right|thumb|Uma pintura do início do século XX, retratando Ana Bolena em uma caçada com o rei Henrique VIII |alt= Essa é uma lista de amantes da realeza do Reino da Inglaterra ( 927 – 1707). Estão listados amantes reais de monarcas ingleses histórico e bibliograficamente conhecidos. Embora geralmente usado para fazer referência a mulheres, o termo pode englobar qualquer amante do monarca, seja homem ou mulher.
Os monarcas ingleses tinham um incentivo para ter amantes, pois geralmente casavam-se por conveniência e, muitas vezes, sem amor.Montaine, 1580. Essais: De la Moderation. Além do relacionamento físico, a amante real frequentemente exercia uma profunda influência sobre o rei, estendendo-se até mesmo aos assuntos de Estado. Seu relacionamento com a rainha consorte podia ser tenso, embora geralmente as rainhas apresentavam-se como indiferentes ao assunto.Carlton, Charles. Royal Mistresses. New York: Routledge, 1990. Para amantes reais posteriores ao reinado de Guilherme III, veja Amantes da realeza britânica.
Lista de amantes reais
Henrique I de Inglaterra NomeImagemNotaReferência Sybille Corbet Corbet foi uma das sucessivas amantes do rei Henrique I, sendo, todavia, a única historicamente fundamentada. O relacionamento entre Corbet e o rei perdurou por mais de treze anos e pode ter produzido até cinco filhos. Conhecidamente, Henrique I gerou pelo menos 24 filhos ilegítimos, mais do que qualquer outro rei da Inglaterra. Phillips, Seymour (2011). Edward II. New Haven, US and London, UK: Yale University Press.
Henrique II de Inglaterra NomeImagemNotaReferência Rosamund Clifford 100px Muitas vezes chamada de "Bela Rosamund" ou "Rosa do Mundo", foi famosa por sua beleza e pelo seu caso amoroso com o rei Henrique II de Inglaterra, sendo por isso muito famosa nas lendas inglesas. Há rumores de que Rosamund foi envenenada pela esposa de Henrique II, a rainha Leonor da Aquitânia, em algumas lendas. Ainda não se sabe se o caso amoroso entre Rosamund e Henrique II gerou filhos. A questão é complicada pela dificuldade de separar os fatos da vida de Rosamund da profusão de lendas em torno dela e de seus supostos filhos. Muitos historiadores acham que Rosamund provavelmente deu ao rei apenas um filho, mas não é possível identificá-lo ou até mesmo dar uma data específica do seu nascimento. Alguns escritores modernos concordam que Rosamund não teve filhos. Isso pode significar tanto que ela não pariu, ou que nenhum de seus filhos sobreviveu por muito tempo. Archer, T. A.; Hallam, Elizabeth (2004). "Clifford, Rosamund [called Fair Rosamund]". In Matthew, H. C. G.; Harrison, B. (eds.). The Oxford Dictionary of National Biography. Oxford Dictionary of National Biography (online ed.). Oxford: Oxford University Press. pp. ref:odnb/5661. Ida de Tosny Tosny foi uma pupila real (quando uma criança de uma família na Inglaterra ou no País de Gales cujas terras eram mantidas pelo serviço dos cavaleiros ficava órfã quando ainda menor, ele ou ela tornava-se pupilo real. Até a criança atingir a maioridade, a Coroa, como guardiã, tinha direitos sobre o casamento e a educação da ala e administrava as propriedades) que tornou-se amante do rei Henrique II, sendo mãe de um de seus filhos ilegítimos, William Longespée, 3.º Conde de Salisbury. Tosny não foi a primeira pupila real inglesa a ser tomada como amante real. Aparentemente uma pupila do rei Henrique I também tornou-se amante dele e foi mãe um de seus filhos.
Eduardo II de Inglaterra NomeImagemNotaReferência Piers Gaveston 100px Ainda jovem, Gaveston causou boa impressão no rei Eduardo I, que o designou para a corte do filho, o futuro Eduardo II. A parcialidade do príncipe por Gaveston era tão extravagante que Eduardo I enviou Gaveston para o exílio, mas ele foi chamado de volta alguns meses depois, após a morte de Eduardo I e ascensão de Eduardo II. Eduardo concedeu o Condado da Cornualha a Gaveston e arranjou para que ele se casasse com uma princesa inglesa, Margaret de Clare. O acesso exclusivo de Gaveston ao rei provocou revolta de vários membros da nobreza e, em 1308, o rei novamente decidiu mandá-lo para o exílio. Em 1312 foi considerado necessário tomar medidas mais drásticas e Gaveston foi assassinado por Tomás de Lancaster, um dos primos do rei. Foi sugerido por cronistas medievais, e foi alegado por alguns historiadores modernos, que o relacionamento entre Gaveston e Eduardo era sim sexual. Os Annales Paulini afirmam que Eduardo amava Gaveston "além da medida", enquanto a Crônica de Lanercost diz que a intimidade entre eles era "indevida". John Boswell em Christianity, Social Tolerance, and Homosexuality chama Gaveston de amante de Eduardo, e escreve que há pouca dúvida "de que a esposa [de Eduardo] e os barões da Inglaterra eram violentamente hostis às inclinações sexuais do rei, embora ele tenha cumprido mais do que seus deveres reais ao gerar quatro filhos com a rainha". Cronistas contemporâneos eram geralmente negativos em suas atitudes em relação a Gaveston, culpando o favorito real por muitos dos problemas do reinado. Gaveston foi acusado de vários crimes como drenar o tesouro, orquestrar a prisão do tesoureiro real e encher a corte com estrangeiros. Na cultura popular moderna, Gaveston