Sumeru () é uma nação fictícia do jogo eletrônico Genshin Impact, desenvolvido pela miHoYo. A região foi oficialmente aberta aos jogadores com o lançamento da versão 3.0, em 24 de agosto de 2022. Localizada nas porções central e oeste do continente de Teyvat, Sumeru é composta por áreas de floresta tropical e de deserto. Ela também serve como cenário principal do capítulo 3 da narrativa do jogo.
Sumeru é baseada na Índia Antiga, no Egito Antigo e na Pérsia Antiga. Seus elementos culturais são inspirados nas mitologias egípcia e persa, bem como na poesia épica indiana, e sua trilha sonora apresenta instrumentos do Oriente Médio e do Sul da Ásia. O design de cenário singular da região, a nova jogabilidade e a narrativa atraíram considerável atenção e análise crítica. Alguns consideraram Sumeru a localização mais bem projetada da miHoYo até o momento e sua jogabilidade e mecânicas de exploração também receberam avaliações positivas. Contudo, alguns críticos também acusaram Sumeru de apropriação cultural e de recorrer a estereótipos.
Criação e conceito
Cenários e jogabilidade
Em uma conferência realizada em julho de 2022, a miHoYo divulgou pela primeira vez informações sobre Sumeru. Sumeru é a quarta nação a ser lançada entre as sete nações de Teyvat presentes no jogo e pode ser dividida em seções de floresta tropical e de deserto. As áreas de floresta tropical são compostas por árvores e montanhas cobertas de vegetação. A fim de retratar o cenário tropical úmido, os desenvolvedores se basearam em muitos tipos diferentes de plantas de regiões tropicais. A área desértica é composta por tempestades de areia, oásis e ruínas. O objetivo desse projeto de cenário era mostrar o encanto natural da paisagem ao mesmo tempo em que se incorporavam elementos fantásticos.
A equipe de desenvolvimento concebeu Sumeru com base nos dois conceitos opostos de "vida" e "decadência". A jogabilidade da área de floresta tropical é centrada em conceitos como vida e crescimento, incorporando o elemento . O elemento Dendro, central para Sumeru, é desenvolvido em torno dos três conceitos: catálise, sabedoria e vida, conceitos que se manifestam no combate, no design e nas mecânicas do jogo.
A ambientação de Sumeru foi inspirada na cultura do Oriente Médio e da Índia. Os nomes de pessoas e lugares da floresta tropical são influenciados principalmente pela cultura indiana. Os espíritos da floresta que habitam a floresta tropical, conhecidos como Aranara, possuem influências do sânscrito em seu conceito cultural, com referências às epopeias indianas Ramayana e Mahabharata. A área desértica é influenciada principalmente pela cultura do Egito Antigo, sendo a tumba do Rei Deshret, semelhante a uma pirâmide, e o povoado da Vila Aaru locais-chave na tradição de Sumeru. Há também diversas referências à Pérsia em Sumeru e em seus personagens. esquerda|miniaturadaimagem|252x252px|O Túmulo de Hafez, no Irã, possui arquitetura semelhante à encontrada na Cidade de Sumeru
Música A música tema de Sumeru é interpretada pela Orquestra Sinfônica de Londres e por artistas de música folclórica, utilizando diversos instrumentos do Oriente Médio e da Índia, como o bandolim, o sitar, a tabla, a flauta de bambu e outros. A equipe de música afirmou que, ao criar a música de Sumeru, não buscou os instrumentos mais étnicos, mas sim os sons que melhor se adequavam a Sumeru. O produtor musical Chen Zhiyi afirmou que usou dois estilos para compor a música das duas regiões distintas de Sumeru: a música da área de floresta tropical utilizou instrumentos do Sul da Ásia e também procurou incorporar elementos musicais presentes na ioga, repletos de "vida". Já a música da área desértica usou instrumentos do Oriente Médio, enfatizando uma sensação de sabedoria épica e ancestral. Yuan Mengdi, colega de trabalho de Chen, revelou em uma entrevista que a música das regiões de Definhamento combina "música orquestral atonal e sons eletrônicos" para criar uma sensação de inquietação.
