Aurora Campineira foi um semanário da cidade de Campinas, fundado pelos irmãos João e Francisco Teodoro, em , que foi o primeiro jornal fundado na cidade, motivo pelo qual é considerado como o marco do nascimento da imprensa campineira.

História

Em , nascia o primeiro jornal da cidade de Campinas, o semanário "Aurora Campineira", fundado pelos irmãos João e Francisco Teodoro de Siqueira e Silva, filhos do alferes Joaquim Teodoro da Silva e da Dona Maria Barbara de Siqueira e Silva, ambos de origem portuguesa.

Ao ser de inaugurado, o jornal publicou a seguinte carta, em cumprimento a uma exigência da legislação do Império.

A impressão dos exemplares era realizada numa oficina tipográfica antes que os irmãos adquiriram, naquele mesmo ano, do inventor franco-brasileiro Hércules Florence , que a tinha inaugurado com o nome "Autografia", em 1832, quando Campinas ainda era denominada "Vila de São Carlos".

Como informado na breve carta transcrita acima, a sede do jornal se localizava na "Rua do Pórtico", especificamente na esquina com a "Rua da Bica Grande". Atualmente, as ruas "do Pórtico" e "da Bica Grande" são denominadas "Rua Ferreira Penteado" e "Rua Irmã Serafina", respectivamente, estando localizadas no Centro da cidade. Cada edição era composta de quatro páginas, num formato com dimensões de 30 por 20 centímetros (300 x 200 mm), com a distribuição do conteúdo em duas colunas, que tinham 8 centímetros de largura cada uma.

Inicialmente, a proposta do jornal era veicular informes publicitários do comércio local. Numa cidade que tinha uma população entre 7 e 9 mil habitantes, e que ainda não contava com estrada de ferro nem telégrafo, a primeira edição do pioneiro "Aurora Campineira" teve uma tiragem de humildes 120 exemplares.

Com o passar do tempo, e também com o crescimento da população campineira, o semanário passou a incluir também conteúdo de cunho informativo. Os irmãos Teodoro, além de proprietários e diretores, eram os únicos redatores, impressores e distribuidores do jornal.

Desde os primeiros meses de existência, o jornal manteve uma postura crítica e expressou preocupação com os problemas sociais que afetavam a cidade, denunciando a desonestidade dos políticos da época, criticando autoridades municipais, as figuras de grande influência e poder no território campineiro, bem como a Justiça, principalmente por sua lentidão. Em razão disso, o jornal foi alvo de deboche por parte das figuras de influência locais, que tacharam o Aurora Campineira de “Papelucho infame” e “Pasquim”, com o fim de descredibilizar o semanário. Além disso, sua postura crítica rendeu aos irmãos Teodoro uma série de dificuldades. Ambos foram alvos de perseguição política por parte das autoridades, e foram réus em cerca de 15 processos judiciais, supostamente por "delitos de Imprensa".

As polêmicas do semanário não lhe permitiriam completar dois anos de vida. Em , foi convertido no órgão oficial do Partido Conservador, passando a se chamar "O Conservador", sob a direção de Francisco Antônio de Araújo. O novo jornal durou apenas seis meses, encerrando suas atividades em 11 de novembro daquele mesmo ano. Nos nove anos que sucederam, Campinas fica sem um jornal local próprio.

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