos. Em 1794, após muita pressão, o príncipe informou Fitzherbert por carta que seu relacionamento havia terminado, pois estava sendo obrigado a casar-se com a princesa Carolina de Brunsvique. Em 1798, o príncipe tentou uma reconciliação, mas Fitzherbert não estava interessada. Quando já era rei, Jorge IV ofereceu a Fitzherbert o título de "Duquesa", que ela recusou, causando a revolta do rei. Quando Jorge IV encontrava-se moribundo, Fitzherbert reconciliou-se com ele e, após sua morte, vestiu trajes de viúva. Mary Robinson 100px Poetisa e atriz, Robinson atraiu a atenção do jovem Príncipe de Gales, mais tarde rei Jorge IV, em 1779, durante a apresentação da peça Conto do Inverno, na qual interpretava a personagem Perdita. Ele ofereceu-lhe 20.000 libras para que ela se tornasse sua amante. Robinson foi a primeira amante pública de Jorge IV enquanto ele ainda era Príncipe de Gales. O caso com o príncipe terminou em 1781, mas a quantia oferecida a Robinson nunca foi integralmente paga. Ela recebeu uma pensão da Coroa — embora raramente paga — em troca de algumas cartas escritas pelo príncipe. Após seu relacionamento com o jovem príncipe, Robinson tornou-se famosa por seus passeios em carruagens extravagantes e pela percepção de celebridade que tinha junto ao público. Grace Elliott 100px Casada com Sir John Eliot, médico do Príncipe de Gales, Grace conheceu Jorge em 1782, mesmo ano em que se tornaram amantes e supostamente tiveram uma filha ilegítima, Georgiana Augusta Frederica Seymour. O príncipe apresentou-a ao seu amigo, o Duque de Orleães, em 1784, e, em 1786, Eliot fixou residência permanente em Paris, tornando-se uma das amantes reconhecidas do duque. Durante esse período, Eliot também envolveu-se com o Duque de Fitz-James e com o Príncipe de Condé. Major, Joanne; Murden, Sarah (2016), An infamous mistress: the life, loves and family of the celebrated Grace Dalrymple Elliott, Pen & Sword History, ISBN 1473844835.Elizabeth Sarah Villa-Real Gooch, Mrs (1792), The life of Mrs. Gooch, London, The authoress, OCLC 5398468 Frances Villiers 100px Foi uma das mais notáveis entre as muitas amantes do rei Jorge IV quando ele ainda era Príncipe de Gales. Tendo encorajado o príncipe a separar-se de outra amante, Maria Fitzherbert, e a casar-se com sua prima, Carolina de Brunsvique, Lady Jersey desfrutava do favor da rainha Carlota, e nem mesmo o descontentamento de Jorge III foi suficiente para ameaçar sua posição. Em 1794, foi nomeada "Senhora do Quarto" de Carolina, a nova Princesa de Gales. Por volta de 1803, sua posição anteriormente indiscutível como amante-chefe do príncipe foi desafiada por Isabella Ingram-Seymour-Conway, Marquesa de Hertford. Em 1807, Isabella substituiu Jersey como amante, fazendo com que ela perdesse sua posição na corte, da qual jamais retornaria. Martin J. Levy, 'Villiers , Frances, countess of Jersey (1753–1821)', Oxford Dictionary of National Biography, Oxford University Press, 2004; online edn, May 2008 Olga Zherebtsova 100px Nobre russa que recebeu 10.000 libras para se tornar amante do então Príncipe de Gales, futuro rei Jorge IV. Supostamente, ela deu à luz um filho do príncipe, chamado George Nord, em homenagem ao seu suposto pai. Kazimierz Waliszewski. Paul the First of Russia - The Son of Catherine the Great. Read Books, 2007. Page 413.Zubow, Valentin. Zar Paul I. Mensch und Schicksal. K. F. Koehler, 1963. Page 221.The suggestion is discussed and rejected at http://anthonyjcamp.com/page10.htm, under page 197. Isabella Ingram-Seymour-Conway 100px Descrita como "alta, bonita e elegante", ela chamou a atenção do Príncipe de Gales provavelmente em um baile ou concerto na Manchester House, a residência londrina dos Hertfords, e tornou-se sua amante. Como consequência, Jorge passou a ser um hóspede frequente em Hertford House, a residência do marquês em Londres, e em Ragley Hall, no condado de Warwickshire. Membro do Partido Tory, ela usou sua influência para persuadir o herdeiro do trono a se aproximar dos Tories e a se afastar do Partido Whig, além de utilizar sua residência londrina como sede de reuniões dos simpatizantes do partido. Por conta disso, ela foi criticada na Câmara dos Lordes e também na imprensa, devido à influência que exercia sobre o amante. Ela foi alvo de sátiras, incluindo algumas de autoria de George Cruikshank. O relacionamento de Isabella e Jorge terminou em 1819, quando ele era regente em nome de seu pai, Jorge III, após o príncipe passar a dar atenção a Elizabeth Conyngham (abaixo), que se tornou sua última amante. ElizabethConyngham 100px Foi uma cortesã e nobre inglesa, creditada como a última amante do rei Jorge IV. Casada com o futuro Marquês de Conyngham, Elizabeth, segundo o Duque de Wellington, decidiu em 1806 se tornar amante do Príncipe de Gales, o futuro rei Jorge IV. Ela provavelmente se tornou sua amante em 1819, quando ele era regente, mas só suplantou sua antecessora, Isabella Ingram-Seymour-Conway, marquesa de Hertford (acima), após Jorge tornar-se rei em 1820. A relação de lady Conyngham com o rei beneficiou sua família: seu marido foi elevado ao posto de marquês no Pariato do Reino Unido e empossado no Conselho Privado durante as honras da coroação de 1821. Ele também recebeu diversos outros cargos, incluindo o de Senhor Mordomo da Casa Real e Lorde Tenente do Castelo de Windsor. O filho do casal, Henry, foi nomeado Mestre das Vestes e Primeiro Mordomo da Corte. K. D. Reynolds, ‘Conyngham , Elizabeth, Marchioness Conyngham (1769–1861)’, Oxford Dictionary of National Biography, Oxford University Press, 2004.Henry Morse Stephens (1887). "Conyngham, Henry". In Stephen, Leslie (ed.). Dictionary of National Biography. Vol. 12. Londres: Smith, Elder & Co.
Rainha Carolina