Ambientação e enredo Geografia Sumeru está localizada nas partes central e oeste do continente de Teyvat e é conhecida como a "Nação da Sabedoria". A nação é composta por duas regiões principais: a floresta tropical e o deserto. A capital, Cidade de Sumeru, é construída sobre uma árvore gigante na floresta tropical, enquanto seu maior porto é o Porto Ormos. Na junção entre o deserto e a floresta tropical, há uma barreira contra tempestades de areia cujo propósito é impedir a desertificação da floresta. O deserto situa-se a oeste da floresta tropical, tendo o Mausoléu do Rei Deshret em seu centro, junto de inúmeras ruínas da época do Rei Deshret. O maior povoado do deserto é a Vila Aaru, que também serve como local de exílio para os eruditos da Academia.
Enredo Sumeru já foi governada por três divindades: a Lorde Maior Rukkhadevata, o Rei Deshret e Nabu Malikata, a Deusa das Flores. Os três eram aliados próximos e fundaram juntos um grande reino. Após a morte de Nabu Malikata, o Rei Deshret tornou-se obcecado por preservar a memória dela e buscou conhecimentos proibidos, o que acarretou consequências catastróficas. Seu domínio foi devastado por um colapso ambiental e por uma doença fatal chamada Eleazar. Para deter a corrupção, o Rei Deshret sacrificou-se, enquanto Rukkhadevata criou a floresta tropical e ergueu um santuário para purificar a contaminação. Com o tempo, essa história foi distorcida, causando séculos de conflito entre as tribos do deserto e os habitantes da floresta tropical.
Posteriormente, Rukkhadevata fundou a Academia, a principal instituição acadêmica de Teyvat, que controlava rigorosamente o conhecimento. Durante um desastre posterior, ela usou o Sistema Akasha para combater o conhecimento proibido, mas acabou contaminada devido à sua ligação com Irminsul, a rede de memória do mundo. Para sobreviver, ela criou uma encarnação pura, a Lorde Menor Kusanali (também conhecida como Nahida), que a sucedeu como Arconte Dendro, mas foi aprisionada e minada pelos Sábios da Academia, que governaram Sumeru em seu lugar por 500 anos. Os Sábios conspiraram com os Fatui para substituí-la, mas seu plano foi frustrado pelo protagonista do jogo, o Viajante, que a libertou. Depois disso, Kusanali desmantelou o Sistema Akasha e purificou o conhecimento proibido, apagando todos os vestígios de Rukkhadevata da memória do mundo, inclusive os seus próprios, deixando apenas o Viajante capaz de se lembrar dela. miniaturadaimagem|204x204px|Aranara, espíritos da floresta com influências do sânscrito em seu conceito cultural Após sua jornada por Fontaine, Natlan e Nod-Krai, o Viajante e Paimon retornam a Sumeru ao receberem uma carta de Collei sobre um sonho estranho e encontram uma evacuação em massa da floresta para o deserto por ordem de Nahida. Eles descobrem que a Irminsul está sendo fatalmente danificada por outro segmento da construção Ômega de Dottore e que Sumeru está simultaneamente sob ataque dos Fatui. Com a ajuda dos Sete Pilares e de uma Aaru remodelada, o povo de Sumeru lança uma contraofensiva, mas Irminsul não pode ser salva. Forçada a destruí-lo, Nahida usa a Gnosis Pyro, que tomara emprestada de Mavuika, para queimar a árvore até as raízes, matando Dottore permanentemente e transferindo os dados de Irminsul para Aaru.
Rukkhadevata criou os Aranara, uma raça de espíritos da floresta encarregada de proteger a floresta tropical. Com poucas exceções, apenas crianças podem vê-los e seu poder provém de suas memórias e sonhos. Eles vivem em um lugar chamado Vanarana, com cultura e história próprias dentro do jogo. No jogo, os Aranara pedem ao Viajante que ajude a purificar as Zonas de Definhamento na floresta tropical por meio da série de missões "Aranyaka". Durante essa jornada, o Viajante também aprende sobre a história da floresta tropical de Sumeru.