foi retratado de várias maneiras. No filme Edward II de Derek Jarman de 1991, baseado na peça de Christopher Marlowe, Edward e Gaveston são apresentados como vítimas de homofobia e preconceito. Hamilton (1988), p. 13.Chaplais (1994), p. 7.Boswell (1980), p. 298. Hugo Despenser, o Jovem 100px Descrito como um "sodomita" desde a chegada sua à corte, Despenser tornou-se o favorito de Eduardo II, depois da rainha Isabel afastar Gaviston, e exercia enorme influência sobre ao rei. A rainha Isabel nutria uma antipatia especial contra Despenser e, assustada com o seu poder, refugiou-se com seu filho, o futuro rei Eduardo III, na França sob a proteção de seu pai, Felipe IV. Durante esse tempo ela formou uma ligação com Roger Mortimer, que viria a ser seu amante, e começou a planejar uma invasão. Com o apoio de Mortimer, a rainha invadiu a Inglaterra em outubro de 1326. O rei Eduardo II foi colocado em cativeiro e, mais tarde, forçado a abdicar em favor de seu filho. Despenser foi levado a julgamento, enforcado e esquartejado. De acordo com Froissart, o pênis de Despenser foi queimado na sua execução como uma punição pelas suas práticas sodomitas e heréticas. Veja um trecho em - em inglês - em inglês
Eduardo IV de Inglaterra NomeImagemNotaReferência Jane Shore 100px De acordo com registros de patentes de 4 de dezembro de 1476, Shore começou sua ligação com Eduardo IV neste mesmo ano, logo após o rei retornar da França. Ela possuía uma grande influência sobre o rei, mas aparentemente não usou-a para seu próprio ganho pessoal. Shore, de acordo com os registros oficiais, não foi regada com presentes, ao contrário de muitas outras mulheres que relacionaram-se com o rei. O relacionamento deles durou até a morte de Eduardo em 1483. Durante o reinado de Ricardo III, Shore foi acusada de levar mensagens entre William Hastings (inimigo político de Ricardo) e a viúva de Eduardo IV, Isabel Woodville. A punição de Shore incluía penitência pública por comportamento promíscuo. Ela, portanto, andou de chemise, quase nua, pelas ruas de Londres com uma vela fina na mão, atraindo muita atenção masculina ao longo do caminho. Kendall, p. 173Ross, Charles. Edward IV. Los Angeles: University of California Press, 1974, 316.Kendall, p. 248. Elizabeth Lucy A biografia de Lucy permanece obscura. Thomas More a chama de "dama" Elizabeth, recordando-a como uma garota ingênua seduzida por Eduardo IV. Ele afirma que a mãe do rei, Cecília Neville, enfurecida pelo casamento do filho com Elizabeth Woodville, declarou que Lucy estava legalmente noiva dele, o que ela negou. A relação de Lucy com o rei gerou filhos, incluindo Arthur Plantagenet, 1.º Visconde Lisle. George Buc, Master of the RevelsDr. John Ashdown-HillRichard Marius, Thomas More: A Biography, Harvard University Press, 1999, p.107.
Henrique VIII de Inglaterra NomeImagemNotaReferência Elizabeth Blount 100px Ainda jovem, Elizabeth chegou a corte inglesa, onde foi dama de honra da esposa do rei, Catarina de Aragão. Foi assim que se aproximou e tornou-se de Henrique VIII por volta de 1514. O seu relacionamento durou algum tempo, em comparação com outros relacionamentos do rei, que foram geralmente de curta duração. Em 15 de junho de 1519, ela deu à luz um filho ilegítimo do rei, chamado Henry Fitzroy, mais tarde foi intitulado "Duque de Richmond e Somerset". Ele foi o único filho ilegítimo que o rei Henrique VIII reconheceu. Childe-Pemberton, William Shakespere. Elizabeth Blount and Henry VIII with some account of her surroundings. 1913.Hart, Kelly. The Mistresses of Henry VIII. History Press, 2009. Maria Bolena 100px O primeiro encontro entre Maria e Henrique VIII ainda é motivo de debate, mas a versão mais aceita é que ela, na altura casada com William Carey, conheceu o rei durante um baile de máscaras na corte, no qual dançaram juntos. Pouco tempo depois, Maria foi instruída pela família a corresponder aos avanços do Henrique, que convidou-a para seus aposentos. Dessa relação supostamente resultaram dois filhos, Catarina e Henrique, aos quais foi atribuído o sobrenome Carey devido ao casamento de Maria com William ainda em vigor. Hart, Kelly (2009). The Mistresses of Henry VIII (1st ed.). The History Press. p. 55. ISBN 978-0-7524-5852-6.Ives, Eric William (2004). "The Life and Death of Anne Boleyn", p. 369 (note 75). Malden, MA: Blackwell Pub. Ana Bolena 100px Irmã de Maria Bolena (acima), foi educada na França e voltou para a corte inglesa em 1522. Dois anos mais tarde, apaixonou-se por Henrique VIII. A princípio, Ana resistiu às tentativas do rei em seduzi-la e torná-la sua amante, como sua irmã havia sido. Henrique VIII anulou seu casamento com Catarina de Aragão para que se pudesse casar com Ana Bolena. Quando se tornou claro que o Papa Clemente VII não aprovaria o divórcio iniciou-se a ruptura religiosa entre a Inglaterra e a Igreja Católica Romana, resultando na criação da Igreja Anglicana. Em 25 de janeiro de 1533, Ana e Henrique VIII casaram-se; dessa união nasceu a futura rainha Elizabeth I. Mais tarde, Ana foi acusada de traição e executada. Ives, Eric. The Life and Death of Anne Boleyn (2004) ISBN 1-4051-3463-1Fraser, Antonia. The Wives of Henry VIII (1992) ISBN 0-679-73001-X
Jaime I de Inglaterra