Lançamento Assim como algumas outras partes de Genshin Impact, o desenvolvimento de Sumeru foi afetado pela pandemia de COVID-19 e correu o risco de ser adiado. A miHoYo alterou seu plano de desenvolvimento para garantir que Sumeru pudesse ser lançada na versão 3.0, em agosto de 2022. Em circunstâncias normais, os jogadores seguiriam a narrativa principal e chegariam a Sumeru no capítulo 3. Como o jogo utiliza um design de mapa de mundo aberto, os jogadores podem optar por ir a Sumeru após concluir o prólogo e o capítulo 1.
A versão 3.0 abriu principalmente a área de floresta tropical de Sumeru. A versão 3.1 foi lançada em 28 de setembro do mesmo ano (aniversário do jogo) e apresentou aos jogadores a área desértica. A área desértica foi expandida nas versões 3.4 e 3.6.
Recepção O design de cenário da região de Sumeru recebeu avaliações positivas dos comentaristas e muitos acreditaram que Sumeru era a melhor localização projetada pela miHoYo até aquele momento. Austin Wood, editor do GamesRadar+, afirmou que a própria Sumeru pode ser comparada à maioria dos jogos de mundo aberto completos do mercado, incluindo alguns outros jogos que ele também havia jogado. Sisi Jiang, do Kotaku, disse que Sumeru é uma "maravilha do design de mundo aberto" e que a miHoYo se libertou da sombra de outros jogos, como The Legend of Zelda: Breath of the Wild, por meio de Sumeru, formando seu próprio modelo único de mundo aberto. O editor Gray Pigeon, do site chinês de jogos Youxi Putao, observou que o design de Sumeru era deslumbrante e que a área era um "resumo faseado de Genshin Impact, que abrange explorações passadas e completa uma sedimentação". O editor do Game Overview resumiu a abordagem de desenvolvimento do mapa como uma "semente de mostarda" que contém Sumeru, observando que seu cenário tridimensional "acomoda conteúdo de exploração além das expectativas dos jogadores em uma área aparentemente pequena".
Alguns comentaristas apontaram os destaques das duas áreas de Sumeru. Gray Pigeon elogiou a música da região de Sumeru. Também foi apontado que as diversas regiões de Sumeru utilizaram uma grande quantidade de música folclórica de estilos variados. Seu timbre e suas expressões singulares eram reconhecíveis o suficiente para estabelecer rapidamente as primeiras impressões dos jogadores sobre a área. Também foi tomado como exemplo a música da Cidade de Sumeru e de outras regiões, dizendo que a música "constrói um grande mundo no espaço auditivo".
A jogabilidade de Sumeru foi elogiada pelos avaliadores. Ana Diaz, resenhista do Polygon, comentou que o Selo de Trevo tornou a exploração de Sumeru muito mais rápida em comparação com outras nações, como Inazuma, proporcionando-lhe uma experiência que ela comparou ao Homem-Aranha no ar. Um resenhista do site chinês de jogos Nandianshi elogiou a jogabilidade de Sumeru por "se adequar às características ambientais locais", permitindo que os jogadores sentissem o encanto do mapa de forma mais intuitiva, além de criar uma atmosfera interativa imersiva.
Alguns comentaristas mencionaram que as missões de Sumeru orientam muito bem a exploração dos jogadores. Gray Pigeon disse que a miHoYo fez um bom trabalho ao equilibrar conteúdo e exploração, afirmando que a longa missão "Aranyaka" exige que os jogadores percorram diversas áreas, aprendendo sobre os Aranara e sobre o cenário da floresta tropical de Sumeru. A narrativa principal apresenta cada personagem como representante de um aspecto diferente da nação, criando uma introdução envolvente à "exploração, jogabilidade e conteúdo".
Stephanie Liu, da Siliconera, elogiou o mundo e a tradição de Sumeru como um todo em contraste com seu design de personagens, dizendo que ficou claro para ela que a HoYoverse dedicou tempo e esforço à região.
Preocupações com apropriação cultural thumb|upright|Cosplay de Kaveh, um proeminente personagem coadjuvante de Sumeru